edição-redação: Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS                               outubro 2000
                     Eletronicaria - Notícias
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                     Áudio-Vídeo

   *Vem aí uma revolução no som: áudio direcionado
   *Mini-parabólica concorre com TV a cabo e DSL
    *Não há acordo para TV a cabo
    *Fusão digital: LG sai na frente com Digital Music Eye
    *CIRRUS desenvolve amplificador digital para áudio
    *Rádio direto por satélite
   

    *Vem aí uma revolução no som: áudio direcionado 

    Está para chegar ao mercado uma revolução no som: áudio direcionado. Uma fonte produz o som que é ouvido somente em determinado ponto, enquanto na vizinhança fica o silêncio - o que equivale a ter um earphone virtual.
    A novidade foi apresentada simultaneamente por um pesquisador do MEDIA LAB do MIT, EUA, e a empresa SENNHEISER da Alemanha. O norte americano acusa a empresa alemã de piratear sua invenção, mas ela alega que está há anos desenvolvendo esta tecnologia. Na verdade o áudio direcionado já foi estudado na década de 70, mas abandonado por motivos práticos. Agora, com outra abordagem e novos dispositivos eletrônicos, tornou-se viável.
    O áudio direcionado parte do princípio que ondas de ultra som são bem direcionadas (ao contrário do áudio), e dois feixes de ultra som interagem entre si, produzindo batimento construtivo e destrutivo (semelhante ao batimento no conversor RF de rádio). A fonte de ultra som emite para o ponto desejado dois feixes, cujas frequências apresentam como diferença a frequência de áudio, que será a única a ser ouvida (processo semelhante à conversão à FI, no conversor de rádio).
    A CHRYSLER apresentou um protótipo de carro usando o áudio direcionado, onde cada passageiro pode escutar seu próprio som, sem necessidade de earphone e sem interferir na audição dos outros. Uma infinidade de outras aplicações já está em estudo e os especialistas em engenharia de som garantem que vem aí uma revolução no setor.

sobe

 

    *Mini-parabólica concorre com TV a cabo e DSL

    Com a introdução das mini-parabólicas, sistema DBS ("direct broadcast system"), a TV via satélite está alargando sua clientela. Nos EUA os assinantes já chegam a 14,5 milhões, com previsão de atingir 25 milhões em 5 anos.
    O crescimento do DBS deve ser impulsionado pela oferta de novos serviços, como Internet banda larga via satélite e TV interativa. No Brasil a Embratel já está se preparando para oferecer Internet banda larga via satélite, inicialmente no Rio de Janeiro e depois em todo o país. Isto permitirá que áreas rurais sem acesso a cabo e DSL possam usufruir este tipo de serviço.
    Mas especialistas em telecom acreditam que o DBS tem chances de ser adotado não somente nas áreas mais remotas, mas concorrer diretamente com a TV a cabo e o DSL. Pelo menos nos EUA os índices de satisfação dos clientes são bastante favoráveis ao DBS.

sobe

           *Não há acordo para TV a cabo

    Já vai longe o dia em que TV a cabo servia somente para retransmitir programação dos canais abertos de TV. Somaram-se aí vários outros serviços, como Internet de banda larga e canais por assinatura. E está prestes a entrar comercialmente nos cabos a TV digital de alta resolução HDTV. 
    Olhando ainda mais longe a MICROSOFT, e outros pesos pesados da hi-tech, está considerando o cabo como ponto nevrálgico de uma integração total dos equipamentos eletrônicos da residência (e mesmo dos escritórios). Pelo cabo pode vir programação de TV, Internet, telefone, música, filmes. Melhor ainda, pode vir e ir, entrando no mundo da interatividade.
    A associação de indústrias eletrônicas dos EUA já havia fixado o IEEE 1394 como padrão para interfacear o cabo a outros equipamentos, principalmente o controle STB ("set top box"), que conecta o cabo aos aparelhos. O FCC, equivalente norte americano da ANATEL, tentou forçar a adoção do 1394, o que apressaria a penetração no mercado da TV digital interativa. Não convenceu ninguém.
    A MICROSOFT bombardeou a proposta, alegando que o 1394 não suporta a velocidade de 1,4 Gbps necessária para a TV digital de alta resolução HDTV. Na verdade a MICROSOFT quer a adoção do seu sistema DVI - "digital visual interface", o que de fato transformaria o PC em mestre de todos os aparelhos eletrônicos da residência (e escritório)- é claro, com o WINDOWS, OFFICE e EXPLORER.
    O jogo fica mais violento com a presença da MPAA, associação da indústria cinematográfica norte americana. Ela exige regras duras de codificação na interface do cabo, para preservar os direitos autorais. É sabido que a tecnologia digital da HDTV favorece a pirataria.
    No ditado popular, esta é uma briga de cachorros grandes. Muito grandes. E a briga vai continuar, enquanto o mercado e fabricantes se preparam para entrar nesta nova era de convergência dos equipamentos eletrônicos residenciais.

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 *Fusão digital: LG sai na frente com Digital Music Eye

    Está sendo lançado nos EUA, e para breve também no Brasil, o Digital Music Eye da LG. Este é o primeiro produto da série usando a tecnologia de fusão digital, que reúne em um só microgabinete várias mídias.
    O Digital Music Eye cabe na palma da mão, podendo ser alimentado por pilhas ou tomada da rede de Eletricidade. Funciona como player MP3, filmadora e máquina fotográfica.
    Com 64 MBytes de memória pode gravar até 16 músicas no formato MP3. Conectado a um PC faz filmagens que são armazenadas na memória do computador, portanto admitindo longos tempos de gravação, com qualidade de 30 frames por segundo. E para ficar bonito na foto, funciona normalmente como uma máquina fotográfica digital.

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  *CIRRUS desenvolve amplificador digital para áudio

    A CIRRUS anunciou que está pronta sua tecnologia para áudio digital. Ela assinou acordo com a IR para aplicar esta tecnologia na produção de amplificadores digitais de potência para áudio PWM ("pulse width modulation").
    A tecnologia criada pela CIRRUS é totalmente digital. Isto elimina os problemas de interferência eletromagnética e RF encontrada em amplificadores classe D e sistemas PWM híbridos análogos/digitais. Segundo a empresa a eficiência do amplificador digital é 90%, enquanto os atuais sistemas têm como norma 50%, diminuindo o consumo de energia e melhorando a qualidade do som.

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          *Rádio direto por satélite

    Já está funcionando no continente asiático o serviço de rádio direto por satélite. O satélite ASIASTAR transmite 3 feixes, cada um atingindo 14 milhões de quilômetros quadrados - quase o dobro do território brasileiro. A transmissão consiste em 40 canais de áudio digital e multimídia.
    Para captar o ASIASTAR é preciso um receptor especial, que está sendo fabricado por várias empresas (HITACHI, JVC, SANYO, PANASONIC). O receptor é do tamanho de um walkman, podendo ser alimentado por baterias ou pela rede de Eletricidade. A tecnologia digital garante qualidade perfeita da recepção. 
    O receptor tem ainda outra detalhe mais que interessante: é barato, concorrendo com um radinho de pilha comum.

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