edição-redação:
Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS
novembro
2000
Eletronicaria
-
Notícias
e l e t r ô n i c a e l e t r ô n i c a
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Áudio-Vídeo
*DivX, o pirata do
DVD *Tecnologia de feixe sonoro- som
direcionado *Laser, HD e tape para gravar vídeo
digital
*FCC quer forçar adoção de TV
digital
*DivX: o pirata do
DVD
Parece ser a mais atual estória de terror
para os executivos de Hollywood: milhões de pessoas assistindo os mais
recentes filmes, gratuitamente. Um mercado de filmes piratas está
crescendo rapidamente na Internet, com peritos no assunto dizendo que o
download poderá chegar a um milhão de filmes por dia até o fim do próximo
ano. Tudo isso graças a um novo formato de
compactação, o DivX, que permite compactar consideravelmente a gravação de
filmes, sem perder a qualidade original (o DivX foi candidato a padrão de
compactação para DVD). Para se ter uma idéia, um filme em DVD, que pode
ter até 7 GB, ao ser compactado com o formato DivX, passa a caber em um CD
comum, de 650 MB. Com a propagação da Internet rápida... O DivX conta com dois softwares para distribuir arquivos: o
Gnutella e o menos famoso Scour Exchange. Para
colaborar com as preocupações da indústria do cinema, está no ar um site
(http://www.2600.org/) que distribui o
código fonte de um programa chamado DeCSS (Decode Content Scrambling
System), que permite que DVDs sejam copiados e distribuídos na Web. Mas os
estúdios de Holywood -
incluindo MGM, Time-Warner e Seagram Universal Studios - já estão
em guerra contra Eric Corley, que é quem publica o
2600. A luta das grandes indústrias contra as novas
tecnologias é antiga, começou com o videocassete e as locadoras de vídeo.
Em vez do prejuízo previsto, a indústria cinematográfica acabou ganhando
mais dinheiro que nunca. Agora a briga vai ser com o DivX por causa da
pirataria de DVDs.
sobe
*Tecnologia de feixe sonoro-
som direcionado
A disputa jurídica pela patente do som
direcionado, entre o pesquisador JOSEPH POMPEI do MIT e a empresa alemã
SENNHEISER, chamou a atenção para a tecnologia de produzir feixes sonoros.
O feixe sonoro é direcionado ouvido somente numa determinada direção,
sendo inaudível para pessoas fora desta região. Por exemplo, num automóvel
um dos passageiros escutaria seu rock, sem perturbar quem estivesse ao
lado. O tamanho da fonte emissora do feixe de som é
diretamente proporcional ao comprimento da onda sonora. Sons de áudio
(comprimento de onda muito grande) precisariam de fonte quilométrica, mas
para o ultra-som (comprimento de onda pequeno) basta uma fonte de pequenas
dimensões. A artimanha para produzir feixe de som
consiste em irradiar ultra-sons modulados em amplitude (AM) misturados com
sons de áudio frequência AF. A não linearidade do ar age como mixer nas
bandas laterais do ultra-som e reproduzem o áudio
AF. A técnica não é nova, foi intensamente
pesquisada durante a Guerra Fria e houve uma tentativa de industrialização
pelos japoneses. Mas não chegou ao estágio comercial devido à baixa
qualidade do som, com mais de 50% de distorção harmônica total
THD. A SENNHEISER e o MIT fizeram uma abordagem tipo
ovo de Colombo: o som é previamente distorcido, e ao ser irradiado o ar
provoca novas distorções que cancelam a distorção prévia. A distorção é
obtida por cálculos matriciais extremamente
complexos. O feixe sonoro obtido é de qualidade
muito boa. Tem cerca de 30 cm de diâmetro, com 80-90 dBA após alguns
metros, atingindo até 100 metros. Direcionando o feixe para um obstáculo o
ponto atingido se comporta como um alto-falante, com aplicações óbvias em
jogos eletrônicos.
sobe
*Laser, HD e tape para gravar vídeo digital
Com a popularização do DVD e a
televisão digital de alta resolução, prevista para breve, surgiu a
questão: como gravar sinal de vídeo digital de alta resolução ? A
gigantesca feira de Eletrônica CEATEC, no Japão, apontou as
tendências. Entre as opções mostradas estão o
disco óptico gravável (DVD-R), tape digital VHS de alta resolução (D-VHS)
e disco rígido de computador (HD). Estas tecnologias não são novidades,
sendo usadas em outras áreas. Mas na CEATEC foram apresentadas em padrões
de máximo desempenho, para se adaptar à velocidade e capacidade do vídeo
digital. SONY e PIONEER apresentaram o DVR-BLUE,
disco óptico para gravação de televisão de alta resolução via satélite.
Com 12 cm de diâmetro, tem capacidade de 22,5 GBytes (no DVD padrão 4,7
GBytes), transferência de 24 Mbits/seg (padrão de TV via satélite),
resultando 2 horas de gravação de alta resolução. A melhora no desempenho
é obtida diminuindo a distância entre a camada de gravação e a cobertura,
caindo dos 0,6 mm do DVD comum para 0,1 mm no DVR-BLUE. Mas isto tem um
preço: o disco DVR-BLUE precisa ser lacrado num cartucho, para evitar
poeira e contaminação. O DVR-BLUE não é compatível com o padrão
DVD. JVC, MATSUSHITA, HITACHI e TOSHIBA mostraram
tapes digitais de alta resolução. O D-VHS da JVC pode armazenar 50 GBytes
a 28,2 Mbits/seg, em gravação de 4 horas de sinal digital de alta
resolução. Para promover o padrão D-VHS a JVC formou a DIGITAL HI-VISION
VIDEO INITIATIVE, que já recebeu o apoio da HITACHI, MATSUSHITA,
MITSUBISHI, TOSHIBA, FUJI, MAXWELL, LG, PHILIPS, SAMSUNG, SANYO, SHARP,
SONY, TDK e THOMSON. A maioria das empresas japonesas acredita ser esta a
tecnologia mais viável, a curto prazo, para o
DVD. A novidade maior é o HD (disco rígido,
Winchester de computador) para gravação de vídeo digital de alta
resolução. A SONY mostrou modelo de 30 GBytes. O HD da SHARP, com a mesma
capacidade, inclui um sintonizador de satélite num set-top box. E a JVC
apresentou um aparelho que combina HD de 20 GBytes com um tape VHS. SONY,
TOSHIBA e MATSUSHITA informaram que estão trabalhando em conjunto para
estabelecer especificações de HD para vídeo digital de alta resolução.
sobe
*FCC quer
forçar a adoção de TV digital
O presidente do FCC (órgão regulador
das telecomunicações nos EUA, equivalente à ANATEL) apresentou propostas
para forçar a adoção de TV digital DTV. O governo
norte-americano quer que as emissoras de TV mudem para a faixa de DTV,
liberando as atuais frequências para outros fins - existe uma escassez
muito grande no espectro de transmissão, principalmente para telefonia
móvel. Nos EUA as emissoras de TV serão obrigadas a
transmitir DTV quando 85% dos lares já tiverem receptores compatíveis com
DTV. Se a percentagem não for atingida até 2006 fica valendo esta
data. Uma das propostas do FCC é obrigar as fábricas
a projetarem televisores compatíveis com DTV a partir de 2003. Outra é
taxar as emissoras de TV que continuarem usando os atuais canais
analógicos. As emissoras reclamam que o FCC ainda não conseguiu obrigar as
operadoras de TV a cabo a adotar a DTV, o que impede a
mudança. O Congresso norte-americano decidirá
que atitudes serão tomadas. Por trás de tudo um bom motivo: se a televisão
digital de alta resolução demorar a ser implantada nos EUA o país perderá
a liderança na área para japoneses e tigres asiáticos.
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