edição-redação: Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS  
                          novembro 2000
                     Eletronicaria - Notícias
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                  Informática

      *BLUETOOTH para notebooks
     
*A complicada memória RAMBUS do PC-4
     

   *BLUETOOTH para notebooks

    Lançada para notebooks a primeira placa de interface com tecnologia Bluetooth, projetada pela TOSHIBA. A empresa afirma ser a primeira a disponibilizar comercialmente uma solução baseada na nova plataforma.
    Com a interface é possível conectar o computador portátil a uma rede sem a utilização de fios, alcance até 30 metros. Pode-se também compartilhar apresentações e transferir arquivos com rapidez – voz e dados podem ser transferidos a 1 MB/s. O BLUETOOTH PC CARD inclui um software chamado SPANworks, que permite conectar até sete notebooks em rede.
    A interface pode conectar notebooks, impressoras, telefones celulares, handhelds e câmeras digitais, entre outros, e é compatível com notebooks que utilizam slot Type II.
    A configuração mínima é chip Pentium 133 MHz, 64 MB de memória RAM e sistema operacional Windows 98 ou Me.
    Preço: US$ 199, nos EUA.

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           *A complicada memória RAMBUS do PC-4

    Crescem os rumores que a INTEL desistirá da memória RAMBUS no PC-4. A fabricante da RAMBUS entrou em litígio jurídico sobre royalties com os grandes fabricantes de memória, o que desagradou a INTEL. Além disso a INTEL foi obrigada a fazer o recall de 2 milhões de PCs, justo por causa da interface da memória.
    O problema é que a INTEL assinou contrato com a RAMBUS, comprometendo-se a implementá-la na arquitetura do PC-4. Na época ela queria apenas sinalizar para o mercado que a alta velocidade do PC-4 exigia uma memória também muito rápida, e a tecnologia RAMBUS havia sido selecionada. O alto custo da RAMBUS, além da produção insuficiente, trouxe dúvidas se a escolha foi acertada.
    Fabricantes de memória relataram que estão entregando para a INTEL grandes quantidades de módulos DIMM. Este tipo de módulo serviria para implementar memória DDR, tecnologia concorrente da RAMBUS. A INTEL alega que irá usá-los em servers. Mas os módulos são sem buffer, como usado no desktop PC-4, enquanto os servers usam módulos bufferizados.
    Embora pareça uma querela empresarial, o caso RAMBUS trará consequências técnicas importantes na arquitetura do PC e no mercado de informática em geral.

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