edição-redação:
Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS
novembro
2000
Eletronicaria
-
Notícias
e l e t r ô n i c a e l e t r ô n i c a
e l e t r ô n i c a
resumo
áudio-vídeo
informática
internet
negócios
tecnologia
telecom edições
anteriores
Tecnologia
*Eletrônica ganha Nobel de Física e de
Química *Tecnologia de chips 0,13 mícrons
evolui
*Computação
biológica
*Eletrônica ganha Nobel de Física
e de Química
Os prêmios Nobel de
Física e de Química deste ano irão para descobertas da Eletrônica. O de
Física será dividido entre KILBY, um dos inventores do CI, KROEMER e
ALFEROV, inventores da heteroestrutura semicondutora (que levou ao laser
semicondutor). O prêmio Nobel de Química foi concedido a Alan Heeger (Universidade da
Califórnia), Alan
MacDiarmid (Universidade da Pensilvânia) e Hideki Shirakawa (Universidade de
Tsukuba), pela invenção de polímeros condutivos (usados em display
LCD). No final da década de 1950 muitos
pesquisadores trabalhavam em projetos tentando produzir o C.I. - circuito
integrado. Um deles era JACK S. KILBY, norte-americano nascido em 1923 e
engenheiro eletrônico formado pela Universidade de Ilinois. Em 1958,
trabalhando na TEXAS INSTRUMENTS, conseguiu chegar a um protótipo de CI.
Durante a guerra fria empregou seus conhecimentos na pesquisa de armas de
alta tecnologia. ZHORES ALFEROV nasceu em 1930 em
Viebsk, Rússia Branca, antiga União Soviética. Recebeu doutorado em Física
e Matemática no Instituto Físico-Técnico A.F. Ioffe de São Petersburgo. É
neste instituto que faz sua invenção e se torna seu diretor em
1987. No começo da década de 1960 HERBERT KROEMER,
da Universidade da Califórnia, propôs a heteroestrutura semicondutora e
inventou o heterotransistor. Em 1969 ele e ALFEROV, trabalhando
separadamente, chegaram ao laser semicondutor baseado na heteroestrutura
semicondutora.
sobe
*Tecnologia de chips 0,13
mícrons evolui
A integração cada vez mais compacta em
semicondutores - maior número de transistores por área do chip - exige sua
fabricação com trilha de gravação cada vez menor. A
tecnologia corrente é de 0,18 mícrons (18 nm), em fase de mudança para 0,13
mícrons (13 nm). Além de maior compactação permite tráfego mais veloz dos
sinais internos do chip, resultando dispositivos semicondutores mais
rápidos. Mas alguns problemas de última hora
surgiram - com soluções incertas. O principal deles é sobre a interconexão
dos dispositivos integrados. Para evitar o atraso resistência-capacitância
das interconexões na tecnologia 0,18 mícrons os fabricantes passaram a
usar microfios de cobre. Mas estes precisam ser eletricamente isolados,
problema aparentemente simples que se mostrou de difícil
solução. Os isolantes para os microfios de cobre são
porosos e pouco resistentes a choques mecânicos. Durante o polimento
químico mecânico do wafer eles tendem a sofrer falhas mecânicas
graves. As soluções, não definitivas até agora,
estão sendo testadas a toque de caixa, já que a tecnologia 0,13 mícrons
deve ser aplicada a pleno vapor a partir de
2001. A primeira delas é colocar uma cobertura
mais rígida sobre o isolante dos microfios. A segunda é um novo processo
de polimento do wafer - eletropolimento - que evita o desgaste
mecânico.
sobe
*Computação biológica
Na prática a Tecnologia vai
ultrapassando as visões da ficção científica. Um dos mais conceituados
laboratórios de Microeletrônica do mundo - o IMEC da Bélgica - está
realizando testes com sensores bio-eletrônicos. E a indústria já está se
preparando para aplicar os resultados em análise de DNA, estudo do sangue,
teste de pH, entre outros. Os sensores são
baseados em reações naturais dos microorganismos. Um anti-corpo é fixado
em uma placa de ouro, com uma camada intermediária entre eles. Quando um
anti-gen passa próximo o anti-corpo se atraca nele, de fato incorporando o
anti-gen na estrutura da placa de ouro. A presença da pesada molécula do
anti-gen na placa provoca alterações de impedância e ressonância do
bio-sensor, o que é utilizado pelas técnicas normais da Eletrônica para
chavear circuitos. Mas o projeto mais
ambicioso do IMEC é "integrar" neurônios diretamente na superfície de
semicondutores. Isto permitirá produzir chips de "interface" entre o Homem
e a Eletrônica. As pesquisas já estão em estado avançado e logo se verá o
resultado. E se for cego talvez possa vê-lo com um chip no lugar do
olho.
sobe | |

|