edição-redação:
Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS
dezembro
2000
Eletronicaria
-
Notícias
e l e t r ô n i c a e l e t r ô n i c a
e l e t r ô n i c a
resumo
áudio-vídeo
informática
internet
negócios
tecnologia
telecom
edições
anteriores
Áudio-Vídeo
*Áudio
na Comdex de Las Vegas
*TV
digital brasileira está nascendo
*Batalha
pelo padrão DVD regravável
*Áudio
na Comdex de Las Vegas
A feira COMDEX de Las Vegas, antigamente devotada só a
computadores, este ano apresentou novidades de outras áreas. Uma das mais ruidosas foi o Áudio,
cada vez mais aparecendo nas prateleiras de Informática, puxado pelo MP3 e agora também o DVD.
A CIRRUS, que tem 50% do mercado de Home Theater com o áudio Dolby Digital,
assinou acordo com a LUXSONOR para produzir chips compatíveis com MPEG para DVD.
A SIGMA, principal competidora da CIRRUS, adotou estratégia inversa. Seus
chips Dolby Digital decoders deixam parte do trabalho para os novos processadores
(PENTIUM acima de 500 MHz), executando por software o algoritmo AC-3 de áudio. Assim usuários
de PC podem processar áudio e vídeo, inclusive via Internet banda larga, a baixo custo. A SIGMA ainda demonstrou seu chip STMP34XX
para player MP3.
A APOGEE apresentou sua tecnologia de amplificadores digitais
Direct Digital Amplification (DDX). O amplificador, classe D, converte bits seriais em PWM, resultando
saída análoga de 35 W para alto-falante de 8 Ohms. O chip pode ser instalado em placa de
PC ou qualquer outro dispositivo - o DVD é claramente uma aplicação ideal, permitindo
saída direta do aparelho para caixa de som. A TEXAS INSTRUMENTS demonstrou uma
tecnologia semelhante à DDX.
O FreeSpan da FREESYSTEMS converte um fluxo de áudio no formato I2S em
SPDIF, com saída por infravermelho de 2 MHz. Embora a transmissão dependa da linha
do horizonte sua banda é muito maior que o FM sem fio, com resposta de frequência entre
20 Hz e 20 KHz e SNR melhor que 90 dB a 1 kHz.
sobe
*TV
digital brasileira está nascendo
A ANATEL divulgou o cronograma para a implantação no Brasil da
DTV- TV digital. A DTV substituirá a atual TV analógica, que deixará de existir - inclusive os atuais
receptores não mais funcionarão. Como em todo o mundo a mudança terá um calendário
que permita a consumidores e estações transmissoras migrar para a nova tecnologia.
São três os padrões disponíveis para DTV, e um deles será
escolhido como padrão brasileiro: ATSC (americano), DVB-T (europeu) e ISDB-T (japonês). A ANATEL está propondo
aos parceiros da MERCOSUL que todos adotem o mesmo padrão, o que baixaria custos de
produção e aumentaria nosso poder de barganha.
Em dezembro o projeto de implatação da DTV no Brasil será posto
em consulta pública no site da ANATEL (www.anatel.gov.br). Qualquer cidadão poderá apresentar
sugestões. O projeto final será apresentado em março/2001 e as primeiras licitações para
transmissoras em julho do mesmo ano. Provavelmente os primeiros canais DTV estarão
funcionando em 2002. Após um prazo a ser determinado as atuais transmissões analógicas
serão encerradas.
São muitas as vantagens da DTV, além de indiscutível qualidade de
recepção. A transmissão poderá ser captada por receptores em movimento (como automóveis e
ônibus), inclusive por telefone celular com display apropriado. Um mesmo canal poderá
ter mais de um programa e opções interativas, como comércio eletrônico (T-commerce) e
serviços ao telespectador (informações sobre trânsito, programação, tempo, comerciais
personalizados para o perfil do consumidor, etc).
Além do avanço tecnológico e cultural que a DTV apresenta há
outro grande motivo para sua implantação urgente: o espectro de frequências disponíveis está
saturado, e as novas tecnologias de comunicação (telefone móvel 3G e 4G) precisarão
ocupar as atuais bandas de transmissões de TV. As transmissões DTV ocupam banda
bem menor e podem ser alocadas em outras faixas do espectro.
sobe
*Batalha
pelo padrão DVD regravável
A feira COMDEX de Las Vegas lançou algumas luzes sobre a
tumultuada batalha pelo padrão DVD regravável. Com previsão de vendas em 2001 de 170 milhões de unidades
de DVD e intensa procura por gravadores de media óptica (30 milhões de gravadores
CDs em 2000) o bolo parece tentador para a indústria.
São três os desafiantes:
*DVD-RAM: padrão oficial adotado pelo Forum DVD, órgão que congrega os fabricantes de
DVD. Mas nem todas indústrias que participam do Forum aderiram ao padrão de DVD
regravável. Os principais suportes deste grupo são MATSUSHITA (PANASONIC), HITACHI, JVC,
SAMSUNG, TOSHIBA, LG e ACER.
*DVD-RW: padrão apresentado pela PIONEER na COMDEX. É uma extensão das especificações
do Forum DVD.
*DVD+RW: padrão com suporte principalmente da PHILIPS, RICOH e HP. Também é uma
extensão do padrão do Forum DVD.
Um disco gravado em DVD-RAM só pode ser reproduzido em player
DVD-RAM, não funcionando em player comum de CD ou DVD. Esta grande desvantagem tem afugentado
adeptos. O DVD-RW da PIONEER e o +RW da PHILIPS-RICOH, de 4,7 GBytes, têm o mérito
de serem reproduzidos em player comum de CD e DVD.
Os preços correntes afugentam consumidores. DVD-RAM, principalmente
aqueles instalados em computadores (como da APPLE), ficam em torno de US$ 850. Já
o DVD-RW e o DVD+RW custam no mínimo US$ 2000. Mas todos fabricantes estão seguros
de afirmar que a queda será grande e rápida, devido ao previsto aumento de escala de
vendas. É provável que DVD-RW e +RW cheguem perto de US$ 500 nos próximos dois
anos.
Quanto à mídia, os preços também são salgados. Cerca de US$ 20
um disco DVD regravável, enquanto um disco CD regravável baixou aos confortáveis US$ 0,20. Os
fabricantes dizem que o DVD logo logo chegará lá.
Além do mercado de entretenimento a indústria está visando o
mercado de computadores. Em 2000 cerca de 18% dos computadores desktops e 15% dos notebooks
são vendidos com DVD instalado.
sobe
| |

|