edição-redação:
Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS
dezembro
2000
Eletronicaria
-
Notícias
e l e t r ô n i c a e l e t r ô n i c a
e l e t r ô n i c a
resumo
áudio-vídeo
informática
internet
negócios
tecnologia
telecom
edições
anteriores
Informática
*Pentium
4 e outros mistérios da INTEL
*Athlon
Palomino e Morgan; e Hammer 64 bits
*SEAGATE
lança HD de 180 GB
*Placa
Bluetooth para notebook
*Processador
Regatta da IBM, para servers
*Pentium
4 e outros mistérios da INTEL
Os bons tempos que microprocessador era um x86, com algum
número no lugar do x, já se foram definitivamente. A dança dos processadores prossegue cada vez mais
frenética, agora incentivada pela concorrência entre INTEL e AMD.
Após o fiasco do recall do PENTIUM 3 de 1,13 MHz e as confusões
com a memória Rambus a INTEL tenta por ordem na casa e reconquistar a hegemonia posta em questão
pelo Athlon da AMD.
Como primeira iniciativa a INTEL adiou o lançamento do chip set
Almador, que dependeria da memória DRAM Rambus. Enquanto aguarda uma definição de mercado para
a Rambus, esperando que sua produção cresça e o preço caia, a INTEL vai atualizar o
chip set 815E e usá-lo com o novo processador Pentium 3 Tualatin de 1,3 MHz. Inicialmente a INTEL usará SDRAM de fabricação própria, de baixo
custo, podendo mais tarde evoluir para DRAM DDR, talvez de terceiros. Existe a possibilidade de
cancelar definitivamente o Almador.
Dois novos modelos de processador Celeron estão sendo lançados.
Um de 733 MHz e outro de 766 MHz. Com 128 KB de cache L2 no chip e preços de US$ 112 e
US 170, respectivamente, o Celeron continua sendo uma boa opção para equipamentos
de baixo custo.
E finalmente saiu o Pentium 4. Nas versões 1,4 GHz e 1,5 GHz, com
suporte do chip set 850 e memória Rambus. Com esta plataforma é certo que o Pentium 4 é o luxo
do processadores, tanto em termos de eficiência quanto de preço. E com ele a INTEL
está objetivando o mercado profissional de ponta, tipo servidor e editor de filmes,
e não aplicações genéricas.
A Rambus ainda continua sendo a DRAM eleita pela INTEL para o
Pentium 4. Mas para se resguardar do futuro ainda incerto da Rambus a INTEL lançará para o
Pentium 4 o chip set Brookdale, que inicialmente aceitará SDRAM e logo em seguida
será atualizado para DRAM DDR.
Essas iniciativas devem acossar a concorrência, que neste meio
tempo havia roubado a hegemonia da INTEL. Mas em meados de 2001 a AMD lançará o Athlon de
1,5 GHz, o que poderá embolar o jogo novamente.
sobe
*Athlon
Palomino e Morgan; e Hammer 64 bits.
A AMD luta para manter a dianteira que ganhou da INTEL com o Athlon. Mas
já se convenceu que não poderá disputar em velocidade com o Pentium 4 - que chegará a
2 GHz em 2001 e o Athlon a 1,5 GHz. Em compensação alega maior eficiência do Athlon,
que com 1,2 GHz teria maior desempenho que um Pentium 4 em 1,5 GHz.
A AMD melhorou a tecnologia do AThlon e do Duron, chegando a mais de 1 GHz
antes do Pentium da Intel, e lançará ainda em 2001 suas versões Palomino e Morgan. O
primeiro, com cache no chip de 256 KB e o segundo 64 KB. A empresa cancelou o lançamento
do Mustang, previsto para computadores de alto desempenho, e espera que o Palomino ocupe
seu lugar. A AMD também conta com a penetração do Palomino no crescente mercado de
telefone móvel.
A grande novidade da AMD será a introdução em 2002 da linha
Hammer de 64 bits, rompendo com a compatibilidade x86. O primeiro da série será o Clawhammer,
tecnologia 0,13 mícrons e SOI- silicon-on-insulator, que permite economia de 30% na
potência consumida ou igual valor no aumento do desempenho. Ele terá custo acessível e
poderá disputar o mercado de servers. Logo em seguida será lançado o Sledgehammer.
sobe
*SEAGATE
lança HD de 180 GB
A SEAGATE apresentou seu HD Barracuda, de 180 GB. Com ele a
empresa tenta recuperar o prestígio abalado pela união da QUANTUM com a MAXTOR, que formaram a
maior indústria de discos magnéticos do mundo.
O Barracuda é o HD de maior capacidade disponível no mercado.
Tem baixo consumo, cerca de 10,3 W, e reduzido nível de emissão de ruídos, 3,7 dB. Trabalha em
7200 rpm, com taxa de transferência 47 MB/seg. É compatível com a interface SCSI Ultra160.
O preço de US$ 2.195 recomenda o Barracuda para aplicações
especializadas.
sobe
*Placa
Bluetooth para notebook
A área de telefonia móvel ferve de novidades em torno do padrão
de micro redes pessoais Bluetooth. Mas só agora os PCs começam a receber os primeiros
dispositivos Bluetooth, principalmente para notebooks.
Um dos primeiros - placa Bluetooth para notebook - foi apresentado
pela ATMEL e a SILICON WAVE. É baseada no CI Odyssey rádio modem SiW 1502 mais o CI baseband Pluton, ambos da SILICON. Ela
é compatível com o padrão Bluetooth 1,1, dispõe de funções RF, modem GFSK- gaussian frequency shift key e processador
baseband.
Um notebook equipado com a placa pode se comunicar sem cabos com outros
seis equipamentos Bluetooth, inclusive telefone celular, formando uma micro rede
pessoal.
sobe
*Processador
Regatta da IBM, para servers
O mercado de computadores servers vai se refinando, com modelos
que deixam longe os desktops baseados em Pentium e Athlon. Um mercado cada vez maior e mais
rentável, disputado principalmente pelo Next-Gen da IBM e o UltraSparc da SUN.
A IBM investiu muito nesta área e agora apresenta orgulhosa seu
Next-Gen UNIX Server baseado no processador Regatta. Este chip é fabricado com a nova tecnologia IBM de cobre
e SOI- silicon on insulator, tem mais de 170 milhões de transistores e trabalha acima
de 1 GHz.
A banda da cache L2 para o processador 100 GBytes/seg, equivalendo à leitura
de 20 DVDs por segundo. O Regatta é escalonável, sem frequência fixa de barra do sistema,
portando preparado para futuros incrementos.
Módulos múltiplos podem ser agrupados, formando um sistema simétrico
multiprocessamento de 32 vias. Em arquiteturas não uniformes este número pode ser
aumentado.
sobe
| |

|