edição-redação: Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS 
                             dezembro 2000
                     Eletronicaria - Notícias
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                  Tecnologia

      *Consórcio pesquisa EMC e EMI
      
*4G será testado em Bangalore, Índia
      
*O desmonte de santuário da Eletrônica
      

    *Consórcio pesquisa EMC e EMI

    Um assunto pouco conhecido e que começa a ganhar contornos alarmantes é a EMC- Compatibilidade EletroMagnética. Trata-se do estudo de radiação eletromagnética originada em um circuito. Por extensão surgiu a EMI- Interferência EletroMagnética, interferências eletrônicas resultantes de EMC.
    O assunto se tornou quente pela escalada de frequências cada vez maiores nos aparelhos eletrônicos: PC passando de 1 GHz, telefone celular operando em microondas, televisão DBS em microondas, automóveis com circuitos de injeção-ignição e freio ABS trabalhando em altas frequências. É claro, o caso mais grave é do PC, com placas de sinais digitais ultra sensíveis sujeitas à EMI.
    Um consórcio de 14 empresas preocupadas com EMC se formou em torno de acadêmicos da UMR- Universidade de Missouri em Rolla. Entre elas Caterpillar, Ford, General Motors, Honeywell, IBM, Intel, Lucent, LG Electronics, NCR, Nortel, Sony e Sun. 
    Cada uma contribui anualmente com US$ 50.000 , tendo direito às informações da pesquisa e usar a tecnologia resultante, mas sem exclusividade. 20 estudantes graduados participam das pesquisas, supervisionadas por 4 acadêmicos.
    Até agora o produto mais destacado desenvolvido pelo consórcio foi um sistema inteligente capaz de detectar problemas de EMI. O programa analisa possíveis fontes de radiação e possíveis antenas, calculando as probabilidades de captação dos sinais irradiados. Outra pesquisa de peso, sob os interesses e colaboração da GM, procura desenvolver um sistema EMI inteligente para um veículo completo.
    O EMI inteligente desenvolvido pelo consórcio foi adaptado, ampliado e está sendo comercializado por duas empresas. A primeira versão é o Quiet Expert, da INNOVEDA, a outra é o EMC Engineer, da ZUKEN.

sobe

    *4G será testado em Bangalore, Índia

    A abstração é o forte da milenar cultura indu. Grandes descobertas da Matemática (como o zero) vieram de lá. Não é por acaso que a Índia é exportadora de software - ajuda também o fato de ter herdado, da colonização inglesa, o Inglês como 2ª língua.
    Uma de suas cidades é Bangalore, capital da província de Karnataka. É ali o centro da produção hi-tech da Índia, com dezenas de empresas locais e multinacionais. Um dos casos mais famosos é o centro de pesquisa da GE, investimento totalizando mais de US$ 40 milhões. Menos romanticamente, multinacionais aproveitam os excelentes e baratos profissionais de software indus para desenvolver seus programas.
    Agora Bangalore pode entrar para a história como a primeira cidade a dispor de telefonia celular 4G. A iniciativa partiu da CHARMED, empresa originada nos laboratórios do Media Lab do MIT. Em acordo com autoridades locais ela implantará em Bangalore um sistema experimental de telefonia 4G, avaliando tecnologias, padrões e custos.
    A CHARMED terá à sua disposição 3 blocos de 20 MHz cada, separados por mais de 250 KHz e em banda próxima a 1 GHz. O sistema abrangerá um raio de 50 milhas. Enquanto isto o resto do mundo estará testando o 3G.

sobe

  *O desmonte de um santuário da Eletrônica

    A ATT tinha o monopólio da Telefonia nos EUA. Além de fazer negócios lucrativos, podia se dar a alguns luxos caros. Um deles foi o BELL LABS, até o ponto que Ciência é luxo.
    Fundado há 75 anos o BELL LABS se tornou uma Meca da Ciência, e em especial um santuário da Eletrônica. Ali trabalharam 12 prêmios Nobel. E ali foram feitas milhares de invenções, entre elas o transistor. 
    Em 1984 uma Lei anti-truste determinou a divisão da ATT em empresas menores. Uma delas, a LUCENT, herdou o BELL LABS. Desde então a necessidade de resultados imediatos carimbou o lento declínio deste centro de pesquisas. Ao invés de pesquisa pura passou a dominar o R&D, com métodos empresariais e cobrança de resultados. Para muitos cientistas foi o fim.
    O BELL LABS tem perdido muitos cérebros. Mas ainda restam cerca de 3000 pesquisadores - na verdade 1000 pesquisadores e 2000 especialistas em R&D. Números que deverão diminuir mais ainda, pois a LUCENT vai vender seu setor de Microeletrônica e com ele boa parte do BELL LABS.

sobe

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