*Interferências
e ruídos na TV digital americana
As autoridades norte-americanas estão cada vez mais preocupadas
com o atraso na implantação da TV digital nos EUA. Em alguns países - como Inglaterra e
Japão - a DTV vai ganhando mercado e amadurecendo. Mas nos Estados Unidos os conflitos
de interesses emperram todo o processo.
O primeiro problema é a compatibilidade DTV x TV a cabo. Até
agora ninguém conseguiu esclarecer e convencer os distribuidores sobre padrões e tecnologia de TV
digital a cabo. Nos EUA cerca de 70% dos lares são assinantes de cabo, e assim normas e
tecnologias desenvolvidas para transmissões aéreas - como a DTV - têm pouco impacto.
O oportunismo das grandes redes de TV também é outro obstáculo.
Em 1996 elas receberam do governo o direito de explorar outro canal, no qual instalariam DTV.
Este presente - avaliado em US$ 70 bilhões, pois o espectro eletromagnético vale ouro
puro - foi bem vindo e mal utilizado. As redes simplesmente sentaram em cima do novo
canal, sem instalar DTV, fazendo projetos de usá-lo total ou parcialmente para serviços
de dados.
Por fim o consumidor norte-americano parece alheio ao assunto,
desconhecendo os aspectos mais elementares da DTV. Isto implica ausência de pressão de demanda,
desmotivando ainda mais a indústria.
Autoridades, emissoras e indústrias se acusam uns aos outros, sem
chegar a qualquer consenso. Mas com a certeza que perder o bonde da DTV é um perigoso passo
em falso na hegemonia tecnológica (e "cultural") do império norte-americano.
Pior: as bandas ocupadas pelas transmissões analógicas de TV estão sendo
ansiosamente aguardadas para serviços de telefonia móvel (outro setor em que
os EUA estão atrasados em relação a europeus e asiáticos).
O presidente da FCC ameaça com medidas mais radicais. Quer que
todas as emissoras sejam obrigadas a transmitir em DTV a partir de 2003 (a lei atual diz que será
em 2006 ou quando 85% dos lares tiverem receptores digitais). Além disso propôs um
pesado imposto para as transmissões analógicas, desestimulando-as. O Congresso vai
ajudar na campanha, com uma lei que obriga todos novos receptores de TV a serem compatíveis com a DTV.
No Brasil a ANATEL abriu audiência pública (www.anatel.gov.br),
até março de 2001, para propostas da nossa DTV. Em julho fará as primeiras concessões e os canais
digitais deverão estar no ar já em 2002. Concorrem a padrão os sistemas ATSC (norte-americano),
DVB-T (adotado em toda a Europa) e o japonês ISDB-T.
sobe
*TV
digital com recepção de canais cabo
Um dos grandes problemas da DTV (TV digital) é a compatibilidade
com a TV a cabo. A PANASONIC acaba de demonstrar uma interface, a ser instalada no receptor de TV
digital e no STB (set top box), que permite à DTV receber os canais a cabo.
A interface é um Point of Deployment - POD. Consiste numa placa
padrão PCMCIA, muito usada em computadores, facilmente encaixável no receptor de TV ou no STB. Ela
é compatível com as especificações OpenCable. Um sistema com o POD faz a recepção com
todos os recursos de segurança de TV a cabo, como acesso condicionado (tipo pay-per-view).
Uma das vantagens do POD da PANASONIC é a portabilidade: ao mudar de
provedor seu sistema poderá ser usado com outro.
sobe
*Convergência
TV e Internet estimula set top box
STB- set top box é o dispositivo conectando a instalação do cabo ou parabólica com o receptor de TV. No Brasil ele é mais conhecido como
receptor ou decodificador. O circuito básico do STB é um decodificador de vídeo MPEG-2.
O principal fabricante de chips para STB é a
STMicroelectronics, tendo como competidores Broadcom, C-Cube, LSI Logic e
Motorola. Mas os fabricantes de STB propriamente dito são General Instruments,
Grundig, Samsung, Scientific Atlanta e Sony. Um mercado que em 2000 atingiu nos EUA 30 milhões de unidades.
Até 1994 o único recurso do STB era a mudança de canais, apresentando o
canal atual num display. Como geralmente ficava em cima do receptor de TV ganhou
este nome "set top box". A partir daí surgiram aplicações que exigiam interatividade,
como o pay-per-view. O STB precisou então de circuitos mais complexos, permitindo o
fluxo de dados nos dois sentidos (operadora-usuário e usuário-operadora).
Atualmente ocorre uma convergência entre tecnologias de Internet
e TV a cabo. Operadoras de cabo oferecem acesso à Internet banda larga, operadoras de telefone
oferecem o serviço DSL de acesso à Internet banda larga, canais de TV começam a ser
distribuídos por telefone e Internet. E vem aí a TV digital DTV que vai embolar mais
ainda a área.
Parece claro que o STB será o ponto de convergência destas tecnologias. E de
tal maneira que a indústria se movimenta para transformá-lo no "portal" da Eletrônica
doméstica. O STB dará acesso a todos os dispositivos de Eletrônica doméstica conectados -
TV, rádio, PDA (que conecta aparelhos domésticos à Internet, independente de um PC),
Internet via PC, telefone, DVD.
sobe
*TI anuncia
chip set de áudio 100% digital
A TI- TEXAS INSTRUMENTS apresentou um chip set totalmente digital para
amplificação de áudio. Ele foi baseado na tecnologia desenvolvida pela TOCCATA, empresa
comprada pela TI.
O chip set consiste em um TAS5000 e dois TAS5100. O primeiro é
um demodulador PWM que recebe PCM I2S, de 16 a 24 bits amostrados entre 44,1 KHz e 96 KHz. Este sinal,
padrão SPDIF ou saída USB, é convertido em fluxo de pulsos para amplificador classe D.
Os dois TAS5100 funcionam como amplificador de saída estéreo, 30 Watts por canal
em carga de 4 Ohms.
A potência de 30 Watts foi escolhida pelo seu largo uso popular.
Mas a TI já está preparando versões com 200 Watts, principalmente para Home Theater. Também será
adicionada uma interface IEEE 1394, que está sendo cogitada para interface padrão de
automóvel e TV a cabo.
sobe