edição-redação: Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS 
                            janeiro  2001
                     Eletronicaria - Notícias
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   *Interferências e ruídos na TV digital americana
   *TV digital com recepção de canais cabo
   
*Convergência TV e Internet estimula set top box
    *TI anuncia amplificador de áudio 100% digital
       

    *Interferências e ruídos na TV digital americana

    As autoridades norte-americanas estão cada vez mais preocupadas com o atraso na implantação da TV digital nos EUA. Em alguns países - como Inglaterra e Japão - a DTV vai ganhando mercado e amadurecendo. Mas nos Estados Unidos os conflitos de interesses emperram todo o processo.
    O primeiro problema é a compatibilidade DTV x TV a cabo. Até agora ninguém conseguiu esclarecer e convencer os distribuidores sobre padrões e tecnologia de TV digital a cabo. Nos EUA cerca de 70% dos lares são assinantes de cabo, e assim normas e tecnologias desenvolvidas para transmissões aéreas - como a DTV - têm pouco impacto.
    O oportunismo das grandes redes de TV também é outro obstáculo. Em 1996 elas receberam do governo o direito de explorar outro canal, no qual instalariam DTV. Este presente - avaliado em US$ 70 bilhões, pois o espectro eletromagnético vale ouro puro - foi bem vindo e mal utilizado. As redes simplesmente sentaram em cima do novo canal, sem instalar DTV, fazendo projetos de usá-lo total ou parcialmente para serviços de dados.
    Por fim o consumidor norte-americano parece alheio ao assunto, desconhecendo os aspectos mais elementares da DTV. Isto implica ausência de pressão de demanda, desmotivando ainda mais a indústria.
    Autoridades, emissoras e indústrias se acusam uns aos outros, sem chegar a qualquer consenso. Mas com a certeza que perder o bonde da DTV é um perigoso passo em falso na hegemonia tecnológica (e "cultural") do império norte-americano. Pior: as bandas ocupadas pelas transmissões analógicas de TV estão sendo ansiosamente aguardadas para serviços de telefonia móvel (outro setor em que os EUA estão atrasados em relação a europeus e asiáticos).
    O presidente da FCC ameaça com medidas mais radicais. Quer que todas as emissoras sejam obrigadas a transmitir em DTV a partir de 2003 (a lei atual diz que será em 2006 ou quando 85% dos lares tiverem receptores digitais). Além disso propôs um pesado imposto para as transmissões analógicas, desestimulando-as. O Congresso vai ajudar na campanha, com uma lei que obriga todos novos receptores de TV a serem compatíveis com a DTV.
    No Brasil a ANATEL abriu audiência pública (www.anatel.gov.br), até março de 2001, para propostas da nossa DTV. Em julho fará as primeiras concessões e os canais digitais deverão estar no ar já em 2002. Concorrem a padrão os sistemas ATSC (norte-americano), DVB-T (adotado em toda a Europa) e o japonês ISDB-T.

sobe

           *TV digital com recepção de canais cabo

    Um dos grandes problemas da DTV (TV digital) é a compatibilidade com a TV a cabo. A PANASONIC acaba de demonstrar uma interface, a ser instalada no receptor de TV digital e no STB (set top box), que permite à DTV receber os canais a cabo.
    A interface é um Point of Deployment - POD. Consiste numa placa padrão PCMCIA, muito usada em computadores, facilmente encaixável no receptor de TV ou no STB. Ela é compatível com as especificações OpenCable. Um sistema com o POD faz a recepção com todos os recursos de segurança de TV a cabo, como acesso condicionado (tipo pay-per-view).
    Uma das vantagens do POD da PANASONIC é a portabilidade: ao mudar de provedor seu sistema poderá ser usado com outro.

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   *Convergência TV e Internet estimula set top box 

    STB- set top box é o dispositivo conectando a instalação do cabo ou parabólica com o receptor de TV. No Brasil ele é mais conhecido como receptor ou decodificador. O circuito básico do STB é um decodificador de vídeo MPEG-2.
    O principal fabricante de chips para STB é a STMicroelectronics, tendo como competidores Broadcom, C-Cube, LSI Logic e Motorola. Mas os fabricantes de STB propriamente dito são General Instruments, Grundig, Samsung, Scientific Atlanta e Sony. Um mercado que em 2000 atingiu nos EUA 30 milhões de unidades.
    Até 1994 o único recurso do STB era a mudança de canais, apresentando o canal atual num display. Como geralmente ficava em cima do receptor de TV ganhou este nome "set top box". A partir daí surgiram aplicações que exigiam interatividade, como o pay-per-view. O STB precisou então de circuitos mais complexos, permitindo o fluxo de dados nos dois sentidos (operadora-usuário e usuário-operadora).
    Atualmente ocorre uma convergência entre tecnologias de Internet e TV a cabo. Operadoras de cabo oferecem acesso à Internet banda larga, operadoras de telefone oferecem o serviço DSL de acesso à Internet banda larga, canais de TV começam a ser distribuídos por telefone e Internet. E vem aí a TV digital DTV que vai embolar mais ainda a área. 
    Parece claro que o STB será o ponto de convergência destas tecnologias. E de tal maneira que a indústria se movimenta para transformá-lo no "portal" da Eletrônica doméstica. O STB dará acesso a todos os dispositivos de Eletrônica doméstica conectados - TV, rádio, PDA (que conecta aparelhos domésticos à Internet, independente de um PC), Internet via PC, telefone, DVD.

sobe

  *TI anuncia chip set de áudio 100% digital

    A TI- TEXAS INSTRUMENTS apresentou um chip set totalmente digital para amplificação de áudio. Ele foi baseado na tecnologia desenvolvida pela TOCCATA, empresa comprada pela TI.
    O chip set consiste em um TAS5000 e dois TAS5100. O primeiro é um demodulador PWM que recebe PCM I2S, de 16 a 24 bits amostrados entre 44,1 KHz e 96 KHz. Este sinal, padrão SPDIF ou saída USB, é convertido em fluxo de pulsos para amplificador classe D. Os dois TAS5100 funcionam como amplificador de saída estéreo, 30 Watts por canal em carga de 4 Ohms.
    A potência de 30 Watts foi escolhida pelo seu largo uso popular. Mas a TI já está preparando versões com 200 Watts, principalmente para Home Theater. Também será adicionada uma interface IEEE 1394, que está sendo cogitada para interface padrão de automóvel e TV a cabo.

sobe

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