edição-redação: Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS 
                              fevereiro  2001
                     Eletronicaria - Notícias
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        *RFID da PHILIPS substitui código de barras         
       
*Montadoras brigam por padrão de Eletrônica

     *RFID da PHILIPS substitui código de barras

    Várias empresas pesquisam o uso de identificação por rádio frequência RF para substituir o código de barras. Esta tecnologia é denominada RFID (RF identificação). As vantagens do RFID sobre o código de barras são enormes. Ele é programável, disponibilizando mais dados que podem ser acessados remotamente, evitando manipulação dos produtos e possibilitando um acompanhamento constante e computadorizado em toda a cadeia de comercialização. 
    Um grupo de empresas norte-americanas de grande porte em colaboração com o instituto de tecnologia MIT pesquisam o assunto. Entre elas a INTERNATIONAL PAPER, maior indústria de embalagens do mundo, trabalhando com o chip BiStatix da MOTOROLA. Na Europa foi fundado o GTAG ("global tag", etiqueta global) como parte do EAN ("European Article Numbering Association") e do UCC ("Universal Code Council").
    O GTAG pesquisa a aplicação de RFID em supply chain (cadeia de suprimento, tendência que cresce vertiginosamente na Internet, onde grupos de empresas se associam para executar toda política de compras, inclusive o acompanhamento dos fornecedores).
    A PHILIPS mais duas grandes empresas de embalagem e etiquetas - a INTERMEC e a GEMPLUS - estão trabalhando em conjunto em tecnologia RFID, na produção de chips, rótulos inteligentes, etiquetas e hardware. As três apresentaram ao GTAC um protocolo pelo qual se comprometem tornar seus sistemas RFID compatíveis entre si - convertendo-se de fato em um padrão.
    O sistema RFID desenvolvido pela PHILIPS usa apenas componentes passivos, dispensando baterias. Etiquetas, rótulos e similares emitem sinais RF nas bandas 13.56 MHz, 800-1000 MHz (UHF) e 2.4 GHz, formando códigos padronizados com informações sobre o produto, procedência, fornecedor, etc.

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   *Montadoras brigam por padrão de Eletrônica

    O uso da Eletrônica em automóvel vai se intensificando: telefone celular, PDA (conexão à Internet sem PC), sistemas de navegação, CD, vídeo, rádio digital e PC portátil, afora os sistemas próprios do carro, como injeção e ignição eletrônicas, freio ABS, etc.
    A necessidade de padronizar toda essa parafernália é evidente, de maneira que um aparelho eletrônico possa ser dependurado em qualquer marca de automóvel. 
    Para tanto as principais montadoras do mundo - Ford, Fiat, General Motors, Honda, Mitsubishi, Nissan, PSA/Peugeot-Citroen, Renault, Toyota, BMW, DaimlerChrysler, Volkswagen - formaram a AMI- Automotive Multimedia Interface Collaboration. Sua finalidade é propor um padrão de interface para aparelhos eletrônicos embarcados no automóvel.
    Eram dois os concorrentes a interface padrão de alta velocidade: o 1394 e o MOST. O 1394 foi elaborado pela associação de engenheiros norte-americanos IEEE, visando principalmente o vídeo digital (é padrão aceito para DVD e forte candidato a padrão de set-top-box na TV a cabo). O MOST("media-oriented systems transfer") foi criado pela indústria automobilística européia especificamente para automóveis.
    Ao apresentar a sua 1ª edição a AMI definiu as especificações do padrão de baixa velocidade, o IDB-CAN. Mas não conseguiu chegr a um acordo sobre o padrão de alta velocidade, apenas recomendando os dois, 1394 e MOST. No prazo máximo de 2 anos a AMI deverá deverá apresentar sua 2ª edição, refinando as especificações técnicas. 
    BMW, DaimlerChrysler, Volkswagen ficaram insatisfeitas com a demora da AMI em determinar o MOST como padrão único e abandonaram a associação, declarando que não seguirão suas normas.
    Mas observadores consideram como certo que na 2ª edição a AMI deverá adotar o MOST como padrão universal de Eletrônica para automóvel.

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