edição-redação:
Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS
fevereiro
2001
Eletronicaria
-
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Informática
*Pentium
4 terá interface para DDR SDRAM
*Competição
de processadores para PC portátil
*Novas
versões de interfaces USB e IEEE-1394
*Pentium
4 terá interface para DDR SDRAM
A INTEL confirmou que está preparando o chip set Brookdale para
substituir o 850 no Pentium 4. Com a substituição o processador poderá receber memória DDR SDRAM
("double data rate", taxa dupla de dados), ao invés da Rambus.
A mudança significa um rompimento da INTEL com a RAMBUS, com a qual tinha
se comprometido a não dar suporte a outras tecnologias de memória no Pentium 4.
Entretanto a memória RAMBUS se mostrou mais cara que inicialmente prevista, além
de dificuldades de produção e aceitação.
O chip set Brookdale será projetado primeiro para DDR SDRAM,
posteriormente havendo uma migração para SDRAM (taxa simples). Mas ambas estão com o mesmo preço,
ou diferença mínima, de onde surge a possibilidade da INTEL deixar o Brookdale
definitivamente com a DDR SDRAM.
O Brookdale deve aparecer no mercado em 2002. A versão do Pentium 4 com a
Rambus continuará sendo produzida, e se sua aceitação for maior, resolvendo-se seus
problemas de produção e redução nos preços, poderá ser uma opção para versões de alto
desempenho do Pentium 4.
sobe
*Competição
de processadores para PC portátil
Está cada vez mais agitado o mercado de processadores para PC
portátil. O primeiro tiro foi dado pela TRANSMETA, ao apresentar o Crusoe. A tecnologia de
gerenciamento de consumo deste processador chamou a atenção do mercado, que passou
a tê-lo como referência.
A INTEL, ciosa de sua hegemonia na área e ciente da crescente
influência dos portáteis, lançou todo seu peso na briga. Além de novas tecnologias de gerenciamento
de consumo ela projetou uma plataforma inteira de chips dedicados aos portáteis. Para
2003 comercializará um processador específico para os portáteis.
A AMD disputa com a INTEL fatias cada vez maiores do mercado de
processadores. E resolveu também entrar no mercado de portáteis. Apresentou versões do processador
Duron especialmente projetadas para os portáteis. Embora sem tecnologia avançada de
gerenciamento de energia estas versões Duron, de 600 MHz e 700 MHz, trazem vantagens de reduzido custo e boa eficiência.
Estas novas versões do Duron devem ter curta duração. A AMD está
para lançar o Morgan, processador para portáteis, com tecnologia PowerNow de gerenciamento de
energia. E que logo em seguida será substituído pela sua versão Apaloosa, de 0,13 mícrons.
sobe
*Novas
versões de interfaces USB e IEEE-1394
O início da era PC viu praticamente uma só interface para
dependurar periféricos, a ISA/EISA. Algum tempo depois surgiram a IDE/EIDE e a SCSI. A entrada
do 3º milênio registra duas novas interfaces - USB e IEEE-1394 - e é provável que apenas
uma delas sobreviva. Quanto às anteriores - ISA/EISA, IDE/EIDE, SCSI - começam a
desaparecer dos novos modelos de PC e também é difícil encontrar periféricos
compatíveis com elas.
A USB ("universal serial bus", barra serial universal) foi criada em
1993 pela COMPAQ, INTEL, MICROSOFT e NEC. Na versão 1.1 tem duas velocidades: baixa velocidade,
1,5 Mbits/seg e velocidade completa, 12 Mbits/seg; uma única interface aceita até 127
periféricos. Na versão mais recente (USB 2.0) acrescenta a opção alta velocidade
480 Mbits/seg, suportando periféricos de alto desempenho. Periféricos projetados para a
versão 1.1 adaptam-se perfeitamente à 2.0, mas o inverso não é verdadeiro, periféricos da
2.0 não podem ser dependurados na 1.1.
O IEEE-1394 foi criado pela APPLE em 1986 sob o nome de FireWire ou i.Link.
Em 1990 a APPLE o doou ao IEEE (instituto de engenheiros eletrônicos dos EUA), que em
1995 fez uma revisão e o denominou IEEE-1394a. Nesta versão tem velocidade 400
Mbits/seg, com conectores que atingem de 4,5 m a 100 m. Para este ano está prevista
uma nova versão - IEEE-1394b - que chegará a 1600 Mbits/seg. O 1394b não é compatível com o 1394a, periférico de uma
versão não pode ser dependurado em interface da outra versão.
A USB é encontrada em praticamente todos os computadores (embora muitas
vezes sem uso). O 1394 é implementado só em alguns computadores - a própria APPLE
que o criou não o coloca em vários modelos de seus iMac, preferindo a USB. Mas o
1394 se tornou padrão em vídeo digital (DVD, câmera, TV digital), o que lhe dá
grande apelo e aplicação.
A USB repassa para o host em que é implementada grande parte do
processamento. Isto torna seus periféricos mais simples e baratos, mas piora o desempenho
do sistema, inclusive exigindo a existência de um processamento central. O 1394, ao
contrário, faz todo o processamento, dispensando um processador central no host.
Ambas as interfaces têm em comum a tecnologia hot plug, permitindo ao
usuário dependurar periféricos nelas sem necessidade de desligar e reiniciar o
computador. Para as novas versões, USB 2.0 e IEEE-1394b, os preços são bem próximos.
sobe
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