edição-redação: Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS 
                            março  2001
                     Eletronicaria - Notícias
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   Negócios

    *Brasil poderá ter fábrica da AMD
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Nos EUA desemprego na Eletrônica
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Europa protege sua e-fronteira     
      *TELEFONICA E PT associam-se em celular
            

   *Brasil poderá ter fábrica da AMD

    O presidente da AMD, em visita ao Brasil, declarou que sua empresa poderá construir uma fábrica aqui. Esta seria a Fab35, lembrando os 35 anos de existência da AMD, e na qual seriam investidos US$ 4 bilhões.
    Atualmente a AMD tem sua principal unidade fabril em Dresden, na Alemanha, onde são produzidos os semicondutores. A montagem dos chips é feita em Penang, Malásia, e finalmente testados em Cingapura. 
    O presidente da empresa disse que nada está definido. Inclusive a fábrica poderá ser construída em outro país da América Latina, provavelmente México ou Argentina. Se optar pela instalação no Brasil a nova unidade se enquadraria num dos estágios - produção, montagem ou teste. Está sendo estudada também a possibilidade de parceria com um sócio local.
    O principal produto da AMD é o processador Athlon, que concorre com o Pentium 3 e Pentium 4 da INTEL. Nesta linha de processadores acima de 1 GHz o Athlon não só vem batendo a linha da INTEL como também apresentando superior performance em tecnologia.

sobe

  *Nos EUA desemprego na Eletrônica

    A crise econômica norte americana atinge duramente empregos na área da Eletrônica. O IEEE, instituto de engenheiros eletrônicos, teme que o desemprego chegue aos postos de engenheiros especializados.
    A maioria das empresas da área Eletrônica está demitindo. Nortel, Dell, Applied Materials, Credence, Motorola e Xerox, todas anunciam demissões que variam de 2.000 a 10.000 empregados. Um dos casos mais agudos é a Dell, que pela primeira vez na sua história fará demissões (4.000 trabalhadores).
    Um dos temores do IEEE é que as empresas usem trabalhadores especializados imigrantes, que recebem menos, demitindo os nativos de salário mais alto. No ano passado o governo dos EUA aumentou em mais 80.000 a cota para imigração de trabalhadores especializados (conhecidos como H-1B).
    A recessão norte americana alcança também empresas fora dos EUA. A ACER, 3ª maior fabricante de microcomputadores, demitirá em Taiwan 6.500 empregados. No Brasil ainda não há notícias de demissão em massa na área Eletrônica.  

sobe

  *Europa protege sua e-fronteira

    Representantes da Comissão Européia votarão neste mês uma legislação para o e-comércio no continente. A Lei abrangerá comercialização de produtos e serviços pela Internet. 
    É certo que aprovarão leis criando barreiras e protegendo o comércio local. As transações terão que obedecer às leis do país do consumidor, e não da origem da vendas como atualmente.
    Os norte americanos estão preocupados com a iniciativa. Segundo eles a Europa voltará ao "tribalismo", obrigando a um tratamento diferenciado para cada país. 
    Mas de fato querem impor - ou manter - o atual status, onde vendem livremente seus produtos e serviços pela Internet, sem se submeter a taxas e legislações locais.

sobe

    *TELEFONICA e PT associam-se em celular 

    A espanhola TELEFONICA e a PORTUGAL TELECOM estão formando uma empresa que fundirá suas operações de telefonia móvel. A fusão ocorreria em janeiro de 2002 e  ainda está sujeita ao consentimento da EMBRATEL.
    Pelo acordo a TELEFONICA aumentou de 4,75% para 10% sua participação na PT, que por sua vez detém 1% da empresa espanhola. A operação está orçada em US$ 10 bilhões e abrange 9,3 milhões de assinantes. Na nova empresa a TELEFONICA nomeará o Presidente e a PT o Executivo Chefe. 
    A TELEFONICA controla 23% do mercado de telefonia móvel brasileiro, através de suas filiadas Tele Sudeste Celular, Tele Leste Celular e CRT Celular. Já a PT PT comanda a Telesp Celular e a Global Telecom. 
    Com a fusão pretendem ajuntar forças para a 3G de telefonia móvel, que inclui transmissão de voz, dados e imagens em banda larga, além de suporte para e-comércio.

sobe

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