edição-redação:
Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS
março
2001
Eletronicaria
-
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Tecnologia
*Tecnologia
de semicondutor chega ao limite
*Pesquisas
da Nanoeletrônica estão adiantadas
*Tecnologia
de semicondutor chega ao limite
As atuais tecnologias de semicondutor - principalmente o CMOS -
estão chegando nos seus limites. Esta afirmação, bastante difundida, agora foi confirmada pela influente
SIA- Semiconductor Industry Association, na edição de 1999 do International Technology
Roadmap for Semiconductors.
Segundo a SIA nos próximos 10 ou 15 anos a maioria das capacidades tecnológicas
para semicondutores estarão aproximando de, ou terão chegado a, seus limites. O
Roadmap propõe a pesquisa de novos dispositivos que possam substituir o CMOS.
De fato os recursos da tecnologia de semicondutor já estão sendo
estendidos pelo uso de novos materiais. O mais conhecido é o SiGe - Silício Germânio - usado para altas
frequências de funções RF. Alguns outros poderão ser descobertos e implementados,
mas o prazo de 10 a 15 anos para o esgotamento da tecnologia de semicondutor parece
irreversível.
sobe
*Pesquisas
da Nanoeletrônica estão adiantadas
Nanoeletrônica é a Eletrônica construída com dispositivos do
tamanho do nanometro - 0,000 000 1 metro ! Embora pareça ficção científica é bom lembrar que
a tecnologia atual está na casa dos 13 mícrons - 0,000 013. E justamente o esgotamento
desta tecnologia está levando à busca de novos recursos na Nanoeletrônica.
Uma das mais interessantes tecnologias da Nanoeletrônica é a
manipulação de prova atômica: a estrutura do dispositivo é construída átomo por átomo. A precisão
conseguida é absoluta, mas tem um defeito capital - a lentidão do processo. Cientistas
da IBM e da CORNELL UNIVERSITY têm trabalhado intensamente nesta tecnologia, e se
conseguirem algum artifício para acelerar o processo ela terá futuro garantido.
Montagem molecular é outra tecnologia promissora, pesquisa liderada
pela UNIVERSIDADE DE MASSACHUSETTS. Dois copolímeros em estado líquido são depositados num filme, que é submetido a um
campo elétrico. Endurecendo o filme e retirando um dos componentes sobra uma estrutura molecular hexagonal regular com
lacunas de 14 nanometros. Basta então preencher as lacunas com eletrodeposição.
Mas no momento a tecnologia nanoeletrônica que mais chama a atenção é
a nano-impressão, sob pesquisa na UNIVERSIDADE DE PRINCETON. Um feixe eletrônico
é usado para criar relevos num molde de de Silício. O molde é usado então para estampar
outras peças.
O grande problema da montagem molecular e da nano-impressão é
a formação de áreas defeituosas. Com semicondutores tipo CMOS também ocorre este problema,
mas significa apenas pequena percentagem na área do dispositivo, simplesmente alterando
os coeficientes do substrato. Na Nanoeletrônica o defeito tem a área do próprio dispositivo, tornando-o inoperante. Os
cientistas acreditam que não conseguirão eliminar totalmente estas falhas na estrutura, mas
desenvolverão técnicas que as manipulem adequadamente.
sobe
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