edição-redação:
Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS
abril
2001
Eletronicaria
-
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Negócios
*TI-
Tecnologia
de Informação crescerá
*Muitos
bilhões no comércio on-line
*Nova
fábrica da SAMSUNG em Manaus
*NOKIA
do Brasil exporta celular
*Nos
EUA críticas a imigrantes especializados
* TI-
Tecnologia de Informação crescerá
Os principais analistas concordam que a TI- Tecnologia de
Informação (Informática, Telecomunicações e tecnologias adjacentes) - continuará
crescendo acima da média dos outros setores, apesar da recessão norte americana. Nos
países emergentes (inclusive Brasil) os investimentos em TI estão mais concentrados em
hardware, enquanto nos países desenvolvidos há predominância de software e serviços.
O gastos com TI nos EUA se retardará, passando de 11% em 2000
para 7% este ano. O Japão também sentirá a diminuição, de 7,5% para 6,5%. As áreas que mais terão
crescimento de gastos com TI serão a China (30%), Índia (28,5%) e países emergentes.
O mercado europeu continuará em alta, sofrendo pouca influência da recessão americana.
sobe
*Muitos
bilhões no comércio on-line
O comércio eletrônico pela Internet continua crescendo e
surpreendendo até os mais otimistas. Os negócios se concentram mais no B2B ("business to business", comércio
entre empresas). O B2C ("business to consumer", negócio de empresa para o consumidor
final) também evolui, apesar de toda a propaganda negativa sobre shopping on-line.
Segundo a consultoria americana GARTNER o B2B terá crescimento
anual de 83% até 2005, quando atingirá US$ 8,5 trilhões em transações on-line. Num primeiro
momento foram as empresas de alta tecnologia que tomaram a iniciativa do B2B. Negócios mais tradicionais
agora começam a se posicionar na Internet, transformando-a no maior veículo comercial do mundo.
Outra pesquisa, da consultoria americana EMARKETER, acusou um
crescimento anual de 98% no B2C, passando de US$ 30,1 bilhões em 1999 para US$ 59,7 bilhões
em 2000. A previsão é de US$ 101 bilhões para 2001 e US$ 250 bilhões em 2003.
sobe
*Nova
fábrica da SAMSUNG em Manaus
O grupo SAMSUNG está inaugurando uma nova fábrica em Manaus
- esta é a quarta no Brasil. Desta vez é a divisão SAMSUNG ELECTRO MECHANICS. A unidade tem
30.000 m2 de área e o investimento total até 2005 será de US$ 100 milhões. 335 funcionários iniciam os
trabalhos, número que deve chegar a 1000 em 4 anos.
O primeiro produto da SAMSUNG EM do Brasil será bobina
defletora para receptor de TV. A partir de 2002 começará a produção de sintonizadores, fly backs e componentes
para celulares. Em 2003 entra em operação a terceira fase, com fabricação de componentes
para computador (drives de disquete), teclados e alto-falantes multimídia.
sobe
*NOKIA
do Brasil exporta celular
O Brasil é o 7º mercado de telefonia para a NOKIA, com
faturamento de US$ 940 milhões (no mundo inteiro em 1999 a empresa faturou US$ 27,03 bilhões). Satisfeita com o
resultado e tentando dar uma força à subsidiária brasileira a NOKIA usará a fábrica
local para exportar para toda a América do Sul.
A unidade fabril da NOKIA brasileira é em Manaus. Trata-se da
antiga NGI, ex-parceria entre NOKIA e GRADIENTE, que foi totalmente incorporada pela empresa
finlandesa. Ali estão sendo produzidos e serão exportados equipamentos de telefonia móvel
CDMA e TDMA. Em breve será incluído o GSM na produção da fábrica.
sobe
* Nos
EUA críticas a imigrantes especializados
A recessão norte americana está trazendo de volta as discussões
sobre imigrantes. Desta vez está em cheque até mesmo a imigração de trabalhadores
especializados, principalmente na área de alta tecnologia.
Um dos estudos mais noticiados sobre o assunto foi feito pelo CED
- Comitê para o Desenvolvimento Econômico - órgão patrocinado por empresas hi-tech
como NORTEL, LUCENT e outras gigantes das Telecomunicações. O CED reconhece que
faltará mão de obra especializada nos EUA. Mas acha que a imigração não é solução,
criando problemas a longo prazo, e não pode substituir uma política educacional de
formação profissional.
Outra resistência aos imigrantes especializados vem dos sindicatos
de engenheiros. Segundo eles esta imigração de técnicos rebaixa salários de engenheiros e
técnicos locais, além de enfraquecer sindicatos.
Entre as recomendações do CED, com aprovação dos sindicatos,
está a alteração do visto de passaporte H-1B. Este visto é concedido a imigrantes contratados para
serviços especializados e tem validade de 6 anos - na verdade acaba se tornando um
visto permanente. O CED propõe que sua duração seja reduzida para 3 anos, com maior
fiscalização e determinação clara de não se transformar em visto permanente.
sobe
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