edição-redação: Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS 
                            maio/junho  2001
                     Eletronicaria - Notícias
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       Negócios

    *ALCA, Eletrônica e a roça
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Festival de desemprego nos EUA
    *Parceria SONY-ERICSSON em telefonia móvel
      *Fabricação de chips cai em 2001
      *RosettaNet estabelece padrões de e-commerce


      *ALCA, Eletrônica e a roça

    O empresariado brasileiro começou a discutir a ALCA ("área de livre comércio das Américas"), acordo que pretende liberar o comércio entre os países das três Américas. Os EUA exportariam livremente (sem taxas) para o Brasil, o Brasil tentaria exportar para os EUA. Os norte americanos fixaram 2005 como prazo para vigência do acordo, e eles mesmos tentam encurtar este prazo. 
    Os empresários brasileiros da área de tecnologia avançada, incluindo Eletrônica e Informática, são rigorosamente contra a ALCA. Alegam que nosso país não tem o mínimo preparo para competir com alta tecnologia dos EUA  e as empresas daqui seriam sepultadas pela avalanche de importações. Como expoentes desta opinião temos EUGÊNIO STAUB (GRADIENTE), PAULO  FRANCINI (Instituto IEDI e COLDEX, Refrigeração), e PAULO CUNHA (Grupo ULTRA, Química).
    Do outro lado, defendendo a ALCA, estão empresários ligados a setores tradicionais de baixa tecnologia. Entre eles JORGE GERDAU JOHANNPETER (GERDAU, Siderurgia), LUIZ FERNANDO FURLAN (SADIA, Agroindústria), e vários líderes da área têxtil. Pregam que o Brasil é pouco competitivo em tecnologia de ponta, devendo abandonar o setor e dedicar-se a atividades simples em que tem mais competência.
    Os principais negociadores brasileiros para a ALCA, da equipe econômica, passaram uma boa parte de suas vidas nos EUA, têm família residindo nos EUA (por exemplo, o ministro da Fazenda, MALAN), e alguns deles têm nacionalidade norte-americana (como FRAGA, presidente do Banco Central). Sem contar que é muito difícil associar o presidente da República, FHC, com qualquer traço brasileiro.
    Para boa parte dos 2 milhões de brasileiros trabalhando em atividades ligadas à Eletrônica poderá significar o fim do emprego - com a romântica opção de plantar batatas nos férteis campos do sul de Minas. Algum norte americano da Califórnia agradecerá a atenciosa colaboração.

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  *Festival de desemprego nos EUA

    As grandes empresas norte americanas - principalmente de Eletrônica, Informática e Internet - continuam o festival de demissões, em consequência da recessão que atingiu aquele país. Nos últimos dias foram anunciadas demissões de 2.000 trabalhadores na AGERE (LUCENT), 5.000 na JDS, 3.000 na MARCONI, 1.075 na SOLECTRON, 2.500 na TEXAS INSTRUMENTS.
    A crise atinge a Europa com menor intensidade. A PHILIPS, em Amsterdã, está demitindo 7.000 funcionários. A ERICSSON, na Suécia, também demitiu milhares de trabalhadores.
    Nos EUA os 450.000 imigrantes trabalhadores especializados, com o passaporte especial H-1B, ficam em situação delicada. Pela legislação eles têm 10 dias para achar novo emprego ou devem voltar ao país de origem. Mas a confusão é tão grande que o órgão encarregado de fiscalizá-los, o INS, não está seguindo à risca a Lei, esperando alguma melhoria.
  

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  *Parceria SONY-ERICSSON em telefonia móvel

    A sueca ERICSSON e a japonesa SONY anunciaram que farão parceria na área de telefonia móvel. Uma nova empresa - SONY ERICSSON MOBILE COMMUNICATIONS - será formada, com 50% do capital para cada parceira. Há rumores que inclusive poderá haver uma fusão entre as duas empresas.
    A ERICSSON busca se recuperar dos constantes prejuízos que vem acumulando desde o ano passado. Na parceria com a SONY ganhará principalmente know-how em jogos, fundamental para a 3ª geração de celulares. Por sua vez a SONY terá à sua disposição a ampla experiência e infra-estrutura da ERICSSON em telefones celulares e redes.
  

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     *Fabricação de chips cai em 2001 

    Está prevista uma queda de 6% na fabricação de chips em 2001. Em 2000 foram produzidas 86,5 bilhões de unidades, este ano a cifra ficará em 81,4 bilhões. O único outro ano em que houve queda na produção de chips foi em 1985- 16% menor em relação ao ano anterior.
    Os fabricantes já fecharam várias fábricas e diminuíram a capacidade ociosa. Estima-se que as fábricas estão operando com cerca de 82% da capacidade de produção, e o desempenho deve subir até o final do ano. Na Ásia (Coréia, Twain, Tailândia, Filipinas) várias usinagens estão trabalhando com 40% da capacidade.

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   *RosettaNet estabelece padrões de e-commerce 

    ROSETTANET - consórcio formado por centenas de empresas da área de Eletrônica, Informática e Telecomunicações - apresentou 83 propostas de padrões de e-commerce.
    As propostas foram apresentadas à UDDI ("Universal Description, Discovery and Integration"), código aberto usado por empresas hi-tech. Com elas as empresas consorciadas no ROSETTANET terão padrões para comercializar via Internet entre si e com empresas de outras áreas.
    O consórcio ROSETTANET anunciou ainda que adotou o ebXML como padrão de mensagens na Internet.

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