edição-redação:
Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS
maio/junho
2001
Eletronicaria
-
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Tecnologia
*Célula
de combustível para portáteis
*IBM
pesquisa transistor em nanotubo
*Célula
de combustível para portáteis
A Era dos portáteis trouxe consigo um inconveniente: baterias, que
precisam ser recarregadas constantemente, têm pouca potência e são tóxicas, com prejuízos ao meio-ambiente. Para a nova geração de
portáteis, aparelhos com consumo de energia cada vez maior, é previsível o fim da linha
para as atuais baterias de lítio.
A solução de consenso entre pesquisadores é substituir as baterias
recarregáveis por células de combustível reabastecível. O usuário teria liberdade de consumo no seu portátil, ao acabar a energia bastaria em
um minuto reabastecer a célula. Além da praticidade fica o fato que a bateria de
Lítio só pode ser recarregada algumas centenas de vezes, enquanto a célula pode ser reabastecida indefinidamente.
No Simpósio de Tecnologia de Pequenas Células de Combustível e
Bateria, em Washington, foram apresentadas algumas pesquisas. Nenhuma delas já chegou a um resultado definitivo, mas todas
apontam para resultados otimistas. Dos laboratórios para as ruas estima-se que ainda se passarão uns
três anos.
Os projetos são baseados na mistura de Hidrogênio e Oxigênio na
água para se obter Eletricidade. Em muitos casos é o usado o metanol, do qual se
extrai o Hidrogênio. Mas algumas pesquisas avançadas estão extraindo Eletricidade diretamente do metanol, sem precisar
convertê-lo a Hidrogênio. Teoricamente o Hidrogênio pode fornecer até 23.000 watt-hora/kg, enquanto as atuais baterias chegam no
máximo a 300 watt-hora/kg.
O projeto mais interessante até agora é da MOTOROLA. Uma célula
de metanol, sem conversão para Hidrogênio, com dimensões de aproximadamente 1 cm2 x 2 mm de espessura. Com capacidade para
alimentar um celular durante 30 dias.
sobe
*IBM
pesquisa transistor em nanotubo
A era do Silício vai chegando ao seu final - dentro de 10 anos não
será mais possível reduzir o tamanho dos componentes integrados. Os fabricantes
de chips e universidades procuram novas alternativas, várias em avançado estado de pesquisa.
Uma delas - nanotubo - consiste em criar cilindros de carbono
com largura de 1,2 nanometros (cerca do tamanho de 10 átomos) - na atual tecnologia de Silício a melhor performance é 130
nanometros (0,13 mícrons). O cilindro é normalmente condutor, mas retorcendo-o
ele se torna semicondutor. Um transistor com esta tecnologia é 500 vezes menor que o
transistor de Silício tradicional.
Vários laboratórios chegaram até este ponto. O problema é que os
cilindros semicondutores (torcidos) desejados se grudam aos cilindros condutores (não torcidos) não desejados. As técnicas para separá-los
eram demoradas e ineficientes.
A IBM acaba de anunciar que descobriu uma técnica eficiente para
separar cilindros condutores e semicondutores. Estes últimos são protegidos por uma conexão
ao wafer, enquanto os condutores permanecem desprotegidos. Aplicando uma voltagem adequada os
condutores são destruídos, enquanto os semicondutores permanecem intactos. A seguir os condutores são
eliminados da pastilha, que está pronta para ser integrada.
Ainda não se sabe a performance de um transistor nanotubo e as
condições de fabricação industrial. A IBM dedicará muito esforço, pessoal e
verbas nesta pesquisa, que pode trazer a nova era da Eletrônica.
sobe
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