*SET/ABERT
propõe TV digital ISDB
Está chegando ao final a consulta pública proposta pela ANATEL
para definição do padrão de DTV- TV digital brasileira. A ABERT (Associação
Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão) e a SET (Sociedade de
Engenharia de Televisão) - SET/ABERT - durante meses pesquisaram as alternativas
existentes, com apoio técnico do CNPqD de Campinas-SP.
As conclusões da SET/ABERT foram claras e inequívocas: reprovaram o padrão ATSC norte-americano, colocaram dúvidas sobre
o DVB europeu e mostraram o ISDB japonês como o mais indicado para o Brasil.
No 22º Congresso Brasileiro de Radio Difusão a SET/ABERT apresentou em detalhes os motivos de sua escolha pelo ISDB: a TV
digital brasileira deve oferecer opção de alta resolução (para receptores HDTV),
mobilidade (para recepção em trânsito), e "datacasting"- transmissão de
dados (as emissoras passarão a oferecer serviços alternativos, como acesso à Internet e programação interativa).
O ATSC oferece alta resolução e datacasting, mas não permite a
recepção móvel. O DVB tem problemas graves quando simultaneamente é
transmitida programação HDTV e recepção móvel. O ISDB tem flexibilidade suficiente para os três tipos de programação,
conforme foi comprovado pelos testes da SET/ABERT.
O que está emperrando a adoção do ISDB é que ele foi implementado somente via satélite, no Japão, e só em 2003 estará
disponível para transmissões terrestres. Engenheiros da SET/ABERT e CNPqD não acreditam em qualquer problema na aplicação terrestre,
mas alguns funcionários da ANATEL pretendem explorar o tema em favor de outro padrão.
Um ponto polêmico que começa a ser abordado no Brasil é o fim
das transmissões analógicas (os atuais canais de TV). Quando isto acontecer os atuais receptores de TV não serão mais capazes de
receber a programação de TV, obrigando os consumidores a migrar para os receptores digitais ou
pelo menos adaptar seus antigos aparelhos (com uma URD, mas neste só parte da programação pode
ser recebida).
O ministro das Telecomunicações disse vagamente que o fim das
transmissões analógicas deve estar em sintonia com a fabricação de receptores.
Mas interesses bilionários estarão em jogo, além da perspectiva quase certa que da classe média para cima haverá
migração maciça para a DTV.
sobe
*Monitor
& televisor
Os principais fabricantes de televisores - como PHILIPS,
SAMSUNG, ZENITH - estão equipando seus aparelhos com uma nova função: também
são monitores de computador. Por cerca de R$ 100 de acréscimo o consumidor adquire um televisor que pode servir como
vídeo do seu computador.
Um novo estágio, denominado CONVERSOR DE VARREDURA, faz a adaptação dos circuitos de TV para computador. Basicamente este
conversor faz três adaptações:
(1) no monitor as varreduras horizontal e vertical são selecionáveis conforme a resolução, a primeira entre 31KHz e 85KHz e a segunda
superior a 75 Hz; no televisor estes valores são mais lentos e fixos, horizontal
14,75KHz e vertical 60Hz.
(2) o televisor tem entrelaçamento de campos, primeiro exibindo-se as 262,5 linhas ímpares depois as 262,5 linhas pares, que formam um
"retrato" completo na vista do telespectador; no monitor não há entrelaçamento,
todas as linhas pares e ímpares de um campo são apresentadas de uma só vez - varredura progressiva.
(3) o televisor recebe num único sinal (S-vídeo) as informações de cor, luminância e sincronismo, cabendo ao aparelho separá-las; no monitor
estas informações chegam separadas - Y, R, G, B, sinc H e sinc V.
Estes conversores de varredura usam tecnologia CMOS 3,3V, com
um mínimo de interface (baseada em I2C), e memória SDRAM 16 Mb, sendo facilmente encaixados nos circuitos do receptor de TV.
No momento a implementação do conversor de varredura, formando
aparelhos receptor de TV & monitor, está restrita ao mercado de maior valor
(acima de US$ 1000). Mas pelo seu baixo custo e boas perspectivas de aplicação logo será visto mesmo em
aparelhos mais simples.
sobe
*LINUX
para set top box
No Brasil Set Top Box é o aparelho que recebe os sinais do cabo e os distribui para o televisor, sendo mais conhecido por decodificador.
Mas as previsões é que várias funções - acesso à Internet, telefonia, rede
doméstica - serão adicionadas ao set top box, transformando-o no portal eletrônico da residência. Isto fatalmente levará a uma maior
complexidade no projeto do set top box.
A NATIONAL SEMICONDUCTOR já deu os primeiros passos para concretizar as perspectivas do set top box. Está oferecendo uma
plataforma completa para desenvolvimento de produtos afins, incluindo software para
vídeo digital baseado no sistema operacional LINUX, concorrente do WINDOWS.
A utilização do LINUX no set top box traz muitas vantagens. A
primeira delas é que o LINUX é código aberto, gratuito (mas tem versões com suporte técnico pagas). A verdadeira paixão que o LINUX
desperta, principalmente nos jovens, levará criatividade e impulso ao set top
box. E, como sistema operacional altamente desenvolvido, o LINUX permitirá ao set top box implementar as funções complexas
para as quais está destinado.
sobe