edição-redação: Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS 
                    novembro/dezembro  2001
                     Eletronicaria - Notícias
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               Tecnologia

      *Biodetector eletrônico contra o terrorismo
      *DSP ótico atinge Tera-ops
      

 

     *Biodetector eletrônico contra o terrorismo

    Biodetectores são dispositivos capazes de detectar elementos patogênicos no ar, como bactérias e vírus de Antraz, Tuberculose e HIV (AIDS). As pesquisas vinham se arrastando há mais de 4 anos, e agora tomaram novo impulso. NANOSPHERE e MOTOROLA têm os projetos mais avançados.
    A tecnologia de biodetecção utiliza técnicas de Química e Eletrônica. Pedaços de DNA da amostra são combinados num substrato de Silício com nanopartículas do elemento patogênico sob suspeita, mais partículas de ouro. Se a amostra tiver o mesmo DNA do elemento patogênico ela se grudará nele e no ouro, criando um condutor elétrico de baixa resistência. Uma simples leitura do Ohmímetro revela o resultado do teste (cerca de 1 Ohm em caso positivo e MegaOhms se negativo). A amostra pode ser retirada do sangue, saliva ou até mesmo respiração. 
    Biodetectores desktop até US$ 500 estarão comercialmente disponíveis em 2 anos, mas modelos handheld de baixo custo, para uso popular, deverão demorar mais. Os pesquisadores acham inviável, no momento, biodetectores que retirem amostras do ar ambiente. 

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  *DSP ótico atinge Tera-ops 

    Entre os semicondutores o setor mais promissor é o DSP ("digital signal processor"), largamente utilizado em DVD, celular, PDA. Basicamente, ele recebe sinais análogos e os formata digitalmente (por exemplo, sinais analógicos do pick-up ótico do DVD para os circuitos microprocessados). A atual geração de DSP tem a performance de giga-operações por segundo (Giga-ops, ou Gops). 
    A LENSLET LABS acaba de demonstrar o ODSPE ("optical DSP engine") - um DSP ótico, que chega a Tera-ops (Tops). Ele consome 20W, desenvolve 8 Tops, equivalendo a 6.600 DSPs convencionais (que ocupariam 26.400 cm2 e consumiriam 3.300W; com a tecnologia FPGAs seriam 40 dispositivos, consumindo 200W). O preço também é convidativo, cerca de 1 milésimo dos atuais DSPs.
    O ODSPE usa componentes óticos baratos, como laser VCSELs, lentes compostas, moduladores espaciais de luz (SLM) e receptores óticos. O processamento se baseia no fato que a luz sofre algum tipo de transformação ao passar por um componente ótico. O hardware e o algoritmo determinam a solução para a transformada.
    A LENSLET está fazendo as demonstrações agora, espera distribuir os protótipos no próximo ano e em 2004 comercializar o ODSPE.   

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