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Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS
janeiro/fevereiro
2002
Eletronicaria
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Tecnologia
*Biométrica
ainda é para o futuro
*Transístores
terão gate duplo
*5%
da Eletricidade brasileira virá do vento
*Biométrica
ainda é para o futuro
Biométrica é o uso de sistemas eletrônicos que sensoream dados
corporais
do indivíduo (como detalhes da face, impressão digital, tipo de voz) e os comparam com
um banco de dados informatizado. Geralmente os dados são obtidos por uma
câmera e scaneados, depois comparados num banco de dados de um computador.
Após o ataque terrorista de 11 de Setembro o governo norte-americano vem
gastando milhões em segurança, incluindo reconhecimento por Biométrica. Além
de fundos milionários para pesquisa e desenvolvimento, os órgãos de fiscalização estão
orientando os administradores de serviços públicos a usar a Biométrica.
Por exemplo, o Department of Transportation's Emergency Airport
Security Task Force está exigindo que os 500 aeroportos comerciais do país instalem sistemas
biométricos de reconhecimento de passageiros.
A ênfase governamental em Biométrica tem aumentado as vendas
do setor, e prevê-se que o faturamento de US$ 300 milhões obtidos em 2001 será transformado
em cerca de US$ 1 bilhão em 2003. Se alguma novidade interessante na tecnologia
deste ramo aparecer esta previsão serão multiplicada várias vezes.
Mas os próprios especialistas em Biométrica são cépticos em relação
aos resultados. Dizem que o reconhecimento facial tem erros grosseiros, mesmo em
condições especiais, e outras técnicas da Biométrica também são muito restritas.
O próprio Departamento de Defesa dos EUA reconheceu as falhas da atual tecnologia
Biométrica, mas aposta (US$ milhões) no seu desenvolvimento para futuro breve.
sobe
*Transístores
terão gate duplo
O desenvolvimento tecnológico está exigindo transistores cada vez
menores - tanto para economizar espaço nos minúsculos aparelhos quanto para reduzir o consumo
de energia. A tecnologia de semicondutores 0,13 mícrons já é realidade comercial, e
prevê-se para breve a necessidade de semicondutores abaixo de 0,10 mícrons.
Vários problemas complicam a fabricação de transistores nestas
dimensões. O primeiro deles é tamanho muito pequeno do gate, deixando coletor e source muitos
próximos. Com isto há uma tendência de coletor e source se ativarem independente do
gate, descaracterizando o transistor como chave lógica. Em segundo lugar é difícil
isolar este gate muito estreito, ocorrendo vazamentos de corrente e perda de performance.
No Encontro Internacional de Dispositivos Eletrônicos, em Washington, duas
soluções se destacaram para alcançar semicondutores abaixo de 0,10 mícrons. A
primeira delas é instalar mais um gate, resultando transístores de gate duplo. Para tanto
será necessário abandonar a tecnologia planar, pela qual source e coletor são fabricados
num mesmo plano paralelo ao substrato do semicondutor.
Embora a adoção de transístores não planares de gate duplo pareça
irreversível há muito resistência por parte dos fabricantes. Segundo eles a fabricação de transistor
planar é um processo simples e bem conhecido, mudanças tão grandes na tecnologia
serão traumáticas.
sobe
*5% da Eletricidade brasileira virá do
vento
Com a autorização da ANEEL começam a ser construídas no Brasil
mais 20 usinas eólicas (geração de eletricidade a partir da energia do vento). 18 delas estarão
localizadas no nordeste e 2 no Rio de Janeiro.
Até agora o país tinha 6 usinas eólicas, gerando 18,8 MW. As novas
20 unidades gerarão 1700 MW, correspondendo a 2,3% da nossa energia elétrica. Elas
pertencem à ENERBRASIL- ENERGIAS RENOVÁVEIS DO BRASIL (espanhola) e SIIFELEC ENERGIES
BRASIL (francesa).
A previsão é que em 2003 as usinas estarão funcionando a
pleno vapor. Mas duas delas deverão entrar em operação já no 2º semestre de
2002.
Nos próximas dias a ANEEL deve autorizar outros projetos de usinas
eólicas, que acrescentarão 2000 MW de energia elétrica. O total, cerca de 3.700
MW, corresponderá a 5% da geração de energia elétrica brasileira.
sobe
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