edição-redação:
Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS
março/abril
2002
Eletronicaria
-
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Tecnologia
*Ultra
banda larga UWB é opção de comunicação
*Microlaser
de 1 nm integrado em chip
*Ultra
banda larga UWB é opção de comunicação
Até nossos dias a UWB ("ultra wide band", ultra banda larga) foi
tecnologia
usada exclusivamente pelos militares. Mas nos EUA aguarda apenas a
regulamentação pelo FCC para chegar aos lares e residências, implementada em
dispositivos de Eletrônica de consumo.
A UWB também é conhecida como tecnologia de impulso, banda de
base
("baseband"), e zero portadora ("zero carrier"). Como os nomes indicam, é um
trem de pulsos rápidos - de 10 a 1000 picosegundos cada - sem portadora.
A principal característica da UWB é a extensão da faixa de
frequências que
ocupa em torno de uma frequência central. Enquanto um canal de TV usa 6 MHz
em torno da portadora de aproximadamente 100 MHz, um canal UWB ocuparia
qualquer coisa entre 10 MHz e 1000 MHz em torno da frequência central de 100 MHz.
De fato um serviço UWB pode atingir uma faixa de GigaHz.
O mais interessante de tudo é que a UWB pode se sobrepor à outra transmissão
de banda estreita naquela mesma banda. No exemplo acima, o serviço UWB
coexistiria perfeitamente com o canal de TV, sem intervir nele. Nesta época em que
o espectro de frequências disponíveis está se esgotando pode ser uma alternativa
indispensável.
Esta sobreposição é possível porque a UWB transmite com potência muito
baixa, 75 nanoWatts por MegaHertz. Isto significa tipicamente 0,26 miliWatts de
potência (contra 30 a 100 mW de rádios 802.11b e 1 mW a 1 W no Bluetooth). Obviamente outra
vantagem, quando se discute questões de saúde ligadas à transmissões de telecomunicações.
A implementação da UWB é muito simples. Pela baixa potência
da
transmissão não é preciso amplificador - circuitos CMOS alimentam diretamente
a antena.
Duas técnicas são usadas para modulação da UWB. A primeira é
a PPM
("pulse-position modulation", modulação de posição de pulso); a modulação
é obtida pela variação da distância entre os pulsos. A segunda, BPSK ("binary pulse-shift keying", chaveamento
binário de alternância de pulso), consiste em
modular pela fase do pulso, 0º ou 180º, pulso negativo ou pulso positivo.
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*Microlaser
de 1 nm integrado em chip
Pesquisadores da Universidade de Illinois- EUA descobriram uma
técnica de fabricar microlaser com apenas 1 nm - uma pequena esfera com cerca de 20
átomos de Silício.
Uma pastilha ("wafer") comum de Silício, comercialmente usada
para produção de semicondutores, é imersa em um banho de fluorido de Hidrogênio e
peróxido de Hidrogênio. Quando uma corrente elétrica atravessa o recipiente a
superfície do wafer é quebrada, surgindo uma rede de nanopartículas fluorescentes.
As nanopartículas podem ser separadas em tipos bem determinados.
Quando elas formam um aglomerado de 29 átomos de Silício, com diâmetro 1,67 nm,
resulta um foco azul fluorescente. Para aglomerados de 1,67 nm, com 123 átomos,
resulta um alto brilho sob excitação de ultra-violeta. Partículas de 2,5 nm produzem
luz amarela e de 2,9 nm luz vermelha.
Após tratamento da superfície do wafer uma nova camada pode
sofrer o mesmo processo, criando outra rede de nanopartículas.
O mais interessante é que estas partículas induzem o processo
no wafer em outras partículas ainda não fluorescentes, o que é uma característica do laser (emissão
estimulada).
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