edição-redação: Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS 
                       
    novembro/dezembro 2002
                     Eletronicaria - Notícias
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        Tecnologia

*NEC e TOSHIBA juntas para RAM magnética
*
Sensores biométricos no mercado de consumo
*Partículas espaciais interferem nos CIs

        
        
  *NEC e TOSHIBA juntas para RAM magnética

     NEC e TOSHIBA confirmaram que estão associadas num projeto de desenvolvimento da MRAM- RAM magnética. Motorola, IBM, Microelectronics e Infineon também fizeram pesados investimentos nesta tecnologia, e talvez lancem MRAM antes de 2005.
     NEC e TOSHIBA manterão a colaboração em pesquisa e produção. Mas a comercialização será independente, cada uma com seu marketing. Cerca de 40 engenheiros de ambas as empresas já estão na cidade de Sagamihara, Japão, detalhando a linha de produção.
     A MRAM tem a facilidade de gravação e leitura da RAM comum, mas mantém os dados gravados mesmo sem ser energizada, como a ROM. Leva grande vantagem sobre a memória flash (que também aceita gravação e regravação, além de manter a gravação permanentemente), em termos de facilidade de alimentação, tempo de acesso, custo e volume.
     Acredita-se que MRAM substituirá boa parte das atuais tecnologias- DRAM, SDRAM, flash, ROM. Mais que isto, permitirá a fabricação de aparelhos com um só tipo de memória (MRAM), resultando economia de espaço, simplificação da fonte (com uma só tensão) e custo menor. Computadores portáteis e telefones celulares são mercado certo para a MRAM.

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  *Sensores biométricos no mercado de consumo

     Geralmente sensores biométricos são associados a complexos esquemas de segurança, inteligência militar e medicina avançada. Mas o mercado de consumo popular tem encontrado aplicações surpreendentes para estes dispositivos - principalmente para o sensor de impressão digital.
     A empresa francesa de cosméticos L'ORÉAL em associação com a STMICROELECTRONICS desenvolveu um sistema para análise da pele, capaz de detectar características epidérmicas do cliente e sugerir o melhor cosmético. O sistema é centrado no SkinChip, C.I. baseado no sensor Touch Chip de impressão digital, um microcontrolador de 8 bits, um conversor A/D, e uma porta serial USB; um lap-top recebe e analisa os dados. O sensor é encaixado na ponta de uma pequena vareta, que é encostada na pele do cliente.
     A DELPHI, especializada em Eletrônica embarcada, aplicará o sensor de impressão digital para segurança de automóvel. A ignição somente será ligada se quem pretender dirigir o carro tiver sua impressão reconhecida e previamente cadastrada.
     Com telefones celulares e computadores portáteis assumindo funções importantes na vida dos usuários - acesso a contas bancárias, emails, projetos profissionais - é natural que estes aparelhos sejam dotados de esquema de segurança. Praticamente todos fabricantes de telefones celulares e computadores portáteis estão desenvolvendo sistemas de acesso aos aparelhos baseados em sensores de impressão digital.

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  *Partículas espaciais interferem nos CIs

     Fabricantes, projetistas e grandes consumidores de CIs estão cada vez mais preocupados com interferências de partículas espaciais nos circuitos lógicos. A tal ponto que Sensitividade à Radiação tornou-se item de valorização durante as transações.
     A preocupação é justificada pela crescente frequência de trabalho dos chips e redução de seu tamanho. As partículas interferentes são principalmente Raios Gama e nêutrons. Os CIs mais afetados são do tipo SoC ("system on chip") e memórias. Estas interferências podem gatilhar circuitos e alterar completamente a lógica do sistema. 
     Todo chip está sujeito a falhas num determinado tempo de uso, o que é medido estatisticamente pelo padrão FIT ("failure in time"). A questão é que o FIT está sendo reduzido acentuadamente. Chips com tecnologia 0,13 mícrons ou abaixo (a maioria dos microprocessadores lançados ultimamente está nesta categoria), trabalhando a altas frequências, podem ter problemas agudos com o FIT.
     Várias marcas de memórias embutidas no chip já estão sendo projetadas com proteção anti-radiação. SEMATECH, consórcio norte-americano de desenvolvimento de semicondutores, está pendido a seus sócios maiores pesquisas sobre efeitos das partículas espaciais no FIT.

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