edição-redação: Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS 
                       
         março/abril 2003
                    Eletronicaria - Notícias
           e l e t r ô n i c a e l e t r ô n i c a
e l e t r ô n i c a

  resumo  áudio-vídeo  automação 
informática internet
 negócios  tecnologia  telecom edições anteriores  
             

                  
        Tecnologia

*Transição para 90nm é complicada
*
Europa prepara Eletrônica de plástico


        
        
  *Transição para 90nm é complicada

     A transição para a tecnologia 90nm (9 mícrons) de fabricação de chips é bem mais complicada do que parecia inicialmente. Mas de qualquer forma os chips 90nm estarão na praça a partir de 2004.
     A transição anterior, de 180nm para 130nm, foi mais complicada ainda. Naquela oportunidade os pesquisadores precisaram adaptar a tecnologia para a introdução de fiação de cobre e novos dielétricos. Desta vez não há qualquer novidade desta ordem.
     Ainda não há certeza se os designs serão na forma de FPGA ou não. As maiores preocupações com a tecnologia 90nm são modelação da corrente de gate e a redundância de SRAM. Sem contar com o custo: o desenvolvimento em 90nm de um SoC custa US$25 milhões e gasta 1 ano de pesquisa; para um ASIC comum este custo é US$500 mil.

sobe

  *Europa prepara Eletrônica de plástico

     Há 20 anos atrás foram descobertos os cristais orgânicos e polímeros condutores - uma revolução na Eletrônica, acostumada aos metais condutores e semicondutores. Agora a Eletrônica de plástico (também conhecida por Politrônica) está em vias de invadir o mercado, com transistores, LEDs, identificadores RF embutidos em embalagens.
     A Comunidade Européia se prepara para assumir a liderança desta nova tecnologia. Está em curso o projeto PolyApply, que abrirá para os europeus os caminhos da Eletrônica de plástico. O projeto reúne institutos de pesquisa, órgãos governamentais e empresas. É provável que o PolyApply admita colaboradores americanos e asiáticos, a partir de abril de 2003.
     O PolyApply foi precedido pelo projeto PolyScene. Este foi uma colaboração durante 6 meses entre 12 empresas e organizações européias, entre elas Instituto Fraunhofer, Philips, Consórcio de Pesquisa IMEC, Infineon, Leti, Siemens, STMicroelectronics e Thomson. A norte-americana Motorola também participou, através de seu instituto de pesquisa na Alemanha.
     O setor torce para que o PolyApply seja incluído no FP6- " Sixth European Union Framework Program for Research & Technological Development". O FP6 é o projeto de pesquisas estratégicas da União Européia, com fundos de US$20 bilhões para quatro anos. Além da verba, a inclusão da Eletrônica de plástico no FP6 traria maior interesse de pesquisadores, empresas e órgãos governamentais. 
     Praticamente todas as grandes empresas da área já têm projetos em curso de Eletrônica de plástico. A PHILIPS desenvolve LEDs orgânicos e transistores de filme fino para drivers de pixels em displays LCD. A INFINEON (SIEMENS) já tem pronta a tecnologia de chips plásticos ultra-baratos e completamente independentes de substrato, que podem ser embutidos em embalagens - como identificadores RF ID (substituindo a barra de códigos). O Instituto Fraunhofer dispões de toda a parafernália de equipamentos para fabricar, testar e embutir os circuitos plásticos.
     Comparado com o cristal de Silício o polímero é muito limitado, pois seus portadores de carga são relativamente imóveis. É possível projetar apenas transistores tipo P. Isto impede a utilização da extensa biblioteca de CMOS, cujos chips são feitos de blocos de transistores tipo P e tipo N.

sobe