edição-redação: Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS 
                       
         maio/junho 2003
                    Eletronicaria - Notícias
           e l e t r ô n i c a e l e t r ô n i c a
e l e t r ô n i c a

  resumo  áudio-vídeo  automação 
informática internet
 negócios  tecnologia  telecom edições anteriores  
             

                  
        Áudio e Vídeo

*Novidades no front da TV Digital DTV
*Hard Disk é tendência de player portátil de áudio

*Celular lidera aplicação de câmera digital
*Blue-DVD made in Taiwan
*Japão desenvolve iDTV

        

        

  *Novidades no front da TV Digital DTV

     O governo japonês oficializou em abril as concessões para a TV Digital terrestre (DTV) daquele país, que será a primeira do mundo a operar em escala comercial. Os programas pilotos começam ainda em junho e a programação comercial em dezembro deste ano, atingindo as cidades de Tóquio, Osaka e Nagoya. Até 2011 o sistema estará cobrindo todo o território japonês e serão encerradas as atuais transmissões analógicas.
     O Japão desenvolveu e adotou para DTV o sistema ISDB ("Integrated Services Digital Broadcasting", para transmissão terrestre ISDB-T), que foi muito cotado para ser implantado no Brasil. O ISDB-T implementa o SFN (Single Frequency Network), opção para TV de alta resolução (HDTV) e recepção móvel. Lojistas japoneses esperam boas vendas de aparelhos de alta resolução (HD), mas o grande negócio deverá ser dispositivos de recepção móvel.
     Nos EUA o FCC (ANATEL norte-americana) tornou obrigatória a implementação de sintonizadores DTV em todos receptores de TV acima de 13 polegadas. Isto deverá impulsionar sobremaneira a divulgação da TV Digital DTV nos EUA - as previsões indicam 60 milhões de aparelhos DTV no mundo em 2007, dos quais 34 milhões nos EUA. 
     Estas iniciativas melhoram as perspectivas do sistema DTV adotado pelos norte-americanos, o ATSC ("Advanced Television Systems Committee"). Considerado tecnicamente fraco por quase todos os especialistas, o ATSC passará a competir comercialmente - um sintonizador neste padrão custará US$ 40, bem próximo dos US$ 35 do DVB europeu. Em 2007 um receptor ATSC padrão (SDTV, não alta resolução HDTV) custará cerca de US$ 100, praticamente o mesmo de um televisor analógico. A data para o fim das atuais transmissões analógicas nos EUA, prevista inicialmente para 2006, ainda é incerta.
     A Europa parece a região mais organizada, em termos de DTV. O padrão DVB ("Digital Video Broadcast") já alcançou sucesso em transmissões terrestres (DVB-T), oferecendo serviços gratuitos (Inglaterra, Finlândia, Alemanha, Espanha e Suécia). Os europeus estão desenvolvendo agora um novo padrão de modulação para transmissões via satélite (DVB-S). O novo padrão (DVB-S2) aperfeiçoará a codificação, melhorando o aproveitamento dos transponders de satélites.
    Mas a grande novidade que vem da Europa é o DVB-X - padrão de DVB para recepção móvel. Ele ainda está em desenvolvimento, e terá como principal alvo os telefones celulares - o usuário poderá assistir em seu celular a programação de TV. A tarefa é complexa, pois a arquitetura do celular já deve incluir transmissão e recepção de voz e recepção de vídeos MPEG, previstas nos padrões DVB-UMTS ("Universal Mobile Telecommunications System") e Multimedia Home Platform adotados na Europa. O grupo DVB estuda inclusive o padrão de codificação H.264, que está emergindo como a mais eficiente técnica de compressão digital de vídeo.
     No Brasil o Ministério das Comunicações destinou R$100 milhões para estudos de implantação de um sistema nacional de DTV. Espera-se que em um ano o país tenha seu próprio padrão de DTV, e em três anos anos que ele esteja desenvolvido para implantação comerciais. Os EUA já gastaram quase US$100 bilhões e estão com sérias dificuldades de implantar a DTV. Os europeus gastaram mais de US$200 bilhões e só agora estão conseguindo montar seu esquema de DTV. Rezemos para que Deus seja brasileiro e grande especialista em TV Digital.

sobe

  *Hard Disk é tendência de player portátil de áudio

     Apesar da fragilidade da Economia internacional o setor de player portátil de áudio digital continua em ascensão. A venda mundial destes aparelhos deve crescer a taxas de 40% ao ano, passando de 6,8 milhões de unidades em 2002 a 36 milhões em 2007.
     A maior novidade é a tecnologia de Hard Disk Drive- HDD (drive de disco rígido), derivada da Winchester de microcomputadores. Está sendo muito bem aceita pelos audiófilos, com previsão de crescimento de vendas de quase 70% ao ano, até 2007. Entre suas vantagens está a conexão com o PC, gravando músicas existentes na memória do micro, e a facilidade de gravação e regravação.
     Para player de CD portátil a tendência é dobradinha CD/MP3. Este tipo de player deve ter um crescimento de vendas de 40% ao ano - em 2002 já corresponde a 22% do mercado, com 7 milhões de unidades vendidas. Um único disco CD MP3 contém cerca de 20 CDs de áudio (quase 20 horas de música).

sobe

  *Celular lidera aplicação de câmera digital 

     Em 2003 a venda de câmeras digitais para telefone celular ultrapassará a de câmera digital independente, atingindo mundialmente 50 milhões de unidades. A paixão por câmera em celular surgiu no Japão e Coréia e vai se espalhando pelo mundo. 
     Seguindo esta tendência os PCs já estão vindo de fábrica com câmeras digitais. Entre as principais aplicações está o bate-papo na Internet com transmissão da imagem dos participantes.
     As empresas se preparam para este novo e inesperado mercado. A MICRON conseguiu desenvolver um sensor de imagem tecnologia CMOS acima de 1 megapixel. O sensor MI-1300 da MICRON alcança 30 frames por segundo, com scan progressivo (sem interlace), superior ao tradicional CCD. A tecnologia CMOS garante baixo consumo de energia, indispensável para aplicações em celular. A corrente de escuro é de 20 elétrons por segundo, e baixo ruído temporal de menos de 10 elétrons, para situações de pouca luminosidade. 

sobe

  *Blue-DVD made in Taiwan

     Taiwan detém 50% da produção de CD-ROM e 40% de DVD-ROM. Assim, não é surpresa que esteja desenvolvendo seu próprio padrão para a nova geração de DVD. A iniciativa é liderada pelo instituto governamental ITRI ("Industrial Technology Research Institute"), e envolve 28 empresas locais.
     O ITRI já definiu o novo padrão - na verdade dois: Blue-HD-DVD-1 e Blue-HD-DVD-2. Ambos seguirão algumas especificações técnicas também adotadas pelo Forum DVD e o grupo Blu-Ray: laser azul, abertura numérica NA das lentes, espessura da mídia. 
     O Blue-HD-DVD-1 terá capacidade de 17GBytes por lado e taxa de transferência de dados de 25,05Mbits/seg. O Blue-HD-DVD-2 terá capacidade de 27GBytes e taxa de transferência 31,59Mbits/seg.
     Mas o ITRI está desenvolvendo outros itens, como código de correção de erro, compressão e formato de arquivo. Isto evitará pagamento de royalties a empresas americanas, japonesas e européias, que detêm propriedade intelectual (IP) sobre estes recursos. 
     A técnica de compressão do ITRI, denominada AVC, é baseada no MPEG-4. Ela possibilita a gravação de 4 horas de filme alta resolução (HD) no Blue-HD-DVD-1 de 17GBytes. A reprodução pode ser feita simultaneamente em quatro janelas pequenas da tela, ou três janelas pequenas mais uma grande. A proteção de cópia usa o sistema A3 Cipher, desenvolvido pelo ITRI e equivalente ao AES.

sobe

  *Japão desenvolve iDTV

     Cinco fabricantes japonesas de televisores estão preparando uma especificação para TV Digital DTV com acesso à Internet. O grupo inclui Hitachi, Matsushita (PANASONIC), Sharp, Sony e Toshiba. Outras empresas serão convidadas a participar, e algumas já apresentaram apoio à iniciativa: MITSUBISHI, PIONEER, SANYO e VICTOR. Os trabalhos estarão concluídos até outubro deste ano.
     Desde dezembro de 2002 MATSUSHITA e SONY já desenvolvem em conjunto um LINUX para produtos digitais de Eletrônica de consumo. Com a nova iniciativa de iDTV, elas planejam transformar o LINUX em sistema operacional para TV Digital com acesso à Internet.

sobe