edição-redação: Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS 
                       
         maio/junho 2003
                    Eletronicaria - Notícias
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        Tecnologia

*Memória FeRAM chega ao mercado
*Medicina atrai Eletrônica
*
DUPONT desenvolve LED orgânico


        
        
  *Memória FeRAM chega ao mercado

     A coreana HYNIX apresentou amostra de sua memória FeRAM, já disponível para comercialização. É a primeira empresa a chegar ao ponto de comercialização de memória FeRAM, que substituirá outros tipos de memória não volátil (NVRAM) e deverá vender US$ 10 bilhões em 2006.
     A FeRAM (Ferro-Elétrica RAM, também conhecida como FRAM) mantém os dados, mesmo sem tensão de alimentação. Ela pode ser gravada e regravada cerca de 100 bilhões de vezes, com sinais elétricos comuns em circuitos digitais. Seu custo é bem barato. Com estas características será implementada em sistemas atualmente usando memória flash (principalmente aparelhos móveis), como celular, PDA e cartão inteligente, além de novas aplicações, 
     A FeRAM da HYNIX é fabricada com tecnologia 25 mícrons, alimentação de 3 Volts, tempo de acesso 90ns. A densidade é de 4 ou 8 Mbits, com arquitetura expansível para 64 Mbits.
     Apesar de sucesso assegurado no mercado, a FeRAM vem enfrentando problemas técnicos de fabricação. O maior deles é o entupimento dos bicos nos aparelhos de deposição, que pára a produção por vários dias. Um novo método, desenvolvido no Japão pela empresa WACON, deve acelerar a fabricação de FeRAM.
     A WACON desenvolveu um sistema de deposição metálica de vapor químico orgânico. Solventes e químicos são mantidos separados e resfriados, num sistema de válvulas, evitando o entupimento. Vários fabricantes de semicondutores já estão se preparando para adotar o o novo sistema.
     A FeRAM enfrentará a concorrência da MRAM (RAM magnética), tecnologia de RAM não volátil que vem sendo desenvolvida por empresas como FUJITSU e RAMTRON, NEC e TOSHIBA, IBM em colaboração com INFINEON (SIEMENS), MOTOROLA com a HONEYWELL, HP, MICRON, NEC e SAMSUNG.

sobe

  *Medicina atrai Eletrônica

     A população do mundo está envelhecendo, com média de vida bem mais alta - o que implicará mais necessidades para cuidados médicos. A indústria de saúde e biotecnologia nos EUA já está mais  capitalizada que as telecoms, e o dobro dos fabricantes de semicondutores. Elas gastarão US$25 bilhões anuais em redes e computadores. 
     Estes dados, expostos na Embedded Systems Conference, em São Francisco- EUA, não deixam dúvidas sobre a atração que a Medicina exercerá em futuro próximo sobre a Eletrônica. As potencialidades deste mercado certamente resultarão em novos produtos e tecnologias na Eletrônica.
     A tendência maior são aparelhos portáteis ou implantados, para monitorar a saúde dos pacientes. Um grande número deles já está sendo comercializado: controladores de insulina microprocessados, defibriladores domésticos para ataques cardíacos, sensores de alcoolismo, analisadores de ovulação (menstruação).
     Um detalhe interessante se destaca nestas novidades. Quase todas utilizam tecnologias derivadas de sinais RF e processadores de baixo consumo desenvolvidas para telefone celular e PDA.

sobe

  *DUPONT desenvolve LED orgânico

     A empresa DUPONT é a criadora de materiais cujos nomes comerciais se tornaram característicos, como Lycra e Teflon. Ela agora está investindo pesado em OLED- LED orgânico, sob o nome de Olight.
     O OLED (ou Olight?) deve substituir - com muitas vantagens - o atual LCD. Display OLED tem mais contraste e brilho, melhor tempo de resposta para imagens móveis, e maior ângulo de visão. Um de seus problemas é o tempo de vida útil, que a DUPONT conseguiu maximizar para 10.000 horas.
     A DUPONT desenvolveu um OLED solúvel, que permite fabricação pelo processo de ink-jet (jato de tinta, como as impressoras desktops), e impressão roll-on-roll (como em serviços gráficos). Assim ele poderá ser impresso em substratos flexíveis.
     O exército dos EUA está custeando o desenvolvimento de OLED para implementação em capacetes (HMD- "helmet mounted display"). A tecnologia OLED HMD deverá ser empregada também em vidros inteligentes, interiores de automóveis e Eletrônica de consumo.

sobe