edição-redação: Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS 
                       
         maio/junho 2003
                    Eletronicaria - Notícias
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*UWB- a banda da discórdia
*Raio na antena dos outros é colírio
*
GaAs domina amplificador de celular
        
 

  *UWB- a banda da discórdia

     Com a ocupação quase total do espectro de bandas de frequências até 3GHz, novas tecnologias se voltam para a UWB- ultrawideband (banda ultra larga), de 3,1GHz a 10,6GHz. Ali, neste campo praticamente virgem, se instalarão novos processos de comunicação.
     Um dos primeiros problemas das tecnologias UWB é demonstrar que não interferem em comunicações já estabelecidas abaixo de 3GHs (na verdade a UWB começa em zero GHz, sobrepondo-se às bandas até 3GHz; mas os sinais são efetivamente usados a partir de 3,1GHz). Isto tem sido conseguido e reconhecido pelos órgãos reguladores, como o FCC.
     Outro problema muito maior, interesse comercial (envolvendo alguns bilhões de dólares), é determinar padrões oficiais para concessão das licenças. Várias propostas foram apresentadas ao IEEE, que deve tomar uma decisão válida para os EUA (e obviamente influenciar os demais países). Duas propostas se destacam, uma liderada pela INTEL e outra pela austríaca XSI. 
     A INTEL divide a UWB de 3,1GHz a 10,6GHz em sub-bandas de 700MHz. Esta abordagem permite usar circuitos CMOS (diminuindo custos), e reduz problemas de coexistência com outras bandas. Começando pelas sub-bandas inferiores, a partir de 3,1GHz, seria possível lançar-se no mercado imediatamente, enquanto se desenvolvem tecnologias apropriadas para as sub-bandas próximas do topo de 10,6GHz. 
     A XSI (XSTREMESPECTRUM) já tem pronto o Trinity, o único chip set disponível no mercado para UWB. Sua tecnologia divide a UWB em duas sub-bandas, a primeira de 3,1GHz a 5GHz e a segunda de 6GHz a 10,6GHz. A MOTOROLA licenciou esta tecnologia e pretende aplicá-la em larga escala. 
     A XSI acusa a a INTEL de desviar a UWB para o padrão USB (interface serial de comunicação), muito usado em PC mas com pouca saída em CE (Eletrônica de consumo). A INTEL nega e não vê conflito entre PC e CE. Enquanto isto outros grupos estão ocupando espaço nesta disputa e apresentando outras propostas, entre eles a PHILIPS. 

sobe

  *Raio na antena dos outros é colírio

     Antes da ANATEL o Ministério das Comunicações era um balcão para troca de interesses políticos (e outro$). Concessões de canais de Rádio e TV eram dadas a caciques políticos em troca de apoio a projetos governamentais.
     Com a criação da ANATEL, as concessões passaram a ser feitas por critérios (supostamente) técnicos e mercadológicos, através de leilões. Os diretores da ANATEL gozavam de mandato fixo e grande independência em relação ao governo. Era o fim do balcão político.
     Mas no governo FHC o Ministério das Comunicações foi ocupado por políticos com grandes pretensões (candidato à Presidência da República ou ao governo de Minas Gerais). Foi elaborada a Medida Provisória MP 2.216, que literalmente acabava com a ANATEL e reconstituía o poder do Ministério das Comunicações.
     Esta Lei não chegou a vigorar, permanecendo letra morta. Com todo apoio do Partido dos Trabalhadores, então na oposição. O PT temia que o Ministério das Comunicações usasse o poder do balcão na campanha eleitoral que se aproximava. Líderes do PT fizeram discursos inflamados contra a MP 2.216.
     Agora como governo, o PT tentou aprovar a Medida Provisória MP 103, que é uma cópia literal da MP 2.216. Todo o poder da área de Comunicações voltaria ao Ministério das Comunicações, e a ANATEL seria completamente esvaziada. Seria a volta do balcão político, agora sob o controle do PT.
     A oposição (principalmente o PSDB de FHC) no Congresso se mobilizou e alterou a MP 103. A ANATEL continua no controle de concessões e regulamentações. Ao Ministério das Comunicações cabe estabelecer as políticas de Comunicações, em linhas gerais, e distribuir a verba.  

sobe

  *GaAs domina amplificador de celular

     Quatro fornecedores - RFMD, Skyworks, Hitachi e Motorola - dominam o mercado de US$1,2 bilhão de amplificadores de potência (PA) para telefone celular. 418 milhões de celulares foram vendidos em 2002 e 450 milhões estão previstos para este ano, o que aguça a competição entre fornecedores de CIs.
     A tecnologia Gálio-Arsênio (GaAs) domina o mercado de PA para celular, e tudo indica que deverá continuar sua hegemonia. Como concorrentes tem o Silício-Germânio (Si-Ge), o CMOS e o LDMOS, este último desenvolvido pela HITACHI. 
     O GaAs HBT ("hetero-junction bipolar transistors") tem um alto desempenho na frequência próxima de 2GHz. Com a ascensão do GSM em 1,9GHz, oferecendo serviços 2,5/3G como o GPRS, além do WCDMA em 1,8GHz, o GaAs HBT tem a preferência dos fabricantes.
     Por questão de custos, o PA está sendo oferecido como módulo, com separação entre drivers e transistores GaAs de potência. 

sobe