edição-redação: Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS 
                       
       setembro/outubro 2003
                    Eletronicaria - Notícias
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        Negócios

*Falências nas estrelas - sem o retorno
*
Software fica livre de impostos
*Ranking dos fabricantes de semicondutores
*AMÉRICA MOVIL entra no Brasil como CLARO
*Elétrica-Eletrônica fatura R$60 bilhões este ano
        
 

  *Falências nas estrelas - sem o retorno

     O setor de satélites comerciais dos EUA entrou definitivamente em bancarrota. Os dois grandes fabricantes de satélites comerciais - BOEING e LORAL - estão se desfazendo de patrimônio e recebendo ajuda governamental para evitar a falência.
     A BOEING conseguiu um empréstimo de US$1,1 bilhão para pagar dívidas. Também anunciou que sairá do negócio de satélites comerciais. Além das dificuldades no espaço perdeu importantes contratos de aviões comerciais.
     O caso da LORAL é mais grave: a empresa pediu concordata. Está vendendo para a INTELSAT parte de sua rede de satélites comerciais, por US$1,1 bilhão. A LORAL venderá 6 satélites, permanecendo com 5 outros e a rede terrestre de distribuição de sinal.
     Para ajudar as duas companhias a agência governamental norte-americana NRO (National Reconnaissance Office) está financiando generosamente o projeto espacial militar EELL ("Evolved Expendable Launch Vehicle"), que tem ambas como contratadas.

sobe

  *Software fica livre de impostos

     A reforma tributária em fase de aprovação no Congresso nacional deverá isentar o software de impostos. O software teria tratamento equivalente ao livro, que é imune a impostos federais, estaduais e municipais.
     Os serviços de Internet não tiveram a mesma sorte. Os provedores de Internet terão que contribuir com o ICMS.

sobe 

  *Ranking dos fabricantes de semicondutores

     A consultoria IC Insights publicou sua lista dos maiores fabricantes de semicondutores do mundo, baseada nas vendas do 1º semestre de 2003. A grande novidade foi a saída da MOTOROLA na relação das 10 maiores - em todos os anos anteriores ela aparecia.
     Em 1º lugar continua a norte-americana INTEL, com US$12,21 bilhões de vendas nos primeiros seis meses deste ano, vários corpos de vantagem sobre o concorrente mais próximo. 
     Em 2º lugar também continua a coreana SAMSUNG, vendas de US$4,13 bilhões no período.
     No 3º estréia a japonesa RENESAS (associação em semicondutores da HITACHI com a MITSUBISHI), vendas de US$4,09.
     O 4º lugar continua com a norte-americana TEXAS INSTRUMENTS, faturamento semestral de US$3,794 bilhões.
     O 5º lugar ainda é da japonesa TOSHIBA, vendas de US$3,66 bilhões.
     Em 6º lugar continua a italiana ST, vendas de US$3,321.
     A alemã INFINEON subiu 7 posições e agora está em 7º lugar, com US$3.261. 
     A japonesa NEC caiu 8 posições e ficou em 8º lugar, vendas de US$3,039. 
     A holandesa PHILIPS e a taiwanesa TSMC disputam quase empatadas os 9º e 10º lugares, com vendas de US$2,573 e US$2,566, respectivamente. 

sobe

  *AMÉRICA MOVIL entra no Brasil como CLARO

     A telecom mexicana AMÉRICA MOVIL está entrando com força no mercado brasileiro de telefonia celular. Ela formou a holding TELECOM AMÉRICAS, que controla as operadoras ATL, Americel, Claro, BCP Nordeste e Tess. A holding adotará o nome comercial CLARO.
     Além destas operadoras ela deverá entrar na área metropolitana de São Paulo e nos estados de Santa Catarina, Paraná, Bahia e Sergipe. O objetivo é expandir a atual participação de 16% do mercado brasileiro de telefonia celular, no total de 6,7 milhões de assinantes, para 33%. 
     No estado do Rio de Janeiro a ATL tem 2,1 milhões de assinantes, representando 34,3% do mercado local. No interior de São Paulo a TESS tem 1,2 milhão de assinantes, 34,1% de participação. No Rio Grande do Sul são 1,2 milhão de assinantes, 33,7% do mercado. No Centro-Oeste a AMERICEL tem 1 milhão de assinantes, 26,9% de participação no mercado local. A TELECOM AMÉRICAS não descarta a compra da BCP, para acelerar sua expansão no mercado de São Paulo.
     A CLARO irá migrar da atual tecnologia TDMA para o GSM/GPRS e EDGE. Para tanto serão instaladas 4.000 novas antenas GSM até o final de 2003.

sobe

 *Elétrica-Eletrônica fatura R$60 bilhões este ano

     A ABINEE- Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica prevê para este setor um faturamento de R$60 bilhões em 2003. Isto representaria um aumento de 7% em relação ao ano passado.
     A Elétrica-Eletrônica nacional continuará deficitária no comércio exterior, embora melhorando de posição. As exportações devem crescer 9%, atingindo US$4,7 bilhões. A previsão para as importações é que caiam 3%, chegando a US$9,8 bilhões. Portanto, o déficit será US$5,1 bilhões.

sobe