edição-redação:
Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS
novembro/dezembro
2003
Eletronicaria
- Notícias
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Informática
*Novo
controle de temperatura do PC
*Athlon
64 traz 64 bits para desktops e portáteis
*ExpressCard,
a nova geração de PCCard
*PC
adotará esquemas de segurança
*Novo controle de
temperatura do PC
A recente versão Prescott do Pentium 4 consome 100
Watts,
indício claro da escalada de aquecimento dos micros PC. Ao mesmo tempo
a INTEL procura meios de reduzir o número de ventiladores dos micros,
talvez até mesmo eliminá-los totalmente.
Para controlar seu grau de aquecimento o PC usa o
esquema
SMBus ("systems management bus"): um sinal analógico é enviado
através de duas pistas longas do SMBus na placa de sistema, e entra num chip ASIC Heceta, o qual
detecta o nível de aquecimento do sistema.
Os técnicos consideram este esquema SMBus muito limitado e
querem substituí-lo por outro mais eficiente. De preferência, que controle
também outros sensores. Um grupo procura desenvolver um padrão para
este novo sistema.
A NATIONAL saiu na frente e já está fabricando chips com
um
novo sistema de controle de sensores do PC, denominado SensorPath.
É usada uma só pista na placa de sistema, à qual se pode acoplar até 7 sensores de temperatura, voltagem e
outros controles, que são detectados e processados digitalmente.
A NATIONAL já está fabricando chips SuperIO compatíveis
com
o sistema SensorPath.
sobe
*Athlon64 traz 64 bits para desktops e portáteis
A AMD está lançando o Athlon64, para desktops e
portáteis, versão 64 bits do processador Athlon. A AMD já estava oferecendo o
Opteron, versão 64 bits do Athlon para servers e workstations. O Athlon64
deverá concorrer com o Itanium da INTEL e o Power da IBM.
O Athlon64 é fabricado com tecnologia 130nm e SoI ("silicon-on-insulator"). Tem controlador de memória embutido
no chip. Na versão
premium AthlonFX tem ainda memória cache no módulo do processador
e interface de 128 bits para a memória DDR externa.
Com 64 bits o Athon64 poderá acessar mais de 4 Gigas de
memória, rompendo a barreira dos atuais PCs. Isto permitirá incrementar
sistemas de transmissão de vídeo e jogos. Sistemas com capacidade
inferior a 2 Gigas de memória aproveitarão muito pouco os poderosos
recursos de computação 64 bits do Athlon64.
sobe
*ExpressCard, a nova geração de PCCard
Está pronta a especificação inicial 1.0 para a nova geração de PCCard, denominada ExpressCard. Ela será usada em slots
de expansão
de notebooks - e segundo seus criadores também deverá ser adotada
em desktops, PDAs e até mesmo TV Digital. As empresas apoiando esta
iniciativa da INTEL são Microsoft, IBM, Dell, HP, SCM Microsystems e Texas
Instruments.
O ExpressCard substituirá a atual especificação
PCMCIA,
migrando do CardBus de 32bits/33MHz para versão serial PCI Express de
2,5 Gbits/seg ou USB 2.0 de 480 Mbits/seg. O SMBus de 100 Kbits/seg
continuará em uso.
O sistema host deverá suportar as três interconexões, PCI
Express,
USB e SMBus. Os fabricantes de placas poderão optar pela implementação
somente do PCI Express ou USB. Nos futuros chip sets o ExpressCard é ligado ao canal PCI Express
através de um conetor de 21 contactos, em
comparação com o conector de 68 contactos do atual CardBus.
O ExpressCard será encontrado em 2 tamanhos. O
ExpressCard/34
tem 34x75x5 mm, consumindo até 1,3W. O ExpressCard/54 mede 54x75x5
mm e consumo de até 2,1W. A versão ExpressCard/54 suporta CompactFlash, cartões
inteligentes e drives HD 1,8 polegadas.
sobe
*PC adotará esquemas de
segurança
Vários esquemas de segurança agitam o mundo dos micros PC.
Numa era de terrorismo, hackers, guerras e muita paranóia, é natural
que segurança de informação se torne item essencial.
Já atuando e presente em alguns computadores está o TPM
("trusted-platform module"), do grupo de trabalho TCG ("Trusted Computing Group"). O TCG criou um padrão de
segurança que está
sendo implementado através de um chip TPM 1.1. Versão mais atualizada
TPM 1.2, compatível com o futuro Windows LongHorn, será lançada
em breve.
Metade dos lap-tops da IBM já são equipados com um chip
TPM 1.1. Também a HP lançou um desktop com chip TPM 1.1, ainda
em fase de teste. A NOKIA apresentará no encontro da CTIA , no
final do ano, sua versão TPM para celulares.
Um dos problemas do TPM é ser um programa fixo, sem
possibilidade de atualização. Fatalmente os hackers descobrirão e
explorarão as falhas do sistema. Especialistas em segurança estão
propondo chips com processadores, de maneira que possa haver
atualização.
A INTEL tem planos mais ambiciosos. Está desenvolvendo
o projeto LeGrande de segurança para PCs. Isto envolverá redesenhar
chip sets e novas funções na placa de sistema, memória e teclado. Embora
o LeGrande deva estar pronto até 2004, ele deverá esperar o Windows LongHorn, quando então
todas as peças se juntarão. A INTEL também
implementará tecnologia TPM nos seus projetos.
O Windows LongHorn, da MICROSOFT, será a peça chave destes
esquemas de segurança. Ele estará disponível em 2005, e deverá
coordenar todo o hardware e software de segurança do PC.
sobe
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