edição-redação: Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS 
                       
       novembro/dezembro 2003
                    Eletronicaria - Notícias
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        Tecnologia

*Explosões solares interferem em eletrônicos
*INTEL e SAMSUNG no projeto 45nm do IMEC
*
Biologia, Medicina e Nanotecnologia


        
        
  *Explosões solares interferem em eletrônicos 

     O Sol está apresentando neste final de 2003 uma inusitada atividade. Explosões solares provocam nuvens de gás 10 vezes maiores que a terra. Em consequência fortes pulsos eletromagnéticos causam interferência principalmente em telefones celulares e transmissões de Televisão.
     Esta agitação é inesperada, já que o Sol saiu de sua fase mais ativa há apenas 3,5 anos. Cientistas acreditam que as atuais explosões sejam apenas o início de uma era de intensa agitação solar.

sobe

  *INTEL e SAMSUNG no projeto 45nm do IMEC

     INTEL e SAMSUNG confirmaram suas presenças no projeto de tecnologia 45nm para fabricação de semicondutores, desenvolvido pelo IMEC- Interuniversity Microelectronics Center. As duas empresas estão no 1º e 2º lugares, respectivamente, do ranking de fabricantes de chips. O IMEC é um centro europeu de pesquisas avançadas de Microeletrônica, sediado em Bruxelas- Bélgica. 
     INTEL e SAMSUNG participarão como membros de elite do grupo que já conta com PHILIPS, ST e INFINEON. A TEXAS INSTRUMENTS também participa parcialmente, e outras empresas são associadas secundárias. A presença de norte-americanos no projeto europeu deverá dar-lhe características mais internacionais, ao lado da SEMATECH. Os chineses estão interessados em participar, mas foram proibidos pelos governos dos EUA e da Comunidade Européia.
     O IMEC deverá construir novas instalações para wafer 300mm, orçadas em US$500 milhões, com o objetivo de produzir chips funcionais tecnologia 45nm ainda em 2005. Entre seus projetos está o desenvolvimento de chips CMOS de Germânio, litografia avançada, controle de limpeza e contaminação, engenharia source-drain, dielétricos de alto k e gates metálicos, dispositivos CMOS alternativos como FET multi-gate e SoI, e interconectos avançados.

sobe

  *Biologia, Medicina e Nanotecnologia

     Seres vivos são constituídos de microscópicos organismos - uma semelhança com a moderna Eletrônica e seus chips em dimensão de nano-metros. Natural que a fantástica tecnologia desenvolvida para construir chips agora se volte para a Biologia e Medicina.
     Chips de proteína é uma das novidades mais promissoras. São nanodispostivos fabricados com tecnologia de circuito integrado e com a função de detectar e identificar proteínas de interesse - por exemplo, proteína associada ao câncer da próstata ou ao HIV. A rapidez e precisão destes chips de proteína é dezenas de vezes melhor que dos métodos convencionais.
     Um dos métodos do chip de proteína é bastante semelhante ao FET (transistor de efeito de campo). Num substrato de Silício é feita a deposição de determinado tipo de proteína, que fica separada de dois pólos de ouro. A amostra (geralmente sangue) a ser pesquisada é colocada sobre o chip, e se tiver proteína semelhante àquela deposta no substrato fecha contacto elétrico entre os pólos e a deposição, provocando alterações na resistência, capacitância e indutância.
     Outra técnica consiste em depositar em uma lâmina de vidro microscópicas partículas de gel, cada uma delas funcionando como um tubo de teste. A amostra a ser pesquisada é passada sobre estas partículas de gel. Um sistema ótico, baseado em scanner e sensores CCD, faz a leitura e registro da reação entre o gel e as proteínas da amostra.
     A INTEL, número 1 no ranking da fabricação de chips, está jogando toda sua tecnologia num projeto conjunto com o Fred Hutchinson Cancer Research Center, em Seatle. Na fabricação de chips um raio laser é lançado sobre o wafer, estimulando a projeção de um padrão ótico. Um analisador Raman capta este espectro, comparando-o com um padrão esperado e detectando eventuais defeitos na estrutura do wafer. Os cientistas do FRED HUTCHINSON e da INTEL pretendem aplicar a mesma tecnologia na detecção de células cancerígenas no corpo humano. 

sobe