edição-redação: Maurício Caruzo Reis- LETRON LIVROS 
                       
       maio/junho 2004
                    Eletronicaria - Notícias
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        Tecnologia

*Oligotron- a Eletrônica de plástico
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Tecnologia de memória flash procura sucessora

        
        
  *Oligotron- a Eletrônica de plástico

      A pesquisa por material plástico condutor elétrico já está em fase avançada. O plástico é ideal para indústria: diluído num solvente é facilmente maleável, retirando o solvente (cura) endurece e adquire uma forma rígida desejada. Um circuito elétrico de plástico pode ser projetado, impresso num substrato (mesma tecnologia ink-jet ou laser de impressoras de computador), e a após a cura se comportar como uma placa de circuitos comum.

      Quase todos materiais de plástico condutor são baseados no composto químico Pedot. Mas o Pedot apresenta um grave problema: seu solvente é à base de água, que é corrosiva para este tipo de plástico condutor.

      A TDA, financiada pela National Science Foundation dos EUA, chegou a um resultado que contorna os problemas do solvente à base de água do Pedot e abre as portas para aplicações em larga escala da Eletrônica de plástico. É o Oligotron, material patenteado e que está sendo oferecido em versão Beta-teste para laboratórios e indústrias.

      Oligotron é um co-polímero multi-bloco altamente condutivo e solúvel. Duas moléculas não condutivas são acrescentadas ao núcleo condutivo do Pedot, nas extremidades de sua molécula. Com isto o Pedot alterado para Oligotron torna-se solúvel em solventes como carbonato propileno, acetona e nitrometano.

      O artifício resulta num bônus altamente desejável para a Eletrônica. Moléculas especializadas podem ser acrescentadas nas extremidades do Oligotron, para fins específicos de funções eletrônicas.

sobe

  *Tecnologia de memória flash procura sucessora

      Existe boa previsibilidade para o desenvolvimento de memória flash até processos de fabricação 65nm e 45nm. Isto  ocorrerá em 5 anos, próximo a ano 2010. Abaixo desta dimensão de 45nm, para garantir a crescente integração e redução de tamanho, a tecnologia se tornará inviável e precisará de uma sucessora, ainda não definida.

      STEFAN LAI, cientista da INTEL e um dos inventores da tecnologia ETOX de memória flash, apresentou visão bem diferente do que o mercado tem a respeito. Segundo ele a MRAM- RAM magnética tem pouca chance de suceder à memória flash, pois é baseada em transistores, que são difíceis de escalonamento, ao contrário de diodos. Também não vê muito futuro para memórias baseadas em materiais convencionais perovskite ferroelétricos.

      LAI, e a INTEL, estão apostando em memórias ferroelétricas de polímeros (plástico). A INTEL inclusive fechou contrato de pesquisa com a norueguesa OPTICOM e sua subsidiária THIN FILM ELECTRONICS.            

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