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       antena - conceitos de recepção

Qualquer que seja a tecnologia da antena, ela adotará alguns conceitos básicos, válidos para seu projeto e instalação. Estes conceitos são bastante teóricos, mas a aplicação é imediata e fundamental, como se verá nos próximos capítulos.

Citaremos, antes de tudo, o princípio da reciprocidade: uma antena funciona exatamente da mesma maneira como receptora ou como transmissora. Assim, as sofisticadas teorias desenvolvidas para a transmissão poderão nos ajudar a entender, projetar e instalar uma antena receptora.

Como já vimos no Capitulo 1 a antena receptora deve ter a mesma polarização da onda eletromagnética. As transmissões ondas médias AM têm polarização vertical. Televisão VHF e UHF é polarização horizontal. Mas para transmissões até 30 MHz a polarização não é importante, pois este tipo de onda é refletido na ionosfera, onde sofre refração e tem sua polarização completamente atrapalhada. Transmissões via satélite para antenas parabólicas usam alternância de polarização para separação de canais contíguos.

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  3-1   azimute

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  3-2  elevação

Azimute indica a direção horizontal esquerda/direita de propagação da onda (figura 3-1). Ao instalar a antena o item número 1 é colocá-la no azimute da transmissão. Elevação corresponde à inclinação vertical que o sinal é recebido (figura 3-2); AOA ("angle of arrival", ângulo de chegada) é o ângulo formado pela onda incidente e o nível da terra. Muitos tipos de antena (inclusive a parabólica) dependem de um ajuste perfeito ao ângulo de chegada. AZ-EL é a abreviatura para orientação conjugada de AZimute e ELevação.

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  3-3   variação do azimute por reflexão

Chamamos linha de visibilidade à linha tirada diretamente do transmissor para a antena receptora, como T1 na figura 3-3. Entretanto, reflexão e difração podem provocar variações no azimute de recepção, como T2 na figura 3- 3. Principalmente nas grandes cidades é mais provável obter- se um sinal refletido ou difratado que por visibilidade direta. Um caso especial é a antena parabólica, que só consegue captar o sinal por visibilidade direta.

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  3-4   variação da elevação

Quando a onda eletromagnética é recebida por reflexão na ionosfera (como no caso de ondas curtas) a elevação costuma variar, conforme essa camada da atmosfera sofre alterações (em questão de minutos) devido aos raios solares. A variação da ionosfera provoca mudança no percurso de reflexão, como T1 e T2 na figura 3-4, e nos respectivos AOA. Se a antena depender de estar perfeitamente orientada para o AOA ocorrerá então alteração na recepção do sinal.

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  3-5   transmissores com diferentes AOA

Outro problema de elevação é uma antena receptora direcionada azimutalmente para vários transmissores aproximadamente enfileirados (figura 3-5). Cada um deles terá seu sinal chegando à antena receptora com diferente AOA.

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  3-6   exemplos de direção de radiação  (a)  omnidirecional  (b)   direcional

Uma antena pode receber (ou transmitir sinais de todas as direções - e ela é dita omnidirecional (também conhecida por não direcional) - ou ainda somente de alguma direção especial - então é conhecida como direcional. Como exemplo temos a figura 3-6: a lâmpada é não direcional, irradiando em todas as direções; já uma lanterna é direcional, pois refletores internos encaminham toda a luz para uma direção especial.

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  3-7   ângulo sólido

Entretanto, em casos usuais a antena captará (ou transmitirá) mais em uma direção e menos em outras. Medindo a potência da radiação existente em um ângulo sólido (figura 3-7) obtemos a intensidade de radiação - U. Na direção onde é máxima a radiação temos Um. Tomando toda a superfície onde há radiação e tirando a média encontramos a intensidade média Uo.

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