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Basicamente a transmissão em Ku é semelhante à de Banda C. A principal diferença é a frequência, situando-se a Banda Ku de 10.95 GHz a 22 GHz. Também aqui encontramos uma faixa de 500 MHz de enlace ascendente e outra faixa, de mesma largura, como enlace descendente. Não há uma padronização como na Banda C e os valores efetivos dependem do satélite, mas é comum o enlace ascendente de 13,7 a 14,2 GHz e o enlace descendente de 11,7 a 12.2 GHz. O DBS ("direct broadcasting system", sistema de transmissão direta) é projetado para esta Banda Ku, e certamente será em futuro próximo o padrão de transmissão para TVRO. Neste sistema a potência irradiada EIRP do satélite é bem maior e a onda eletromagnética (microonda) mais centralizada no foco. Os dois fatores possibilitam o uso de TVROs bem menores, com diâmetros inferiores a 1/2 metro. Em DBS/Ku não há uma padronização de distribuição de canais, tal como o mapa de canais em Banda C. Usando a transmissão digital (e não FM como a Banda C) o DBS consegue número muito maior de transponders - cerca de 200 nos satélites atuais. É interessante notar que, devido às diferenças de faixas e técnicas de transmissão em Banda C e DBS/Ku, um mesmo satélite pode operar simultaneamente com os dois sistemas. Era o caso, por exemplo, do INTELSAT VI. É bastante provável que os futuros satélites brasileiros se enquadrem nesta categoria, aproveitando a base instalada em Banda C e acrescentando transmissões em Banda Ku para os novos serviços DBS. Outro detalhe de grande efeito prático (e que analisaremos melhor na seção sobre componentes) é que o DBS supõe uma antena TVRO fixa, portanto capaz de receber um só satélite. Isto torna seu projeto mais fácil, diminuindo seu diâmetro e facilitando a instalação. Entretanto, impede o rastreio e recepção de outros satélites.
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