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  1-10   injeção eletrônica mpfi

Um esquema básico de injeção eletrônica multiponto (M.P.F.I.) é visto na figura 1-10. Aqui para cada cilindro temos um injetor (na figura apresentamos um só injetor e cilindro, por simplicidade do desenho, mas de fato são 4 cilindros e 4 injetores), colocado após o afogador e logo antes da válvula de admissão.

O pedal do acelerador comanda o afogador, determinando a quantidade de ar disponível para mistura A/F no coletor de admissão. A ECU lê a posição do afogador através da voltagem no potenciômetro, e a quantidade de ar entrando no coletor, pela leitura do sensor de ar.

O combustível é sugado do tanque por uma bomba, passa por um filtro e chega ao distribuidor. Uma parte dele não é usada e volta ao tanque, através do regulador de pressão. Assim, há uma circulação contínua de combustível entre o tanque e o distribuidor, sob supervisão da ECU, que controla a bomba .

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  1-11   pulsos de mesma frequência e larguras diferentes
   (a)  pulso longo  (b)  pulso curto

O combustível no distribuidor é distribuído para os 4 injetores. A ECU comanda diretamente os injetores, fazendo-os expelir gotas com frequência constante (sem sincronização com a ignição). A quantidade de combustível injetada é dada pelo tamanho da gota, que depende do tempo em que o injetor fica acionado. Para injetar muito combustível a ECU emite um pulso de comando longo, resultando uma gota grande; para injetar pouco combustível o pulso de comando é curto, e a correspondente gota pequena. Note que embora os pulsos tenham duração (largura) diferentes, suas frequências são idênticas e constantes (figura 1-11).

A ECU controla a duração dos pulsos para os injetores conforme a leitura dos sensores (especialmente do potenciômetro do afogador e do sensor de ar) e o mapa de trabalho gravado em seu programa ("software"). A tendência atual é que este programa dê prioridade a economia de combustível e diminuição da emissão de gases queimados poluentes, mesmo que seja em detrimento da potência do motor (em vários países estão sendo elaboradas leis fixando normas muito rígidas para essa programação).

Um exemplo típico de injeção eletrônica MPFI é a LH-JETRONIC da BOSCH.

Até aqui apresentamos a injeção contínua, caracterizada por um fornecimento contínuo de combustível ao cilindro, variando apenas a quantidade fornecida. Injeção sequencial é o sistema que abastece o cilindro a cada ciclo, calibrando a mistura A/F e avançando ou retardando a injeção por controle individual de cilindro e ciclo.

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