VidLetr4.gif (4307 bytes)
*LETRON - material com reserva de direitos autorais - LETRON*

au3-10.jpg (13982 bytes)

  3-10   componentes do ABS - 4 canais

A figura 3-10 mostra um típico diagrama de blocos ABS de 4 canais - outras configurações teriam alteração apenas no número de entradas e saídas. Como obrigatório por segurança (e por Lei) o esquema é dividido em duas partes independentes, cada uma controlando duas rodas (DL/DR e TL/TR).

O sensor de velocidade (tipo Hall ou semelhante) é instalado em parte fixa do chassis, próximo da roda. Os elementos que excitam o sensor ficam na roda, girando solidários com ela e passando a alguns milímetros dele. Cada roda tem seu sensor de velocidade.

Os sinais dos sensores chegam aos circuitos de entrada, onde são amplificados a níveis elétricos suficientes. Este estágio também funciona como filtro, eliminando ruídos e interferências. Tendo em vista o ambiente de trabalho ABS - sujeito a fortes ruídos e interferências - o circuito de entrada é altamente sofisticado, com amplificadores operacionais (op-amps), acopladores ópticos, filtros de capacitores e indutores.

A unidade de controle é composta por dois microcontroladores trabalhando em paralelo - um para os sinais DL/DR e outro para sinais TL/TR. O microcontrolador é um CI contendo microprocessador e memória numa única pastilha. Uma parte da memória (ROM) tem a gravação permanente e não apagável do programa ("software") que o microcontrolador deve executar, incluindo tabelas de referência. Outra parte da memória (RAM) serve para ele guardar temporariamente resultados de testes e operações, como a velocidade do veículo naquele mo- mento, podendo ser apagada e regravada a qualquer instante.

A unidade de controle inclui ainda circuitos auxiliares, como relógio (clock) baseado em cristal para referência de tempo do microcontrolador, circuito de reset (reinício) e regulador de tensão.

Os sinais de saídas dos microcontroladores são digitais e de fraca potência. Para atuarem sobre as válvulas precisam antes serem transformados em sinais analógicos e com potência maior. A primeira dessas operações é feita pelo CONVERSOR D/A (digital para analógico), e a segunda pelo driver (transistor de potência).

O REGULADOR DE TENSÃO recebe a corrente elétrica da bateria e mantém na sua saída uma voltagem regulada, sem variações e independente de desgaste da bateria, com ela alimentando todo o circuito da ECU. Caso a tensão fornecida pela bateria fique abaixo do mínimo admissível o regulador aciona o relê de segurança, cortando o sistema ABS e deixando o automóvel funcionar somente com a frenagem convencional; ele ainda envia para o painel um aviso notificando ao motorista a falha.

Os microcontroladores têm gravado na memória um programa de auto-teste, capaz de detectar erros e defeitos dos circuitos ABS. Frequentemente (e sempre que o automóvel é ligado) eles executam esse auto-teste, testando conteúdo da memória, sensores e estágios de saída. Se encontrarem algum erro obrigam o regulador de tensão a realizar a mesma operação de falha na tensão, revertendo o sistema para frenagem convencional.

Detectando alguma falha pelo auto-teste a unidade de controle registra-a no painel do motorista. Erros e falhas, detectados durante auto-teste ou operações normais, são gravados na memória (por códigos) pela unidade de controle, servindo de referência para serviços de manutenção.

O leitor pode observar que o grande trunfo de um bom sistema ABS é seu software, com programação e dados perfeitamente adaptados à estrutura daquele modelo de automóvel e às suas condições de trabalho. Como exemplo temos o "ABS 3" da BOSCH.

borda.jpg (638 bytes)