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O batimento do motor é devido à pré-ignição. Com o pistão ainda voltando para a posição TDC ocorre precocemente a ignição, causando picos de alta pressão. A parece o risco de danos ao motor e muito ruído. A incidência deste batimento é mais acentuada a altas velocidades, pela maior dificuldade de sincronizar a ignição com o movimento do pistão, além da alta temperatura que facilita a ignição. Uma indicação do batimento do motor é a propagação de ondas de pressão na câmara de combustão do cilindro, na velocidade do som. Este fenômeno é facilmente detectado por um sensor acústico instalado junto à carcaça do motor. Cada motor tem sua estrutura básica característica, que determina a exata velocidade de propagação da pressão de batimento nas várias situações (velocidade, carga, temperatura, etc).
5-1 controle de batimento do motor O esquema do controle de batimento é visto na figura 5-1. O sensor acústico colado na carcaça do motor envia seu sinal para uma ECU, programada para analisá-lo. Havendo batimento a ECU retarda o ponto de ignição (baseando-se na posição TDC/BDC do motor indicada pelo sensor velocidade /posição) em vários ciclos do motor, até que ele desapareça. Este controle é mais eficiente com o sistema de injeção multiponto (MPFI), permitindo o retardamento da ignição no cilindro com batimento, enquanto os outros operam normalmente. O cilindro problemático pode ser distinguido dos outros pela posição TDC/BDC do motor no momento do batimento. Veja que esta função é facilmente integrada na ignição, fazendo parte do software de sua ECU. Tem desempenho melhor ainda na integração com a injeção e ignição, onde basta acrescentar o sensor acústico e melhorar o software. No ponto-morto a carga no motor é mínima, sendo desejável que ele funcione na menor velocidade possível (apenas para mantê-lo em funcionamento, pronto para novo arranque), economizando combustível e evitando poluir.
5-2 controlador de ponto-morto O controle do ponto-morto é feito em um desvio alternativo da passagem de ar no coletor de admissão (figura 5-2). O controlador recebe sinais de velocidade e temperatura do motor e posição do afogador. Se for caracterizada a condição de ponto morto o controlador aciona o atuador. O sistema possui um valor ideal preestabelecido para a velocidade de ponto-morto. Se o sinal velocidade do motor indicar que ela está acima do ideal o atuador diminui a abertura do desvio, deixando passar menos ar e diminuindo a velocidade do motor. Se ela estiver abaixo do ideal o atuador abre mais a passagem no desvio, deixando passar mais ar e aumentando a velocidade do motor. Alguns controladores atuam diretamente sobre o afogador, não havendo desvio de passagem de ar. O controlador de ponto-morto não pode ser dispositivo de resposta rápida aos sinais de entrada, pois seria confundido pelas situações de transição (por exemplo, passagem de uma marcha para outra). Como a condição de ponto morto é a mais comum no trânsito engarrafado de nossos dias, o projeto bem feito e calibrado desta função é fundamental. Geralmente é implementado como função integrada da injeção eletrônica. |
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