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As funções de comunicações costumam ser implementadas independentes, não integradas, geralmente como opcionais pós-fabricação. Sob esse título temos: rádio, CD, fita cassete, telefone móvel. As comunicações via satélite (tipo GPS europeu) já foram vistas no item "Computador de Viagem", e certamente serão mais encontradas e úteis em futuro próximo.

O auto-rádio depende de uma boa recepção pela antena, que pode ser instalada como telescópica (haste de tamanho variável, com tubos superiores encaixando nos inferiores), ou internamente contornando o pára-brisas. O tipo telescópico é omnidirecional, sua recepção é igual para qualquer direção - embora tenha um poder de captação menor do sinal evita que este varie de intensidade com alterações de direção. Já a antena de contorno do pára-brisas tem maior capacidade de recepção por ser direcional, mas sujeita o sinal a flutuações de intensidade por mudança de direção. Em alguns sistemas mais sofisticados são instaladas várias antenas - telescópica, no pára-brisas e nas janelas - e um circuito eletrônico (pode ser uma ECU ou o computador de viagem) analisa qual o melhor, chaveando-o para alimentar o amplificador.

As faixas de rádio vão de 535 KHz a 1605 KHz- AM ondas médias, 1605 KHz a 30 MHz - AM ondas curtas, 88 MHz a 108 MHz no FM. O AM depende da amplitude do sinal, por isso é mais sujeito a interferências. O FM não depende da amplitude do sinal (a partir de um mínimo), portanto menos susceptível a interferências, mas tem alcance menor. O rádio é uma fonte potencial de interferência com o sistema microprocessado do automóvel, e vice-versa. Existem no mercado vários circuitos de filtragem e eliminação deste tipo de interferência.

O áudio-cassete mantém indefinidamente sinais magnéticos (como pequenos ímãs) numa fita plástica, os quais são sensoreados e transformados em sinais elétricos para o amplificador de áudio. O CD- compact disc vem substituindo o áudio-cassete, com a mensagem gravada como furos numa pastilha de silício e sensoreada por raio laser. O CD tem leitura microprocessada (os sinais são gravados e lidos como bits 0 e 1), o que lhe dá maior qualidade de reprodução, mas aumenta a possibilidade de interferência com o sistema microprocessado do automóvel.

Rádio, fita cassete, CD, todos esses sistemas convertem seus sinais para a frequência de áudio de 0 Hz 20 KHz, compartilhando um único estágio de amplificação e sonorização. Para tanto usam alto-falantes especializados em faixas de frequências - o woofer ("uúfer") filtra e reproduz as frequências mais baixas (sons mais grossos) enquanto o tweeter ("tuíter") fica com as frequências mais altas (sons mais agudos). No áudio estéreo são feitas duas gravações diferentes, uma do lado esquerdo ("L- left") e outra do lado direito ("R- righ"); na reprodução estéreo elas são processadas e sonorizadas separadamente, resultando uma percepção de som espacialmente distribuído - mas os respectivos alto-falantes devem ser instalados com uma boa distância entre eles.

O telefone celular não faz parte propriamente da Eletrônica do automóvel, mas já é estereótipo o motorista com uma mão no volante e a outra no celular. De especial deve ser lembrado que o celular opera com frequências próximas a 1 gigaHertz (microondas), com razoável potência, também sujeito a interferências com o sistema eletrônico do veículo. As comunicações de telefonia celular são gerenciadas por bases fixas instaladas em regiões da cidade, comutando-se (automaticamente) as frequências de trabalho quando se passa de uma base regional para outra. Eventualmente ao passar de uma região para outra não há faixa de frequência disponível, ou a nova base está muito distante e sua transmissão é fraca, caindo a ligação. Num caso extremo a área por onde trafega o veículo é muito longe de qualquer base regional, não sendo possível estabelecer a comunicação por telefonia celular.

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