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  3-1 diagrama de blocos do CD player

O diagrama de blocos do CD player é visto na figura 3-1. O motor gira o disco a velocidade de 200 a 500 rpm, enquanto outro motor move o slide (também conhecido por sled) radialmente do centro para a borda do disco. No slide aloja-se o pick-up com o sistema ótico, que emite o laser e recebe seus raios refletidos, encaminhando-os para um sistema de fotodiodos, onde são convertidos em sinais elétricos.

Do pick-up os sinais elétricos são enviados para o pré-amplificador e daí distribuídos para o resto do sistema. Estes sinais são os bits cujas sequências formam o EFM (mais merging bits, que são descartados), contendo sincronismo, sub-códigos, dados (áudio) e paridade, tudo isso ainda com interleaving. Note que os bits são recebidos do pick-up em série, devendo ser convertidos em paralelo para serem processados.

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  3-2  erro de tracking

Da saída do pré-amplificador os sinais ajustam o servo de foco  e o servo de tracking para manterem o raio laser do pick-up perfeitamente focalizado no disco e seguindo corretamente o track que está sob leitura. O foco é conseguido movendo verticalmente a lente objetiva que focaliza o feixe do laser no disco (aproximando-a ou afastando-a da superfície inferior de leitura do disco) .0 ajuste de tracking é feito movendo ligeiramente o pick-up transversalmente em relação ao track (na mesma direção do movimento do slide, do centro do disco para a borda externa ou vice-versa, figura 3-2). Em alguns players o servo de tracking funciona também como um ajuste fino do motor do slide (com o pick-up fixo no slide).

O sinal do pré-amplificador é injetado também no  processador/demodulador EFM , demodulando-se o EFM e desfazendo o interleaving, com recuperação do frame na sua forma original. O sincronismo é separado e os dados de áudio (2 x 96 bits) enviados para armazenamento na RAM. O microprocessador lê os sub-códigos vindos do processador /demodulador, atualizando sua programação segundo eles.

O sincronismo extraído do EFM do disco controla a temporização do estágio controlador de sinc. Este emite o sinal WR ("write", escrita) para a RAM, fazendo-a gravar e armazenar os bits de dados de áudio em perfeita sincronia com a demodulação deles no processador/demodulador.

O estágio clock é um sincronismo de alta precisão, baseado em oscilador de cristal (XTAL), com uma frequência fixa de referência. Periodicamente ele emite o sinal RD ("read', leitura) para a RAM, levando-a a apresentar para o conversor D/A os bits de dados de áudio que serão convertidos no sinal analógico correspondendo ao som. Este esquema mantém um fluxo constante e periódico de bits para o conversor D/A, independente da velocidade do disco (que é variável).

O sincronismo extraído da gravação e representado pelo sinal WR é comparado com o sincronismo de leitura da reprodução e representado pelo sinal RD. Se houver diferença de frequência entre eles o comparador gera uma voltagem para o motor de giro do disco, alterando sua velocidade até que o sincronismo de gravação seja igual ao sincronismo de reprodução. Esta correção constante fará que a velocidade rotacional (rpm) do disco decresça enquanto o slide move-se do centro para a borda.

No conversor D/A cada grupo de 16 bits é convertido no sinal analógico de áudio equivalente e enviado para o correspondente canal estéreo R ou L, de onde sairá para o amplificador de áudio ou ear-phone.

O microprocessador é o cérebro do sistema e está direta ou indiretamente ligado a todos estágios. Em especial ele recebe os controles do painel (manipulados pelo usuário) e atualiza seu display, testa a existência ou não de disco a partir de uma tentativa de focalização do laser, altera a velocidade de tracking para busca de seleções, recebe do processador/demodulador EFM códigos de operação e segundo eles orienta o resto do sistema.

Com um aparelho sofisticado como o CD player sempre e necessário manter uma visão global, dividindo-o em setores. Geralmente o tratamento de defeitos e ajustes exige que o técnico intuitivamente localize o mau funcionamento primeiro por setor, para depois com ajustes e testes baixar ao nível de estágios e componentes.

  3-3  setores do player

A figura 3-3 apresenta uma abordagem por setores do player (compare-a com a figura 3-1, diagrama de blocos). A mecânica inclui os mecanismos de carga/descarga e rotação do disco, alem do slide (ou braço móvel). O sistema ótico compreende o laser, fotodetetores e pick-up, e sua função principal é a interface entre a mecânica/disco e os circuitos. O processamento do sinal contem todos estágios que decodificam o sinal recebido do sistema ótico e o distribui como áudio ou informações de controle. O microprocessador é um elemento aparte, controlando diretamente o painel e indiretamente os outros setores. O servo sistema abrange todos mecanismos que mantém a leitura do disco perfeitamente sincronizada com a reprodução, funcionando por feed-back do sinal já processado.

O esquema visto é implementado eletronicamente por uns 6 CIs, alem dos componentes discretos habituais (resistores, bobinas, capacitores e poucos transistores). Por exemplo, para o CD player D-40 da SONY temos os CIs:

-CXA 1271Q - amplificador RF (pré-amplificador)
-CXA 1272Q - amplificador servo
-CXD 113OQ - processador de sinal
-IC 3516 AML - RAM
-CXP 5086 - controlador de sistema
-CXD 116IM - conversor D/A
-M 51568F - amplificador de áudio
-PWM NPC 1715 - controlador de motor

Como se vê pelos próprios nomes, cada CI engloba aproximadamente todas as funções de um estágio. Em alguns modelos um único CI pode conter vários estágios.

Tendência crescente no CD player é a utilização de SMD ("surface mounted device", dispositivo em montagem de superfície), o que pode complicar serviços de assistência técnica. Temos ainda o emprego de CI "customer" -projetado e fabricado especialmente para aquele aparelho, equivalendo e substituindo vários CIs e componentes discretos.

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