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Apesar de todo seu refinamento o disco DVD com 4,7 Gbits permitiria
reproduzir apenas 20 minutos de filme (enquanto é preciso pelo menos 133
minutos). Isto levou à adoção de um poderoso sistema de compactação, o MPEG-2. Além desta compactação ele atinge velocidades de 1,2 Mbits/seg a 15
Mbits/seg, compatível não só com televisão convencional como também com
HDTV. Observe que o MPEG-2 processa imagens digitalmente.
Um detalhe importante do MPEG-2 é que a compacta mais
simples e sem muita movimentação terão baixa compactação. Assim o resultado
é variável, mas no geral fornece imagens de alta qualidade.

7-8
circuito de vídeo
O DSP se encarrega de digitalizar e separar a informação de vídeo
obtida no disco DVD, encaminhando-a como dados D0/D7 (1 byte) para o
decodificador MPEG (figura 7-8). Note que este byte é a informação ainda
compactada. Este recebe ainda os sinais do microcontrolador, referentes às
preferências do usuário, e de acordo com eles altera sua programação.
O resultado do decodificador MPEG é
bits referentes aos pixels da imagem, já sem compactação, que temporariamente
ficam armazenados na DRAM de 16 MBytes. Sincronizado pelo clock de 27 MHz o
decodificador MPEG vai retirando os bits da DRAM e enviando-os para o
codificador NTSC/PAL, ainda como byte D0/D7. Esta sincronização indica ainda
quando ele deve emitir os sinc V e sinc H para o codificador NTSC/PAL.
O codificador NTSC/PAL recebe os bits D0/D7, converte-os para o formato
analógico NTSC ou PAL, acrescentando os sincronismos sinc H e sinc V. Sua saída
será o sinal de vídeo analógico num dos formatos S-vídeo, RGB ou vídeo
composto, pronto para ser usado por televisão ou monitor de vídeo.
A proteção de cópia padronizada pelo DVD é o
CSS ("Content
Scrambling System", sistema de embaralhamento do conteúdo) para hardware,
o MACROVISION (da MATSUSHITA) para cópias analógicas, e o código de regiões
DVD. Além dessas várias outras tecnologias estão comercialmente disponíveis
e poderão aparecer como opcional no DVD player.
De fato todas estas proteções são fracas, evitando apenas cópias domésticas
feitas por amadores. Profissionais com equipamentos adequados encontram pouca
dificuldade para cancelá-las. Veja ainda que a eliminação das proteções é
perfeitamente legal (como as placas de liberação de regiões).

7-9
proteção de cópia
O circuito de proteção de cópia - autenticador - é implementado entre
o DSP e o decodificador MPEG (figura 7-9). Se os dados recebidos do DSP não
forem compatíveis com as chaves gravadas no autenticador o fluxo de sinais
seguirá embaralhado para o decodificador MPEG, tornando a reprodução imprestável.
O problema maior da cópia em DVD é que o sinal da saída do DSP até a
entrada no codificador NTSC/PAL é digital, permitindo clones absolutamente
perfeitos, inclusive a fabricação de matrizes para grandes tiragens. Cópias
analógicas da saída do codificador NTSC/PAL sofrem degradação de qualidade e
não servem para matrizes.
No sinal de vídeo, durante o retraço vertical (apagamento entre dois
quadros) não havia informação a ser processada. A linha horizontal 21 deste
apagamento era usada pelas emissoras de TV para sinais de controle da transmissão,
que atualmente não são mais necessários.
A legislação dos EUA tornou obrigatório o uso desta linha 21 para
emitir mensagens de interesse do consumidor, como orientação para surdos,
censura etária de filmes, etc. Para
tanto os receptores de TV devem incluir um circuito que decodifique a linha 21
do retraço vertical e a apresente na tela.
Este sistema é denominado close
caption e pode ocupar na tela 15 linhas de 33 caracteres cada, entre as linhas
horizontais 43 e 195.
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