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3-11 comutação do circuito por relê O fato que pólos magnéticos iguais (N com N, S com S) se repelem e pólos opostos (N com S) se atraem possibilita a aplicação do indutor como relê, dispositivo que atrai ou repele um ímã dependendo de haver ou não corrente elétrica atravessando-o; ao ser atraído ou repelido o ímã abre (ou fecha) contacto entre dois pontos do circuito (figura 3-11), desta forma comportando-se como uma chave comandada por sinais elétricos.
3-12 relês (a) normalmente aberto NA (b) normalmente fechado NF O relê é fabricado como um eletromagneto enrolado em material ferromagnético para ampliar o efeito, atuando sobre um ímã grudado numa fina plaquinha condutora e móvel que fecha contacto entre dois pontos do circuito. Aqui há duas possibilidades, segundo as quais se classifica o relê em NA ou NF. Se a plaquinha condutora é mantida normalmente afastada do contacto (figura 3-12a) e só fecha quando a passagem de corrente no relê cria um campo magnético que a atrai, dizemos que é NA (normalmente aberto). Se a plaquinha condutora é mantida normalmente junto ao contacto (figura 3-12b) e só abre quando a passagem de corrente no relê cria um campo magnético que a repele dizemos que é NF (normalmente fechado). Esta classificação também pode seguir a sigla em Inglês: NA= NO- "normaly opened" e NF = NC "normaly closed".
3-13 transformador (a) componente (b) símbolo Um dispositivo que aplica os princípios do eletromagnetismo é o transformador, também conhecido por trafo, apresentado na figura 3-13. O indutor L1 (enrolamento AB) é chamado primário e L2 (enrolamento CD) secundário. As barras verticais do símbolo indicam o material no qual a fiação é enrolada (ferrite ou outro material ferromagnético). Uma corrente circulando entre A e B (primário) provoca um campo magnético (regra da mão direita) que é transportado e ampliado pelo material ferromagnético (linha pontilhada) até o secundário. Variando este campo magnético (pela variação de tensão e corrente entre A e B) será gerada uma corrente (e uma tensão proporcional) entre C e D:
VL= i L2 Em outras palavras, a tensão no primário é transformada em campo magnético variável; este, conduzido até o secundário, é retransformado em tensão. Note que uma tensão fixa no primário não tem efeito no transformador, pois ela não provoca variação no campo magnético, necessária para o fenômeno de indução de corrente ( e voltagem). O valor da indução magnética no primário depende do número de espiras n1 e da tensão V1 aplicada. A tensão induzida V2 no secundário depende do numero de espiras n2 de L2. Estes quatro valores são relacionados pela fórmula: n1 = V1
3-15 esquema de auto transformador Um tipo muito usado de transformador é o auto-transformador (figura 3-15), com um tap como secundário. Assim, o primário é o enrolamento AB e o secundário o enrolamento CB, que pertence ao mesmo tempo ao primário. A fórmula n1/n2=V1/V2 continua valendo.
3-16 curva de ganho no
transformador ajustável (a) primário e Para transformadores operando em frequências altas a distância entre primário e secundário tem efeito na sua resposta à frequência do sinal de entrada. Com os dois indutores muito separados haverá resposta apenas para a frequência fc e as outras quase não são percebidas (figura 3-16a); aproximando-se os indutores alarga-se a banda de frequências que alcançam um máximo de resposta (figura 3-16b).
3-17 símbolo do transformador ajustável
3-18 fenda de ajuste do transformador Um transformador equipado com mecanismos de variação da distância entre
o primário e secundário é simbolizado como na figura 3-17 (na verdade varia-se a
posição da ferrite nos enrolamentos, o que tem efeito idêntico); note a seta no meio do
símbolo. Geralmente o controle Não há qualquer código especial de indutância (como as cores no resistor). Geralmente os indutores são conhecidos por função ("bobina de RF", "transformador de FI") e fabricados por especificação do número de espiras e tamanho do fio ("120 espiras/ fio 25"). |
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