VidLetr4.gif (4307 bytes)
*LETRON - material com reserva de direitos autorais - LETRON*

O aparelho telefônico convencional não dispõe de energia própria. A Central Telefônica possui uma bateria central BC, ligada por dois fios ao assinante, que fornece a ele a tensão necessária, cerca de 48 Volts dc.

  2-6   linha de assinante

Com o telefone no gancho uma dupla de chaves abre o circuito da Central para o aparelho, impedindo-o de receber a tensão (figura 2-6). Quando ele é retirado do gancho as chaves fecham contato e fornecem 48 Vdc da bateria central para os circuitos do telefone.

Este sistema de bateria central é altamente custoso e ineficiente. Entretanto, foi mantido porque nos primórdios da telefonia as baterias eram caras demais para serem instaladas individualmente em cada aparelho, sendo mais econômico uma bateria central alimentando toda a Rede.

  2-7   fiação T / R de Telefonia

Outra lembrança dos primeiros anos da Telefonia é a denominação T- TIP (ponta) e R - RING (anel) para o par de fios que liga a Central Telefônica ao assinante. É que antigamente a ligação era completada manualmente com um plug (figura 2-7) onde a ponta T e o anel R fechavam o contato.

  2-8   alimentação do telefone  (a)  bateria de linha  (b)  bateria central

Quando o assinante tira o telefone do gancho são fechados os contatos R e T, fornecendo tensão da bateria de linha para o aparelho. Isso ativa o relê de linha (figura 2-8a), que fecha contato na chave do pesquisador de linha e sinaliza ao equipamento da Central Telefônica que o assinante deseja se comunicar. A Central Telefônica então ativa o relê de corte (figura 2-8b), que comuta os terminais R/T para a bateria central. A bateria de linha perde os contatos e o relê de linha é desativado, abrindo a chave do pesquisador de linha.

  2-9   circuito de campainha

Para anunciar que há uma ligação para o assinante a Central Telefônica emite na fiação R/T da respectiva linha o sinal de 90 Volts ac, de 16 a 60 Hz (figura 2-9). Este sinal chega às bobinas de campainha do aparelho telefônico, ativando uma campainha mecânica ou eletrônica. Quando o assinante atende a chamada, tirando o aparelho do gancho, a Central Telefônica retira o sinal de chamada da linha. Note que o circuito da campainha fica antes das chaves de gancho, podendo ser ativado mesmo com as chaves S1/ S2 abertas. O sinal de chamada é ac (16 Hz a 60 Hz), conseguindo atravessar o capacitor C para ativação da campainha. Mas quando o telefone é retirado do gancho e as chaves S1/S2 fecham contato circula no circuito uma tensão dc (48 Volts dc), que é bloqueada no capacitor C, evitando atuar a campainha.

  2-10   comunicação pela fiação T / R

  2-11  transdução na ligação telefônica

Estabelecida a ligação entre os dois assinantes, por intermédio da Central Telefônica, a mensagem será transmitida por alterações na tensão 48 Vdc de R/T (figura 2-10). A voz no microfone do aparelho telefônico transmissor altera o sinal elétrico R/T. Este é recebido nos circuitos do telefone receptor e no seu alto-falante retransformado em ondas sonoras (figura 2-11). A transformação de sinais elétricos em sons e vice-versa é chamada transdução.

No telefone convencional a transdução é direta - frequência e volume do som são convertidos em oscilações elétricas (de R/T) com mesma frequência e amplitude proporcional. No telefone digital o aparelho também faz esta transdução, somente no Centro de Comutação que o sinal analógico é convertido em pulsos digitais FSK ou PSK; a Central Telefônica decodifica esses pulsos e envia o resultado para o aparelho telefônico receptor. 1

Note que para instalar um aparelho telefônico digital é preciso que a respectiva Central Telefônica (mais precisa- mente, seu Centro de Comutação local) esteja aparelhada adequadamente para processar o sinal, o que nem sempre é verdadeiro. No caso ideal (que vai se concretizar no futuro) os próprios aparelhos telefônicos, transmissor e receptor, decodificariam o sinal digital.

borda.jpg (638 bytes)