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Até aqui apresentamos o telefone convencional, aproximadamente como foi inventado a mais de 100 anos. Por incrível que pareça um telefone deste funcionaria perfeitamente se conectado a nossa moderna Rede Pública de Telefonia - e na verdade existe uma grande quantidade deles em atividade. Observe que todos os circuitos apresentados até aqui usam apenas componentes passivos (única exceção o transistor da figura 4-6), sem qualquer tipo de amplificação. O aparelho usa a tensão da Rede Pública sem antes tratá-la. Uma tensão razoavelmente alta (+48 Vdc) é necessária, já que não existem circuitos amplificadores. Certamente que a revolução eletrônica chegou ao Telefone, substituindo antigos esquemas elétricos por modernos circuitos eletrônicos, com emprego intensivo de componentes ativos - transistores, amplificadores, etc. Com isto apareceram novas facilidades, como rediscagem, discagem rápida, e melhoria na qualidade da comunicação. Mas - que seja novamente lembrado - qualquer inovação tem que ser compatível com o sistema convencional. Assim, na prática o que temos é a substituição de blocos ( estágios) convencionais por modernos circuitos eletrônicos, mantendo os mesmos padrões de entradas e saídas.
6-1 diagrama de blocos de telefone eletrônico O diagrama de blocos do telefone eletrônico é visto na figura 6-1 (compare-o com telefone convencional, figura 3-1). Notamos imediatamente o regulador de tensão, inexistente no convencional e agora necessário para o funcionamento dos componentes ativos, principalmente CIs. O circuito de voz abrange todos estágios de interface para os transdutores (microfone e alto-falante). O teclado (ou "KEYPAD") substitui o disco do dialer, com o circuito de discagem decodificando a pressão de teclas e emitindo os sinais correspondentes. Uma chave permite ao circuito de discagem trabalhar tanto com DTMF quanto com pulsos. A antiga campainha de martelo batendo em sinos é substituída por um elemento piezo-elétrico, que entre outras coisas pode ter o tom pré-programado. |
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