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2-1 esquema de transmissão de televisão No esquema de transmissão de televisão (figura 2-1) temos a estação emissora que codifica em sinais elétricos as informações da cena, transmitindo-os no ar como ondas eletromagnéticas que são recebidas na antena do receptor, transformadas em sinais elétricos e decodificados, controlando o feixe eletrônico do CRT que reproduz na tela as informações da cena. O som também é captado - por microfone - e codificado na emissora, sendo reproduzido por alto-falante instalado junto ao CRT. A luz da cena é transformada pela câmera em níveis de voltagem (ou de corrente elétrica). Por exemplo, um ponto claro resulta em pouca voltagem na saída da câmera e um ponto escuro em voltagem maior. O mesmo acontece com o som, transformando-se no microfone as ondas sonoras em níveis de voltagem. Ao sinal elétrico da imagem e do som da câmera são acrescentados vários outros sinais elétricos de sincronização, resultando o sinal composto de vídeo que é acoplado à antena transmissora. Todo sinal elétrico provoca o aparecimento de um sinal magnético, e vice-versa. O sinal elétrico acoplado à antena origina um sinal magnético, este novamente leva à criação de um sinal elétrico, repetindo-se o ciclo indefinidamente. A sequência sinal elétrico x magnético se propaga no espaço (inclusive no vácuo) à velocidade da luz, caracterizando o que chamamos ondas eletromagnéticas. A antena do receptor de TV recebe as ondas eletromagnéticas e as converte em sinais elétricos (de aproximadamente 1 miliVolt), encaminhando-os como sinal de vídeo composto para os circuitos do aparelho. Aqui ele é decomposto, acoplando-se os sinais de sincronismos às bobinas do yoke de deflexão, o sinal de vídeo à grade de controle do CRT e o sinal de áudio ao alto-falante.
2-2 sincronização cena x imagem Os circuitos internos da câmera varrem a cena exatamente como o feixe eletrônico do CRT faz com a tela (semelhante à leitura de uma página). Quando o operador focaliza uma cena a câmera recebe a luz do ponto no canto superior esquerdo (figura 2-2a) e a converte em sinal elétrico; a seguir - e automaticamente, sem interferência do operador - a câmera passa para o próximo ponto à direita (como se fosse a segunda letra de uma linha de leitura). Todos os pontos da linha são captados e convertidos em sinais elétricos. Terminada essa linha a câmera passa para a segunda, logo abaixo da primeira, continuando até varrer toda a cena de alto a baixo. É óbvio que a cena não é constituída de pontos e linhas, mas contínua. A captação pela câmera de pontos e linhas é feita apenas para permitir a varredura automática. No receptor de TV a informação será reproduzida como pontos e linhas que vão sendo iluminados sucessivamente pela varredura do feixe eletrônico. Entretanto, a velocidade do feixe é tal que o telespectador tem a impressão de estar vendo todos os pontos e linhas de uma só vez, obtendo a ilusão ótica de uma imagem na tela. Se a velocidade do feixe eletrônico fosse muito menor o telespectador veria na tela pontos sendo iluminados da esquerda para a direita e de cima para baixo, cada um com intensidade diferente. |
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