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O sinal de vídeo a ser transmitido, inclusive sincronismos, está compreendido entre zero e 5 MHz. 60 Hz é a frequência do sinc V, 15750 Hz o sinc H, e o sinal de vídeo propriamente dito - contendo a informação ótica da cena - chega até 4 MHz. A emissora precisa converter todas essas frequências para a faixa (canal) em que está autorizada a transmitir.

  2-12  modulação AM do sinal de vídeo  (a)  sinal de vídeo
   (b)  portadora de imagem  (c)  sinal de vídeo modulado

A emissora faz a conversão pelo processo AM ("amplitude modulation", modulação de amplitude). Uma portadora (figura 2-12b) tem sua amplitude variada de acordo com o sinal de vídeo (figura 2-12a). O resultado é um novo sinal - sinal modulado de vídeo (figura 2-12c) - com a mesma frequência da portadora, mas cujos picos de amplitude - envelope - reproduzem o sinal de vídeo não modulado. Em outras palavras, os picos de amplitude da portadora são "esticados" ou "contraídos" para formarem um contorno semelhante ao sinal de vídeo não modulado. Este sistema de modulação é facilmente obtido na emissora misturando-se os sinais elétricos da câmera com a saída de um circuito oscilador. No receptor a frequência portadora é eliminada, ficando apenas seu envelope contendo as informações da cena e os sincronismos.

A portadora tem frequência dentro da faixa reservada ao canal - mais precisamente 1,25 MHz acima do início da faixa. Por exemplo, para o canal 3 de 60 MHz a portadora de vídeo é [60+1,25= 61,25 MHz]; no canal 12 de 204 MHz a 210 MHz a portadora de vídeo é [204+1,25= 205,25 MHz]. Veja que enquanto a portadora de vídeo é um sinal VHF entre 60 MHz e 216 MHz, o seu envelope contendo ainformação e sincronismos continua a ser RF (rádio-frequência), entre zero e 5 MHz.

Na verdade o sinal modulador (vídeo e sincronismos) altera a frequência da portadora, fazendo-a desviar para mais e para menos de seu valor constante. Assim, um sinal modulador de 1 MHz desvia a portadora de vídeo do canal 3 para [61,25+1= 62,25 MHz] e [61,25-1= 60,25 MHz]. Um sinal modulador de 0,5 MHz desvia a portadora do canal 12 para [205,25+0,5= 205,75 MHz] e [205,25-0,5= 204,75 MHz].

Como a cena fornece informações contidas entre zero e 4 MHz do sinal modulador de vídeo, na transmissão formam-se dois grupos de sinais:

*banda lateral superior: frequência portadora de vídeo mais
   frequências de sinais moduladores entre zero e 4 MHz.
*
banda lateral inferior: frequência portadora de vídeo menos
   frequências de sinais moduladores entre zero e 4 MHz.  

  2-13  transmissão VSB

A informação (vídeo e sincronismos) está presente e completa em qualquer uma dessas bandas. Transmitir ambas seria redundante e apenas desperdiçaria faixas de frequência - por exemplo, uma informação de 4 MHz no canal 3 geraria uma modulação [61,25-4= 57,25 MHz] e [61,25+4= 65,25 MHz], ocupando a faixa de 8 MHz de 57,25 MHz a 65,25 MHz. Emprega-se então o processo VSB ("vestigial side band", vestígio de banda lateral) que transmite a banda lateral superior completa e apenas 0,75 MHz da banda lateral inferior (figura 2-13). Na prática são circuitos que filtram a banda lateral inferior, mas não conseguem eliminá-la totalmente, resultando a transmissão do vestígio de 0,75 MHz.

  2-14  transmissão VSB do canal 3

A figura 2-14 ilustra a aplicação da transmissão VSB para o canal 3. Ele começa em 60 MHz e termina em 66 MHz, com a portadora de vídeo P em 61,25 MHz. Informações contidas no sinal de vídeo até 4 MHz modulam a portadora de vídeo e formam uma banda de 61,25 MHz até 65,25 MHz. Informações que resultem em sinal acima de 4 MHz são filtradas e não transmitidas. A modulação provocaria ainda outra banda de 57,25 MHz até 61,25 MHz, mas a transmissão filtra e elimina frequências entre 57,25 MHz e 60,5 MHz, restando o vestígio de 60,5 MHz até 61,25 MHz.

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