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5-7 circuito de deflexão vertical Um circuito de deflexão vertical é visto na figura 5- 7, com os estágios oscilador e amplificador de saída. Além dos controles VERTICAL e LINEARIDADE temos também ALTURA, que determina a altura da tela onde começa a deflexão vertical. Note a presença do transformador de saída vertical, acoplando o sinal dente-de-serra à bobina, no yoke.
5-8 sinal dente-de-serra Sem o sinc V e com Q1 em corte o capacitor CS se carrega através de R1, originando no ponto P a parte do traço do dente-de-serra (de "a" para "b" na figura 5-8). Enquanto isso o capacitor C1 se carrega através de R2 e do potenciômetro VERTICAL até que sua voltagem seja suficiente para ativar Q1 (tensão positiva na base de NPN), fazendo toda carga de Cs descarregar-se rapidamente (de "b" para "c" na figura 5-8) do coletor para o emissor (aterrado) deste transistor. A rápida descarga de Cs atravessando L1 é induzida em L2 e descarrega C1, recomeçando novo carregamento correspondendo a outro pulso no dente-de-serra. O tempo de carga de C1 é encontrado na multiplicação da resistência (R2 + parte ativa do potenciômetro VERTICAL) pela própria capacitância de Cl. Portanto, pela variação do potenciômetro VERTICAL se obtém o tempo ideal para o carregamento de Cl resultar num dente-de-serra de 60 Hz no ponto P. O sinc V, do sinal de vídeo e recebido do integrador vertical, atravessa L3 e é induzido em L2, provocando a descarga de C1 e iniciando novo pulso no dente-de-serra. Sempre que o oscilador desvia-se da frequência e fase corretas o sinc V o força a entrar novamente em sincronismo. O sinal dente-de-serra é ligado à base de Q2- DRIVE para uma amplificação inicial. Além disso Q2 serve como buffer entre o oscilador e o amplificador de saída. Quanto maior a amplitude do sinal dente-de-serra maior será o desvio vertical do feixe eletrônico, pois irá injetar mais corrente elétrica na bobina do yoke e gerar campo magnético defletor mais intenso. O potenciômetro ALTURA no coletor do drive determina esta amplitude e em consequência controla a altura do raster na tela. O amplificador de saída
vertical é um transistor de potência (a linha pontilhada ao seu redor indica o
dissipador de calor) que eleva a corrente do sinal dente-de-serra aos níveis necessários
para criar o
5-9 linearidade (a,b) incorreta (c) correta O ponto de trabalho do transistor Q3 - simplificadamente os seus níveis de tensão na base, emissor e coletor - determina a forma do sinal amplificado no coletor. Para a deflexão é importante que o ponto de trabalho do amplificador de saída vertical seja escolhido de maneira que o sinal dente-de-serra na saída seja linear (composto de retas). Curvas significariam que o feixe eletrônico demora-se mais numa altura da tela que nas outras (figura 5-9), achatando ou esticando verticalmente a imagem. O potenciômetro de LINEARIDADE seleciona o ponto de trabalho do transistor tal que resulte um dente-de-serra linear na sua saída, distribuindo adequadamente a imagem na tela.
5-10 sinal de vídeo e sinal de deflexão vertical A figura 5-10 apresenta a comparação entre sinal de vídeo e sinal dente-de-serra de deflexão vertical, este último aparecendo na saída do amplificador vertical. Veja que a ascensão do sinal de deflexão, mais lenta, corresponde à varredura de um campo de 262,5 linhas horizontais. Durante o apagamento, no qual o amplificador de vídeo corta o feixe eletrônico, o rápido retraço o repõe na margem superior da tela para começar varredura de novo campo. Enquanto o feixe está apagado no retraço o receptor detecta e processa o sinc V. No traço não há sincronismo, com a intensidade do feixe eletrônico sendo controlada para reproduzir as informações da cena. |
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