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5-15 circuito de deflexão horizontal O oscilador horizontal pode ser qualquer tipo de VCO ("voltage controled oscillator", oscilador controlado por voltagem), como o que é visto na figura 5-15. Ele é projetado para oscilar perto dos 15 750 Hz, com um ajuste fino através do ferrite na bobina HORIZONTAL acessível ao usuário (geralmente na traseira do receptor). A tensão dc do AFC altera seu ponto de trabalho, sincronizando sua fase e frequência com o sinal de vídeo. A saída do oscilador são pulsos quadrados de 15 750 Hz, já sincronizados. O driver amplifica estes pulsos para o transformador horizontal, servindo ainda de buffer para evitar interferência de feed-back no oscilador. Por sua vez o secundário do transformador reproduz os mesmos pulsos para o amplificador horizontal, ajustando ainda a impedância para a potência exigida no restante do circuito.
5-16
formação da corrente de deflexão horizontal (a) transformador A fase negativa dos pulsos do transformador (figura 5-16a) faz o amplificador conduzir, e a fase positiva o corta, criando um sinal dente-de-serra incompleto, sem os picos negativos (figura 5-16b). A parte de ascensão deste sinal corresponde ao traço (feixe eletrônico varrendo a linha) e sua descida ao retraço (feixe reposto na margem esquerda da tela).
5-17 sinal do flyback não amortecido pelo damper O início do traço corresponderia aos picos negativos faltando no sinal do amplificador. Quando este é cortado rapidamente no retraço o transformador flyback entra em oscilação na sua frequência de ressonância (perto de 70 KHz), que se estenderiam até o começo do traço (figura 5-17). Entretanto, o damper que estava em corte durante o traço recebe tensão negativa no catodo, tensão esta induzida no primário do flyback pelo corte da corrente no retraço. Ele passa a conduzir no sentido oposto àquele anterior do amplificador - portanto negativa (figura 5- 16c). A corrente do damper é assim ascendente no início do traço e nula no restante, completando exatamente os picos negativos que faltavam no sinal do amplificador (figura 5-16d). Note que a corrente dente-de-serra que deflete horizontalmente o feixe é gerada inicialmente no damper - varredura da primeira metade esquerda da tela - e em seguida no amplificador - varredura da segunda meta de direita da tela. O sinal dente-de-serra aplicado ao primário do flyback é reproduzido no secundário, de onde se tira a corrente que, injetada na bobina horizontal do yoke, produz o campo magnético que desvia horizontalmente o feixe eletrônico. Em alguns receptores a corrente de deflexão é extraída do amplificador horizontal e damper, sem passar antes pelo flyback. O sinal dente-de-serra acoplado ao flyback tem uma queda muito rápida no retraço que induz uma alta voltagem no primário, a qual é elevada ainda mais no secundário, pelo maior número de espiras (até 15 KVolts). Um diodo retificador de alta potência retifica esta tensão denominada M.A.T. (muito alta tensão) em português e HV ("high voltage") nos esquemas americanos - e enviada para o anodo do CRT, onde terá como unção atrair para a tela o feixe eletrônico. Note na figura 5-15 que devido à alta potência envolvida o flyback dispõe de um fusível protetor. |
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