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Os defeitos nos estágios de deflexão podem ser classificados em três grupos - falta de sincronismos, deflexão irregular e falta de MAT. Estes defeitos ocorrem bastante devido às altas potências (que desgastam os componentes) e à precisão requerida para um bom desempenho. A falta de MAT provoca o escurecimento total da tela (sem imagem e sem raster), por não haver tensão positiva no anodo do CRT para atrair o feixe eletrônico. A causa do defeito pode ser no flyback ou retificador, mas também acontece quando não há oscilação horizontal - do oscilador até o amplificador - alimentando o primário do flyback. A deflexão irregular é percebida como altura ou largura do raster diminuídas, com barras negras nas margens. Trata-se de insuficiência de corrente nas bobinas no yoke, que não produzem campo magnético com força para desviar o feixe até as margens da tela; nas faixas que ele não varre a tela fica escura. Altura pequena do raster, com faixas escuras em cima ou embaixo, é insuficiência de deflexão vertical. Largura pequena, com faixas escuras nas laterais, é insuficiência de deflexão horizontal. A causa pode ser tanto nasbobinas do yoke (principalmente espiras em curto) quanto na amplificação. Os circuitos de deflexão usam B+ na amplificação; se esta tensão for menor que a normal (por problemas de regulagem na fonte ou fornecimento da rede) acontecerá insuficiência vertical e horizontal do raster. Defeitos na varredura da primeira metade esquerda da tela são provocados pelo damper, responsável pela varredura horizontal daquela região. Deve ainda ser lembrado que o yoke é móvel em torno do canhão. Se estiver fora de posição resulta em direção errada do campo magnético, inclinando a imagem (uma linha vertical na tela seria vista como reta inclinada para a esquerda ou direita). Achatamento ou esticamento da metade superior ou inferior da tela é provocado por má linearidade, o que pode ser ajustado pelo controle LINEARIDADE. Geralmente uma alteração desta exige outro ajuste no controle ALTURA, manipulando-se os dois para linearidade e altura corretas. Em alguns receptores há ainda o controle LARGURA, para ajuste de largura da deflexão horizontal. A falta de sincronismo tem como consequência reproduzir a imagem em regiões erradas da tela. Entre as causas temos: sinal muito fraco no separador de sinc, por má recepção ou amplificação, dificultando a separação dos sincronismos; osciladores defeituosos não sendo forçados a operar nas frequências e fases corretas pelos sincronismos; interferências gatilhando os circuitos como se fossem sinais de sinc. Falhas no sincronismo vertical fazem a imagem rolar para cima ou para baixo na tela. Sintoma idêntico deveria ser sentido na falha do sincronismo horizontal, com a imagem girando da esquerda para a direita ou vice-versa; entretanto a rápida correção do AFC evita o movimento, apenas aparecendo a imagem distorcida diagonalmente. Lembre-se que há dois controles, VERTICAL e HORIZONTAL, que ajustam os sincronismos, mas se os osciladores estiverem defeituosos eles não conseguirão a sincronização.
5-18 imagem rolando para baixo na tela Veja na figura 5-18 o que acontece quando o sinc V no sinal de vídeo está avançado em relação à corrente de deflexão vertical (falta de sincronismo vertical). Imaginemos como cena um ponto escuro (no sinal de vídeo um pulso positivo) que deveria
ser reproduzido no fim da tela, na sua parte inferior (portanto, o pulso pouco antes do
apagamento no sinal de vídeo). Compare o sincronismo correto dado na figura 5-10 com a
falta de sincronização da figura 5-18. Em "a" o retraço não cai totalmente
no apagamento,que apaga o feixe num pedaço do início do traço, criando uma faixa escura
na borda superior da tela; o ponto preto que deveria estar quase no fim da tela é
reproduzido mais embaixo, pois o pulso no sinal de vídeo encontra o feixe já próximo do
retraço. Em "b" o retraço cai completamente fora do apagamento, e o feixe é
apagado depois que já percorreu as primeiras linhas na parte superior da tela, criando
uma faixa escura abaixo da que vimos em "a"; o pulso do sinal de vídeo
correspondendo ao ponto negro encontra o feixe eletrônico logo depois do retraço,
reproduzindo-o na borda superior da tela. Em "c" o apagamento e o pulso são
dados com o feixe no meio da tela, reproduzindo faixa escura e ponto negro mais abaixo
ainda que em "b". O processo prossegue, com a faixa escura e o ponto negro sendo
reproduzidos cada vez mais abaixo que no campo anterior, até que se chegue ao fim da tela
e o ciclo se reinicie como em "a" para "b". O
5-19 imagem rolando para cima na tela A figura 5-19 ilustra a falta de sincronismo vertical com o sinc V no sinal de vídeo atrasado em relação à corrente de deflexão. Agora o ponto negro e a faixa escura são reproduzidos cada vez mais acima, fazendo a imagem rolar para cima. Se o potenciômetro VERTICAL ou HORIZONTAL consegue manter a magem estável temporariamente é indicação que o respectivo oscilador funciona normalmente e a falha estará na falta de sincronismo sinc. Mas se os potenciômetros não conseguem estabilizar temporariamente a imagem, que continua a rolar ou partida diagonalmente, indiferente aos ajustes dos controles VERTICAL e HORIZONTAL, trata-se de defeito no próprio oscilador (vertical ou horizontal) . |
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