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6-3 circuito F.I. O circuito FI é ilustrado na figura 6-3, contendo três estágios (1º- FI, 2º- FI, 3º- FI). Do mixer (no sintonizador) é recebido tanto o sinal com a faixa de frequência intermediária - de 41 MHz a 47 MHz - quanto a faixa original do canal sintonizado (por exemplo, se a sintonização for canal 3 aparecerá a faixa de 60 MHz a 66 MHz). Esta última é bloqueada nos filtros, bem como eventuais interferências, e somente a faixa 41 MHz a 47 MHz é selecionada e amplificada para a entrada do detector de vídeo.
6-4 ressonância do filtro F.I. Os filtros são constituídos pelas bobinas T1, T2, T3, T4 e os capacitores ligados aos respectivos primários e secundários. Cada circuito LC (L de indutor, C de capacitor) é ressonante na faixa da frequência intermediária, para o qual dá o maior ganho como apresentado na curva da figura 6-2, enquanto outras frequências não têm ganho algum e são bloqueadas. O LC do primário é projetado para a frequência de ressonância a 42,5 MHz e o LC do secundário em 45,5 MHz (figura 6-4). O resultado final na saída do secundário para a base do transistor é a curva de ganho do filtro, cujo formato (mais aguda ou menos) é ajustado pelo ferrite da bobina (representado pela seta entre primário e secundário), que determina o grau de acoplamento entre os dois LC ressonantes. Cada amplificador (Q1, Q2, Q3) é precedido e seguido de um filtro ressonante, de maneira a dar a máxima seletividade ao setor FI. O primeiro amplificador - Q1 - recebe na base a tensão dc gerada no AGC. Se o sinal estiver muito fraco no setor de vídeo o AGC gera uma tensão dc positiva grande (em torno de +5 Volts) que aumenta a polarização em Q1 (tensão positiva na base de NPN), aumentando sua amplificação e o nível do sinal no setor de vídeo. Mas se o sinal estiver forte no setor de vídeo a tensão dc do AGC será pequena, não aumentando a polarização e amplificação de Q1. R1C1 formam um circuito de desacoplamento, evitando que o sinal FI interfira com o AGC - o sinal FI tem grande frequência e sofre pouca impedância em C1, sendo aterrado, enquanto a tensão dc do AGC sofre máxima impedância e não consegue atravessá-lo, ficando disponível para o transistor através de R1. Por batimento com o oscilador local a portadora de som do canal adjacente inferior produz o sinal de 47,25 MHz (41,25 MHz + 6 MHz) e a portadora de vídeo do canal adjacente superior o sinal 39,75 MHz (45,75 MHz - 6 MHz), que estão muito próximos da faixa FI (de 41 MHz a 47 MHz), interferindo facilmente.
6-5 traps no FI Para evitar essas interferências o setor FI é precedido de traps (armadilhas) de 47,25 MHz e 39,75 MHz (figura 6-5). Estes são filtros LC ressonantes na frequência que se quer eliminar. O LC série (como o trap 47,25 MHz) apresenta impedância mínima para sinais na sua frequência de ressonância, desviando-os para o terra. O LC paralelo (como o trap 39,75 MHz) tem impedância máxima para sinais na sua frequência de ressonância, impedindo-os de chegar ao FI. Os traps geralmente têm um ajuste fino da frequência de ressonância no ferrite da bobina. O sinal composto de vídeo atravessa o FI, de maneira que se este setor falhar o receptor ficará sem imagem, som e sincronismos; entretanto continuará a haver raster (tela iluminada pela deflexão do feixe). Se a falha for no FI o detector de vídeo não terá sinal e a tela permanecerá branca, sem chuviscos. Se o sinal de vídeo for cortado antes do FI este amplificará ruídos elétricos existentes na saída do mixer, alimentando o detector com eles, o que provocará chuviscos na tela. Desajustes na curva de ganho do FI (filtros mal sintonizados) provocam má resolução da imagem, com algumas faixas de frequência tendo menos amplificação que outras. |
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