|
7-2 circuito do amplificador de RF O seletor de canais encaixa no circuito o indutor La (figura 7-2) que toma LaC1 ressonante na faixa de frequências do canal sintonizado. O sinal deste canal não sofrerá resistência e chegará à base de Q1, sendo amplificado. Enquanto isso os sinais de outros canais não estão na frequência ressonante LaC1, sofrendo grande "resistência" e não conseguindo chegar à base de Q1. Note que cada canal VHF tem um indutor La no seletor, cujo valor de indutância foi projetado para levar LaC1 à ressonância na faixa de frequências daquele canal.
7-3 sintonizador com LC paralelo Alternativamente usa-se na sintonização um LC paralelo (figura 7-3), mas neste caso a impedância é calculada como : Z= (Xl x Xc) e na frequência de ressonância (com Xl=Xc) a impedância é máxima. No exemplo da figura 7-3 o sinal do canal sintonizado sofre máxima "resistência" em LaC1, desviando- se para a base de Q1 onde é amplificado; sinais de outros canais sofrem pouca "resistência" em LaC1 e são aterrados, não chegando à base de Q1. Ao mesmo tempo que La é encaixado na entrada o seletor encaixa ainda Lm1 e Lm2 na saída do amplificador de RF, tomando Lm1C2 e Lm2C3 ressonantes à faixa de frequências do canal sintonizado, o que dá maior seletividade na entrada do mixer para o sinal escolhido e já amplificado. A tensão dc gerada no AGC é aplicada na base do amplificador RF, aumentando ou diminuindo a amplificação de acordo com o nível do sinal no setor de vídeo, da mesma maneira como foi visto no FI.
7-4 circuito conversor O circuito conversor é ilustrado na figura 7-4. O mixer recebe na base o sinal do canal selecionado e amplificado no amplificador RF, com portadora de imagem (P) 1,25 MHz acima do início do canal e portadora de som (S) 4,5 MHz superior a esta (para o canal 3 de 60 a 66 MHz, teremos P em 61,25 MHz e S em 65,75 MHz). No seletor cada canal tem seu indutor Lo, que é projetado para completar o circuito de oscilador local, fazendo-o oscilar exatamente em 45,75 MHz acima da portadora de vídeo do respectivo canal (por exemplo, para o canal 3 com P=61,25 MHz o indutor Lo ao ser encaixado no oscilador local o faz oscilar em [61,25+45,75=107 MHz]). Este sinal gerado no oscilador local é acoplado na base do mixer, juntamente com a saída do amplificador RF. A tarefa do mixer é fazer o batimento entre o sinal do amplificador RF (de 6 MHz) com a saída do oscilador local (onda constante de uma só frequência). O resultado, aparecendo no seu coletor, será a diferença de frequência entre os dois sinais. Para o canal 3, de 60 MHz a 66 MHz, temos: *AMPLIFICADOR RF: 60 a 66 MHz, com P=61,25 MHz e Para o canal 13, de 210 MHz a 216 MHz: *AMPLIFICADOR RF: 210 a 216 MHz, com P=211,25 MHz e Qualquer que seja o canal sintonizado sempre resultará na saída do mixer a faixa (FI) de 41 MHz a 47 MHz, processo conhecido como super heteródino, com portadora de imagem P em 45,75 MHz e portadora de som S em 41,25 MHz. Note que as portadoras P e S têm suas posições invertidas, com P no fim do canal e S no início. Isto se deve ao fato que a frequência do oscilador local é superior a elas, com S no fim do canal estando mais próxima da frequência do oscilador local e P no início do canal ficando mais distante. Entretanto, a diferença de 4,5 MHz que existia entre P e S na transmissão continua na nova faixa (FI): [45,75-41,25= 4,5 MHz]. Na verdade a saída do mixer apresenta não só a diferença dos dois sinais, como vimos acima, mas também a soma deles e a onda constante do oscilador local. Esta é uma característica do batimento de sinais em semicondutores (e válvulas). Mas os filtros no setor FI eliminam estes sinais indesejáveis, deixando apenas a faixa FI de 41 MHz a 47 MHz. Veja que este sinal FI é a cópia fiel do sinal transmitido no canal, apenas com a faixa de frequências deslocada (convertida) para novo valor (FI). No processo descrito a frequência do oscilador local é crítica, devendo estar 45,75 MHz acima da portadora P. Na bobina o ferrite e variável, permitindo o ajuste manual da frequência de trabalho, geralmente acessível ao telespectador como sintonia fina ("fine tunning"). Para evitar interferências o sintonizador dispõe de traps que impedem certas frequências de chegar ao amplificador RF. Os traps podem ser circuitos ressonantes LC série, aterrando as interferências, ou LC paralelo bloqueando-as.
7-5 traps na sintonização A faixa 88 MHz a 108 MHz é usada para transmissão de rádio FM, ficando bem no meio da faixa de televisão (entre canal 6 - de 82 a 88 MHz - e canal 7 - de 174 a 180 MHz), constituindo uma fonte potencial de interferência. Por isso é colocado um trap FM, de 88 MHz a 108 MHz, antes do amplificador RF (figura 7-5). Da mesma forma qualquer sinal entre 41 MHz e 47 MHz que chegar ao amplifica dor RF será amplificado, aparecerá na saída do mixer e não será bloqueado no FI, pois os filtros deste setor são projetados para aceitar exatamente sinais nesta faixa. Assim, instala-se um trap FI de 41 MHz a 47 MHz antes do amplificador RF, eliminando estas interferências que eventualmente cheguem ao aparelho ou sejam irradiadas dentro dele mesmo, nos estágios FI. |
|