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O VCR (de 2 cabeçotes de vídeo) foi originalmente projetado para desempenho otimizado em reprodução padrão (SP), isto é, desejava-se que ele atingisse seu melhor ponto de operação durante a reprodução (PLAY) de um filme. Assim, todas as especificações (velocidade de bobinamento da fita, pulsos de sincroniza, posição dos cabeçotes, etc) foram calculadas para este objetivo. Em consequência, o desempenho do VCR caía muito em reprodução não-padrão, como EP, LP, PAUSA, CÂMARA LENTA: excesso de ruídos, interferências e falta de sincroniza. A competição comercial logo obrigou as empresas a explorar este ponto, arranjando o artifício de instalar mais dois cabeçotes de vídeo - portanto VCR de 4 cabeças (cabeçotes) - que facilitam a sincronização e melhoram o desempenho do aparelho nas operações de reprodução não-padrão. Note que os dois cabeçotes extras somente atuam nas funções de reprodução não-padrão: EP, LP, PAUSA, CÂMARA LENTA. Em gravação ou reprodução SP elas ficam desativadas e o VCR 4 cabeças funciona exatamente como um VCR 2 cabeças.
12-1 scanner com 4 cabeçotes de vídeo
12-2 posição dos 4 cabeçotes de vídeo O scanner com 4 cabeçotes de vídeo tem a mesma estrutura que estudamos para o VCR original (de 2 cabeçotes). Próximo ao cabeçote A é instalado o cabeçote A'; igualmente para B e B' (figura 12-1). A' e B' ficam em oposição de 180º, da mesma forma que A e B (figura 12-2). Os circuitos do aparelho comutam de A para A' e de B para B', mas a sincronização desta comutação não é fixa, depende da operação em andamento. Por exemplo, para EP e CÂMARA LENTA poderíamos ter as seguintes sequências: EP CÂMARA LENTA ativação pulso (Hz) ativação pulso (Hz) A
30
A
30 (sequência e valores meramente ilustrativos) Para uma análise mais detalhada deve ser consultado o manual do aparelho, onde deverá constar a sequência e sincronização para cada operação não-padrão.
12-3 reprodução em VCR 4 cabeçotes de vídeo |
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