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Na gravação ("record", REC) o sinal elétrico i processado nos circuitos é injetado no cabeçote, onde é convertido em sinal magnético B (figura 3-1a). A área do tape passando naquele momento sob o cabeçote magnetiza-se com polaridade (Norte-Sul, Sul-Norte) e intensidade correspondente ao sinal magnético. Esta magnetização é não volátil, isto é, ela permanece, mesmo depois de retirado o sinal magnetizador. Deste modo o tape pode ser guardado e em uma data posterior ainda conservará a magnetização correspondente à informação gravada.

  3-1   gravação magnética  (a)  gravação  (b)  reprodução

Na reprodução ("playback", PLAY) o tape é bobinado e quando sua área magnetizada (na gravação) passa sob o cabeçote provoca neste um sinal magnético B que é convertido em sinal elétrico i e processado nos circuitos (figura 3-1b).

Os circuitos elétricos e o sistema de controle do tape têm por função fazer uma magnetização de gravação tal que na reprodução o sinal magnético recrie na saída do cabeçote um sinal elétrico com as mesmas características da gravação.

  3-2   cabeçote

O cabeçote é constituído por um núcleo ferromagnético que não chega a completar um círculo fechado devido à existência de uma fenda microscópica - gap (figura 3-2). Um fio condutor é enrolado em torno do núcleo, formando um indutor cujo interior (centro de suas espiras) é atravessado pelo campo magnético percorrendo o núcleo e com pólos conduzindo o sinal elétrico de ou para o circuito.

Quando uma corrente elétrica percorre a fiação do indutor forma-se uma campo magnético B no interior de suas espiras. A direção Norte-Sul do campo magnético depende do sentido positivo-negativo da corrente elétrica (regra da mão direita: segurando o fio condutor com a mão direita e o dedo polegar no mesmo sentido da corrente elétrica convencional o campo magnético no interior da espira terá a mesma direção dos dedos enrolados em volta do fio, com as unhas sendo o Norte). O campo magnético não tem princípio ou fim, conformando-se como uma volta completa do Norte para o Sul.

  3-3   campo magnético no cabeçote  (a)  i positiva  (b)  i negativa

Na gravação, fazendo uma corrente elétrica percorrer o enrolamento do cabeçote cria-se no seu interior um campo magnético B que é amplificado e conduzido pelo núcleo (figura 3-3). Como este campo não pode atravessar o gap ele desvia-se para o exterior do núcleo a procura de um caminho que permita completar a volta. Se a corrente elétrica no enrolamento for positiva o campo magnético no desvio exterior terá a direção Norte-Sul (figura 3-3a); invertendo a polarização da corrente elétrica inverte-se a direção do campo magnético (figura 3-3b).

Variando o campo magnético que atravessa o centro das espiras cria-se uma corrente elétrica no fio condutor do indutor. Pode ser uma variação na intensidade do campo magnético ou simples mudança da orientação de Norte-Sul para Sul-Norte ou vice-versa. A corrente elétrica tem valor proporcional à variação do campo magnético. Veja que campo magnético constante não cria corrente elétrica no indutor.

  3-4   variação do campo magnético no gap  (a)  aumento  (b)   diminuição

Na reprodução uma superfície magnetizada (do tape) passa sob o cabeçote (figura 3-4). Seu núcleo de alta permeabilidade constitui o caminho para o campo magnético B, que entra por um dos pólos do gap, percorre todo o núcleo e sai no outro pólo, completando a volta completa na área magnetizada. Neste percurso ele atravessa o centro das espiras do enrolamento. O tape move-se em relação ao cabeçote, aparecendo sob o gap áreas com variação de magnetização (seja por variação da intensidade ou da orientação Norte-Sul), resultando no núcleo um campo magnético variável que cria corrente elétrica no enrolamento.

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