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Imaginemos uma falha no servo: na reprodução o sinal de controle do tape gatilhará os cabeçotes para iniciarem leitura de trilha que já passou pela posição a ser varrida no scanner e está a meio caminho. O vídeo-cassete transmitirá para o televisor uma imagem deslocada, mostrando no topo da tela (cabeçote iniciando varredura da trilha) uma parte da figura que deveria estar no meio; o sincronismo vertical que ficaria na parte de baixo da tela aparecerá no meio, com uma faixa preta referente ao apagamento do retraço.

  5-11   variação na posição do cabeçote de controle
   (a)  gravação  (b)  reprodução

Se o vídeo-cassete reproduz o tape que ele próprio gravou a posição do cabeçote de controle em relação ao scanner será a mesma e a questão de sincronismo entre trilha e varredura dos cabeçotes se reduz a eficiência do servo. Quando o vídeo-cassete reproduz tape gravado em outro aparelho pode ocorrer diferença entre as respectivas posições dos cabeçotes de controle em relação ao scanner. Como exemplo, o tape gravado no aparelho da figura 5-11a seria reproduzido com erro de tracking pelo VCR da figura 5-11b, devido à diferença L2-L1 das posições dos cabeçotes de controle.

Duas técnicas são usadas pelos vídeo-cassetes para ajustar a posição relativa entre cabeçote de controle e scanner. A primeira, mais direta, consiste simplesmente em instalar o cabeçote em posição móvel (com desvio de alguns milímetros): o técnico reproduz no vídeo-cassete um tape padrão, ajustando a posição do cabeçote de controle até obter uma imagem sem distorções de tracking.

  5-12   controle de tracking  (a)  esquema  (b)  formas de onda

A segunda técnica é adaptada para o telespectador, consistindo num artifício que terá o mesmo efeito de mover o cabeçote, mas podendo ser controlado por um botão no painel. A figura 5-12a ilustra o esquema, com as respectivas formas de onda em 5-12b.

Os pulsos PG (originados na bobina sob o magneto do scanner ou do capstam) não são injetados diretamente no comparador, mas gatilham um primeiro multivibrador (MV- 1), que tem o tempo de seu pulso fixo. A transição negativa gatilha um segundo multivibrador (MV-2), do tipo delay (atraso), cujo tamanho de pulso é ajustável pelo potenciômetro CONTROLE DE TRACKING. A transição negativa do multivibrador de atraso gatilha o formador de pulsos, cuja saída será comparada no comparador com o sinal do cabeçote de controle (reprodução) ou sinc V (gravação).

Observe que neste esquema o formador de pulsos será gatilhado na mesma frequência e fase do PG, mas atrasado em relação a ele por

INÍCIO PG + PULSO MV1 (FIXO) + PULSO MV2 (AJUSTÁVEL)

No inicio da reprodução o telespectador ajusta o controle de tracking para que o PG de seu VCR chegue ao comparador no mesmo momento que o sinal do cabeçote de controle gravado por outro VCR, garantindo a sincronização entre pulsos de controle e varredura das trilhas. Isto é percebido como uma diminuição de ruídos na imagem (crosstalk) e melhor sincronização.

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