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6-2 níveis de sinal no VCR Os níveis de sinal padronizados para os vídeo-cassetes são apresentados na figura 6-2. Na entrada correspondente ao sinal transmitido pela estação de TV, consideramos entre 10 microVolts e 10 miliVolts, dependendo das condições locais. Na saída do sintonizador (na verdade saída do detector) temos sinal de vídeo com 1 Volt pico-a-pico e áudio em -20 deciBéis. Se o vídeo-cassete estiver usando fonte externa (câmera e microfone, por exemplo) serão estes mesmos níveis de entrada, substituindo a saída do sintonizador, com terminação de 75 Ohms. A saída VIDEO-OUT e AUDIO-OUT tomados antes do modulador RF, também obedecem ao padrão 1 Vpp/75 Ohms e -20 dB, respectivamente. Na saída do modulador RF encontramos 1 miliVolt se a terminação for 75 Ohms ou 2 miliVolts para 300 Ohms.
6-3 esquema do sintonizador O esquema do sintonizador (compreendendo o sintonizador propriamente dito, FI, detector de áudio e de vídeo, AFT e AGC) é apresentado na figura 6-3. Ele é semelhante ao usado em receptor de TV, havendo diferenças apenas na parte do AGC (os fabricantes de VCR costumam usar as placas de sintonizadores de receptores de TV). Do divisor de VHF o sinal é enviado para o sintonizador, onde a faixa de 6 MHz do canal selecionado é filtrada e convertida à frequência intermediária FI; nos estágios de FI ocorre mais filtragem e amplificação, até atingir o nível de cerca 1 Volt pico-a-pico para o detector de vídeo, onde será descartada a portadora e permanecerá apenas o seu envelope com a informação de vídeo (crominância, luminância e sincronismos). Antes do detector de vídeo é retirada a sub-portadora 4,5 MHz de som, que é demodulada e aparece como sinal de áudio entre 20 Hz e 20 KHz. Ainda da FI retira-se para o AFT ("automatic fine tunning", sintonização fina automática) uma amostra da frequência intermediária de vídeo, que deve ser 45,75 MHz; se houver desvio deste valor o AFT envia uma tensão dc corretiva para o sintonizador. O AGC ("automatic gain control", controle automático de ganho) mantém a estabilidade do nível do sinal recebido, atenuando sinais fortes e amplificando os fracos. As saídas de vídeo/áudio podem ser substituídas por sinais externos (câmera, microfone, etc) por chaveamento desde que estes últimos obedeçam aos padrões de níveis vistos na seção anterior. O sintonizador VHF está sujeito a uma série de restrições legais, devido à possibilidade de irradiar sinais que interfiram com aparelho de TV vizinho. Por este motivo é comum omitir detalhes sobre ele na documentação fornecida pela fábrica, evitando que técnicos de assistência técnica mexam neste parte (o sintonizador é protegido por uma blindagem metálica que completa a ligação do chassis ao terra; retirando-a todo o circuito é cortado). É interessante notar que todo o circuito da sintonização encontra-se em dois CIs. O primeiro inclui amplificador de RF (do sintonizador VHF), FI, detector de vídeo e AGC, o segundo contém os circuitos de som. Em todos receptores modernos de TV usa-se o AGC gatilhado ("keyed AGC"): o estágio só é ativado durante o retraço horizontal através de gatilhamento pelo sinc H. Em vídeo-cassete este sistema não é possível, pois não existe estágio de deflexão com os respectivos sincronismos. Os vídeo-cassetes usam o AGC de pico, que detecta o valor máximo da sinal (na ponta do sinc H) e o mantém até novo pico. Surge o problema de picos de ruído que seriam confundidos com o sinc H e alterariam substancialmente o valor de AGC. Acrescenta-se então um circuito cancelador de ruídos, que reduz os picos de interferência, evitando que atinjam nível suficiente para influenciar o AGC.
6-4 AGC de VCR (a) esquema (b) formas de onda A figura 6-4 ilustra o esquema do AGC de pico empregado em vídeo-cassete, com as respectivas formas de onda em 6-4b. O sinal composto de vídeo do detector de vídeo alimenta o detector de ruído, cuja saída apresenta um pulso sempre que o sinal ultrapassa o nível do sinc (o que geralmente acontece com ruídos). Ao mesmo tempo o sinal composto de vídeo é invertido e somado com a saída do detector de ruído, reduzindo seu nível na posição exata onde ocorreu a interferência. Devidamente "ajeitado", o sinal passa por um detector de pico (como um retificador de meia-onda) que gera a tensão AGC. |
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